segunda-feira, 28 de junho de 2010

Hoje, apetecia-me estar assim:


Sinto falta do cheiro da terra...
Fechar os olhos e deixar-me levar pelos sons e pelos cheiros...
Ouvir o som do meu coração e respirar suavemente...
Olhar para o céu e não pensar em nada...
Apenas descobrir formas nas nuvens...

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Not for me...

A meio de uma conversa meio amalucada com um grande amigo, em que falávamos de amores antigos e recentes, a pergunta incomóda surge: 
"Não tens saudades de estar apaixonada? ".
(Grrrr....cerrar de dentes.)
"Pois claro que tenho. Estar apaixonado é uma das melhores sensações do mundo. Ser correspondido com a mesma intensidade, é perfeito. O que acontece depois, nem por isso"
"Ainda estás muito magoada. É normal. ", diz-me ele.
"Talvez seja normal. Mas a verdade é que não me apetece mais, passar pelo processo todo de ter que me reconstruir. Acho que já não tenho capital emocional para investir. E digo-te isto sem amargura. Simplesmente, não consigo mais. Não creio que volte a confiar e a entregar-me a alguém como já fiz anteriormente.", respondo-lhe eu.
"Dizes isso porque ainda não apareceu ninguém que te fizesse sonhar de novo. Aquele que tu mereces e aspiras para ter ao teu lado."
"Pois sim, pois sim, conta-me histórias. Não me entendas mal. Eu acredito no amor entre duas pessoas. Acredito mesmo. Mas para mim, não. Creio mesmo que para mim, chegou. E também não quero ficar com alguém, só porque essa pessoa me ama muito. Não é correcto. Nem para a outra pessoa, nem para mim. Por isso, meu querido, they're writing songs of love... but not for me."

E, para variar, veio-me uma música à cabeça...


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quarta-feira, 23 de junho de 2010

" Um homem achou o casulo de uma borboleta...

E, no dia em que apareceu uma pequena abertura no casulo, ele sentou-se e observou a borboleta, por diversas horas, enquanto ela se esforçava em forçar o seu corpo através daquele pequeno furo. Depois, pareceu parar, sem ter feito algum progresso. Parecia que ela tinha chegado até onde podia e não poderia, portanto, ir mais longe.
Então, o homem decidiu ajudar aquela borboleta. Pegou numa tesoura e retirou o que restava do casulo. A borboleta assim apareceu facilmente, mas tinha o corpo inchado e pequenas asas  todas enrugadas.
Ele continuou a olhar para a  borboleta, pois esperava que, a qualquer momento, as asas crescessem e  se expandissem para suportar o corpo, que iria contrair-se com o tempo. Nenhumas das duas coisas aconteceram. 
Aliás, a borboleta passou o resto da sua vida engatinhando com o corpo inchado e as asas enrugadas. Ela nunca conseguiu voar.
O que o homem tinha feito, com a melhor das intenções e que ele não sabia era que , o casulo restrito, a luta e o sufoco requerido para sair pela pequena abertura do casulo eram as formas que a natureza tinha feito para forçar o fluido do corpo da borboleta a passar para as asas. Sendo assim, ela estaria pronta para voar assim que ela  se libertasse do casulo."

(Autor desconhecido)

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Live simply


" A simplicidade é o último degrau da sabedoria." 
Khalil Gibran

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sábado, 19 de junho de 2010

Pela primeira vez na vida...


Sinto-me à beira de uma depressão... estou muito cansada, quase sem força animica. Cansada até aos ossos. Todos estes anos de luta, cairam de repente sobre mim...
Não sei bem o que fazer, nem o que pensar...só me apetece chorar.

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Worrying

Is like a rocking chair. It gives you something to do, but is doesn't get you anywhere.

Dias de luta...

