sexta-feira, 29 de abril de 2011


Aproxima-se uma tempestade daquelas...o ribombar dos trovões, faz-me colar o nariz ao vidro da janela e ficar presa num fascinio ancestral. 
Recordo trovoadas na serra da Estrela e a lengalenga da minha avó Guiomar: "Santa Bárbara bendita, no céu está inscrita. Uma pinguinha da água-benta, para aliviar esta tormenta."
E cada novo relâmpago, provoca-me, instintivamente, um sorriso. 
Sim, faço parte do grupo de pessoas que gostam de trovoadas :)

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Friendship


"(...)Oh, the comfort, the inexpressible comfort of feeling safe with a person, having neither to weigh thoughts nor measure words, but pouring them all out, just as they are, chaff and grain together, certain that a faithful hand will take and sift them, keep what is worth keeping, and with a breath of kindness blow the rest away." - George Elliot

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Acerca dos blogues

(photo by Brigitte Sporrer)

Admiro a disciplina diária dos blogueiros. E garanto-vos que não estou a ser irónica. E também não há, nenhum "mas...".
Há blogues verdadeiramente interessantes, inspiradores, que eu sigo com assiduidade (e que fazem parte dos meus Lugares de paragem). E depois, há outros, em que até o simples cheiro de um traque é motivo de post.
Fico sempre um pouco confusa, confesso. Ou sou eu, que tenho uma vida muito desinteressante, sou pouco profunda e não tenho nada para dizer ao mundo, ou então... (suspiro)...nem eu sei o que escrever a seguir. 
Cá para mim, não nasci para alimentar blogues e não tenho jeito nenhum para isto. Mas (agora, vem um "mas"), também não foi esta a minha intenção quando criei o Ana e a vida. Na verdade, isto funciona assim como que um diário de viagem, um depositário de coisas e pensamentos que eu acho interessantes, uma forma menos dispendiosa de fazer terapia e de me despir intimamente. Lamento se desaponto potenciais seguidores, mas o meu universo é maior do que a blogosfera e (chamem-me presumida) , alimento-me de coisas mais subtis do que opiniões de pessoas desconhecidas.

Talvez por isso, nunca irei conhecer o sabor da fama, mas...who cares?

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domingo, 17 de abril de 2011

Sem sombra de pecado


Depois de uma manhã divertida, cheia de plasticina , pincéis e muitas tintas, há, por aqui,  quem se renda á mais pura, desavergonhada e desejada "ronha"...



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fragilidade

"Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera

Houvesse um canto pra se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade

Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve

Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar

É tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra já fugiu
 
É tudo tão fugaz e tão breve."

(Mafalda Veiga)

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mudança

"I think it's naive to pray for world peace if we're not going to change the form in which we live." - Godfrey Reggio
"Be the change you want to see in the world." - Mahatma Gandhi
E aqui é que está o busílis da questão...de que adianta, orarmos e pedirmos por algo, se não modificamos diariamente, o que nos incomoda? De que adianta, proclamarmos isto e aquilo e depois, não "utilizarmos" para nós mesmos, o que defendemos publicamente? 
(É por estas e outras razões, que estou fartinha de pseudo-gurus e pseudo-lideres, cujos traços comuns, além do magnetismo e carisma , são a falta de coerência e a desonestidade. Esta tirada é muito pessoal, dado que co-habitei com um, por largos anos.)
As mudanças, podem e devem ser feitas por todos, começando pela nossa vida pessoal. Não precisamos de espectadores, a não ser os que estão directamente envolvidos e a esses, também se pede que sejam participantes. Será fácil? Provavelmente, não. Mas menos fácil, é conviver diariamente com o "lixo emocional" que muitas vezes, vamos descuidando, lá num canto  da nossa vida. E este lixo,  enquanto não devidamente reciclado, deixa vestigios persistentes e resistentes a um mero espanadar de ideias. Há que abrir as janelas, deixar o sol entrar, sacudir bem os tapetes e começar tudo de novo.
Analisar comportamentos e padrões que nos impedem de ser felizes e de nos relacionarmos plenamente com os outros. Entender e abraçar os nossos medos e frustrações. Abrir a cabeça , os olhos e o coração, a novas perspectivas, ideias, formas de viver, reformular conceitos e critérios, é fundamental para conseguirmos mudar o que deixou de ser necessário, e se tornou obsoleto e grosseiro. 
Mudar o individuo para mudar a sociedade.
Evolução, minha gente, é a palavra  de ordem. 
Consciencialização, é a ferramenta. 
E "Para a frente, é que é caminho.", é a frase que me rege :) 
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sábado, 9 de abril de 2011

In love again...with Eduardo Sá ;)


"Na verdade, o mundo interior não divide as pessoas entre as estranhas e as da família. Mas entre os viajantes e os aventureiros, os arquitectos do nosso coração e os alquimistas. Os viajantes e os aventureiros são pessoas que nos surpreendem, de passagem. Os arquitectos do nosso coração rasgam avenidas ou desvendam planaltos. Os alquimistas transformam-nos sempre que nos dizem: "Chega-te a mim...e deixa-te estar". " - Eduardo Sá

E eu digo : Bem vindos a todos, porque enriquecem a minha vida.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Em jeito de confidência

Tenho uma paixão por fotografia. Talvez porque a minha memória é, essencialmente, fotográfica.
Através de uma fotografia, consigo viajar no espaço e no tempo e recordar-me de pequenos e deliciosos pormenores relacionados com a mesma. Outras vezes, porque a associo a determinados estados de alma e sentimentos.
E adoro o dramatismo e a simplicidade (muitas vezes, aparente) do preto e branco.
Gosto de "coleccionar" fotos e de lhes atribuir legendas e títulos.
Isto tudo, para vos confessar que ando fascinada com uma, em particular... e de tal maneira que, quando olho para ela, só me vem à cabeça a seguinte legenda: "Who are you?"
Lamentavelmente, não sei o nome do autor.
Intuitivamente, identifico o meu fascinio ;)


quinta-feira, 7 de abril de 2011

A vida é tão giraaaaaa!

Quais as probabilidades de isto acontecer?
Após uma caminhada de 2 horas, com as pernas a acusarem o esforço, paro numa esplanada para beber um café e tal. 
De repente, oiço: "Miuda, há quantos anos?!?". E sou abraçada por um amigo que não vejo (via) há 6 anos, e que regressa amanhã para Moçambique, após uma visita-relâmpago de 5 dias.
Três horas de conversa e muitas gargalhadas depois, ainda guardo o carinho ( e o numero de telefone) de quem nunca se esqueceu de outros tempos...o meu amigo F., o "prega-partidas de serviço" do grupo. :D

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Conclusão

*(Mais um carro de corrida, amarelo: a solução fácil e a mais dificil de digerir)
Continuo a esperar das pessoas, mais do que elas podem dar...
A solução escolhida para a resolução da situação anterior, foi a mais fácil: a promessa da compra de mais um brinquedo*...
(Deuses, é de bradar aos céus com tanta estupidez.) 
Como se isto resolvesse alguma coisa. Como se um objecto, substituísse alguma conversa, ou presença ou manifestação de carinho...
Será que ele se apercebe do que está a ensinar ao filho? Entenderá ele, a mensagem que lhe está a passar?!? 
Há pais que não fazem "os trabalhos de casa"; preferem contornar obstáculos. O que eles não sabem, é que os obstáculos voltam a aparecer lá mais para a frente e que dessa vez, poderão ser maiores e mais dificeis de resolver.
Além do mais, subvalorizam a capacidade manipulativa das crianças que, assim que percebem como o adulto funciona, e se não lhes fôr  explicado onde estão os limites, os manobram a seu belo prazer.
Lá vou mais uma vez, vestir o papel da "má da fita".
(suspiro) Seja.

domingo, 3 de abril de 2011

Difícil de gerir

photo by stockbyte

Quando o pai do meu filho o vem buscar para passear, e este recusa-se a sair, dizendo em alto e bom som: "Eu não quero ir contigo. Não tenho saudades tuas."
E mesmo depois de ver o rosto perturbado do pai, insiste na afirmação, e nem se abala quando este ameaça (!?!) que se vai embora.
Dificil de gerir, acreditem.
Na parte que me toca, chamei-o à atenção pela forma como se dirigiu ao pai, (nem o cumprimentou, sequer) e aconselhando-o a conversar com ele e explicar porque está zangado.
Ao pai, compete lidar com a situação que ele mesmo, tem vindo a criar.
Lá acabaram por sair os dois...a ver como corre.

Mas confesso, que fiquei triste.


Manhãs de domingo

photo by Rob Levine
Há rotinas que me são especialmente queridas. Porque são deliciosas. 
Uma delas, são as manhãs de domingo. E se, enquanto estava a trabalhar , suspirava pela chegada do fim-de-semana, agora continuo a apreciá-las.
Gosto de acordar com o filhote agarrado a mim, sentir o cheirinho dele e cobri-lo de beijinhos. Abraçá-lo ainda com mais força, numa tentativa vã de ficar mais um bocadinho na cama.
O cheiro de café acabado de fazer, laranjas espremidas e pão acabado de torrar, coberto de manteiga dourada a derreter, invade a casa, num convite absoluto ao prazer gustativo...
As gargalhadas que sobrevoam tudo isto, completam o cenário de uma manhã perfeita.
E tudo é feito num ritmo lento, fluído como a vida.
É nestas ocasiões que me apercebo de que precisamos de tão pouco, para sermos felizes, e de que são as coisas simples que me dão alento e me impedem de sucumbir á tristeza e ao desânimo.