De há um tempo para cá, a minha vida tornou-se numa luta constante. Um exercicio de equilibrismo. Uma volta na montanha-russa das emoções.
Se por um lado, reconquistei paz interior por outro, sou constantemente confrontada com puros actos de egoísmo e desinteresse. Acreditem que não me afectariam se me fossem dirigidos a mim, pessoalmente.
Mas envolvem a pessoa mais importante da minha vida : o meu filho. E outra pessoa que já foi muito importante e que, inutilmente lutei para que se mantivesse como tal, apesar do nosso afastamento romântico : o pai do meu filho.
O nosso relacionamento terminou, como tantos outros relacionamentos, de tantas outras pessoas. Sempre fomos amigos e desejava preservar essa amizade porque afinal de contas, tinhamos um projecto em comum e ao qual estaremos ligados para o resto das nossas vidas.
O tempo, veio-me mostrar o quanto ainda sou ingenua em relação ás pessoas. O afastamento inevitável, como casal, tem vindo a acontecer em relação ao nosso filho também. E se nos primeiros tempos, ele se tornou um pai presente (mais do que alguma vez tinha sido), aos poucos, foi-se afastando. Deixando-me entristecida, revoltada e indignada. Como era possível , ele esquecer-se do filho ?!
Engoli o orgulho , porque estava em causa o bem-estar do meu filho e  depois das minhas insistências e conversas (sempre de fugida, porque estava sempre ocupado), consegui que as saídas fossem retomadas.
Menos mal. Mas a ""luta" deixou-me profundamente decepcionada, com este homem que eu considerava amigo. A frase: "Divorciem-se, mas não se divorciem dos filhos", só funciona para o meu lado.
Dificil também, é filtrar qualquer ressentimento ou frustração quando o meu filho me faz perguntas sobre a ausência do pai. Há algum tempo que fiz uma promessa: nunca mentir ao meu filho, nunca "dourar a pílula", nunca justificar ou desculpabilizar as atitudes do pai. Limito-me a responder de forma simples e sem emitir juizos de valor.
Mas fico com o coração apertadinho, sempre que ele faz birra porque não quer ficar com o pai... Doi-me mais do que qualquer coisa que possam imaginar. E fico quase sem vontade de argumentar, mas insisto, insisto sempre:
"O pai telefonou a dizer que está cheio de saudades tuas. E que quer passear contigo. Não tens saudades do pai?"
"Não e estou zangado com o pai", responde ele.
"Então, porque não dizes isso ao pai, quando ele te vier buscar? "
"Vou dizer que estou zangado e que não quero passear com ele, coisa nenhuma"
"Boa, faz isso. Quando estamos zangados, devemos dizer ás pessoas, porque senão elas não percebem porque é que estamos com uma cara tão feia, como a que tu tens agora."
"Eu não tenho cara feia, vês?" E um sorriso ilumina-lhe o rostinho, sinal que a crise já passou.
Por enquanto, tem sido fácil lidar com estes momentos de tristeza dele, mas ele vai crescer e a sua percepção também. E este homem que é pai dele, parece não ter qualquer tipo de preocupação com isso. Acho que na cabeça dele, os papeis já foram atribuidos:
A mãe é a que educa, que ensina , que chama a atenção, que repreende, a CHATA.
O pai é gajo PORREIRO, que o leva a passear, ao cinema, á praia e quando ele for mais crescido, para a noite e para as miudas.
Não podia estar mais errado. Eu sou a chata sim, mas porque eu estou lá, presente, constante, atenta, preocupada. Mas também sou a palhaça, a contadora de histórias, a biologa de jardim, a que joga á bola, a que adora fazer bolinhas de sabão, construir castelos de areia, inventar canções tontas e aprender os nomes dos super herois de agora...
Porque, por ele, sou criança outra vez sem medo do ridiculo...
E por ele, despoletei uma nova "batalha": estabelecimento do poder paternal.
E isto é o que mais me custa: perceber que no final, as pessoas têm que lutar por...dinheiro.
Odeio isto. Mas tenho que o fazer.

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pausa a meio do dia

Uma das vantagens de trabalhar junto ao mar, é a de poder fazer uma pausa a meio do dia, atravessar a estrada, sentar-me numa esplanada e ficar lá, a saborear uma coisa destas: 


Desvantagem, é que depois, não apetece voltar para o escritório.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Soneto do Amigo


"Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro, o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo, um pouco atribulado
E como sempre, singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..."
Vinicius de Moraes

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

E pronto...estou de volta

Não sei se já vos disse mas, adoro caminhar! E adoro a serra de Sintra, que é quase a minha segunda casa! Muito poderia falar sobre Sintra e os efeitos que ela produz em mim, mas fica para outra altura. 
Sempre que estou com a neura, vou até lá e volto como nova. Há muito que aprendi a meditar enquanto caminho. É um processo natural e quase imediato. O corpo fica em piloto automático e a mente, a pairar até chegar ao destino habitual. A minha pedra. Onde carrego as baterias. A rocha á beira de um abismo, onde me sento e avisto toda a serra, até ao mar.
Gosto de ficar assim, com o vento a despentear-me o cabelo. E sinto-me em paz. Volto a "casa" por instantes e tudo fica tranquilo e sereno... E não me apetece voltar...
Mas volto, volto sempre, embora um bocado de mim, fique sempre lá.

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Hoje, acordei assim...






Feeling blue...


E o que mais me irrita é que tento sempre encontrar a razão...
E ás vezes, não é por nenhum motivo aparente.
Ás vezes, é só a minha natureza melancólica que vem á superfície...
Tenho duas maneiras de lidar com ela, consoante o grau de melancolia: fico em casa, no casulo ou vou apanhar sol e desempoeeirar a cabeça.
Hoje, vou apanhar sol...

Ah! E sinto falta do meu filho...

sábado, 12 de junho de 2010

She Moved Through The Fair - Loreena McKennitt





Estar e não estar

A inconstância do meu ser.
Vontade de ir. Necessidade de ficar.
Saudades do que ainda não fiz. Recordar onde já fui.
Visitar cheiros, toques, sensações, emoções.
Simplesmente deixar-me estar.
Esperar. Impacientar.
Levantar. Caminhar. Levar.
Sair. Libertar. Dar.
Receber. Partilhar. 
A vida a acontecer e eu a marcar passo... 
Ou talvez, não.
Talvez, este seja o tempo de que preciso para voltar a caminhar...

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Recipe for inner beauty


"For attractive lips, speak words of kindness.
For lovely eyes, seek out the good in people.
For a slim figure, share your food with the hungry.
For beautiful hair, let a child run their fingers through it once a day.
For poise, walk with the knowledge that you never walk alone.

People, more than things, have to be restored, renewed, revived, reclaimed, and redeemed. Remember, if you ever need a helping hand, you will find one at the end of each of your arms.
As you grow older, you will discover that you have two hands, one for helping yourself and the other for helping others." - Audrey Hepburn

P.S: quero envelhecer assim.

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domingo, 6 de junho de 2010

Dias de bolas de sabão

De volta do país do faz-de-conta... Feliz, como a minha criança. E cansada como ela. Adoro estar com o meu filho.
Adoro particularmente, quando ele me diz muito sério: "Mamã, gosto de ti". Que traduzido quer dizer : "Diverti-me tanto contigo. Gosto de estar contigo", que é a melhor coisa que ele me pode dizer.
Dias mágicos e cúmplices, com cheiro a pipocas e sons de gargalhadas...

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sábado, 5 de junho de 2010

Adoro preguiçar...

Pois é. Nada como poder preguiçar, pela manhã...
Acordo com o sol a entrar-me pelo quarto. As mãozinhas do meu filho no meu rosto (sim, porque lá pelas 6 h, veio para a minha cama).
Espreguiço-me e digo-lhe: "Hoje não há escola nem escritório, filhote. Vamos dormir mais um bocadinho, sim? ".E ele, ri-se e diz : "Yupiiii". "Chiuuu...vamos dormir", digo-lhe eu, numa tentativa de não o acordar demasiado.
Regra geral, não funciona. Porque para ele, significa que tem mais tempo para brincar comigo. E tem razão...
Brincadeiras e cócegas á mistura, tenho que me render. Está na hora de levantar !
Mas estes dias, têm um encanto especial: não há rotinas, nem horários. Tudo flui consoante a nossa vontade. Completamente diferente dos dias de semana, em que tenho que planear tudo, até ao minuto.
Permito-me a mim mesma, gozar destes momentos, sem culpas, sem preocupações. E é muito bom.
Acho mesmo que devia ser instituido um Dia da Preguiça, em que todos pudessem fazer nada.
Hum... acho que muitas pessoas, iriam ficar desorientadas e meio perdidas. Estão tão habituadas a terem a sua vida, regida por horários e obrigações que não saberiam o que não fazer.
Olha, aqui está uma oportunidade de negócio: ensinar as pessoas a não fazerem nada :)))
Bom, deixa-me ir fazer qualquer coisa, porque estamos com fome.
E mais logo, vamos ao país do faz-de-conta, andar de foguetão e de jangada... :)

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Infâncias roubadas



Dia da Criança



O Dia Mundial da Criança, oficialmente, é 20 de Novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança. Varia de pais para país, e em Portugal comemora-se hoje, dia 1 de Junho.
Confesso que sempre fui um pouco avessa a datas marcadas e a comemorações. É como se as pessoas fossem obrigadas a festejar determinada coisa, porque sim, porque esse é o dia para o fazer.
Ora eu acho que não devia haver dias para nada. E todos os dias deviam ser dias para tudo. Acho que deviamos dizer ou mostrar aos outros o que sentimos e o que nos vai na alma, sempre que nos apetecesse. Tudo o que me é imposto, regra geral rejeito. Porque perde a espontaneadade e a genuinidade.
Assim sendo , e visto que hoje é o Dia da Criança, todos os dias eu digo á minha, o quanto o amo, o quanto ela é importante para mim e o quanto ela é "chata".Todos os dias são dias de miminhos, de brincadeiras, de conversas sérias e disparatadas, de risos e amuos. Ponto assente :)
Mas, no dia de hoje, o meu pensamento vai para todas as crianças doentes, abandonadas, neglicenciadas, desaparecidas, exploradas, carenciadas, cuja infância foi roubada e violada.
E o meu coração fica apertadinho, porque gostava que fossem abraçadas da mesma forma que abraço a minha. Gostava que todas elas tivessem amor, comida, roupa, casa,escolas e tempo para brincar...E que pudessem ser precisamente isso: crianças. E sinto vergonha e tristeza por ainda viverem num mundo tão cruel e ignorante...
Nelas, apesar de tudo, deposito a esperança de um mundo melhor. E se cada um de nós, com as nossas crianças, investir nessa gigantesca tarefa, acredito que conseguiremos. E eu estarei lá, na primeira fila, pronta e preparada, para desbridar caminhos.
Como dizia há pouco tempo atrás: "Não sei se será no meu tempo que verei a mudança, Mas que continuo a plantar sementinhas, ai isso continuo". E se me acham sonhadora, idealista , podem sempre culpar o meu pai que me deixou ouvir muitas vezes o "Imagine" do John Lennon...
Feliz Dia da Criança, para todas as crianças e para todos os que a mantêm viva dentro de si !

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