domingo, 31 de julho de 2011

In the mood for...

É velhinha, meio estranha, mas perfeita para mim e para este final de dia.
A ouvir no repeat...


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Em "desintoxicação"...


Bom fim-de-semana, para todos!

&

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Reclamação #1

Ó São Pedro, andas a pregar partidas ao pessoal, cá em baixo ?! E eu a pensar que o santo reinadio era o St. António...decidiram trocar de papéis e pimba...toma lá, um amanhecer cinzento, com direito a orvalho e tudo.
Olha, digo-te já que não acho muita graça, ainda mais hoje que já me sinto melhor (e estou fartinha de estar em casa) e apetecia-me voltar às caminhadas.
Ficas avisado que, a partir da próxima semana, tens que te portar condignamente e trazeres o bom tempo de volta. 
E, não te faças de desentendido porque sabes bem que vou (vamos) de férias. Humpf!
(getty images)
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

A ver...

Já que estou mais ou menos confinada ao sofá,  tenho aproveitado para rever seasons de séries como Damages, com a Glenn Close, uma das minhas actrizes preferidas e que está absolutamente fantástica!
 


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Sou louquinha, louquinha por...

FRUTA!



(bem, quase toda...à excepção de dióspiros, blagh!)
Cheira-me que nos próximos dias, vou abusar dela...eheheh.

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Acerca da (minha) rebeldia


Há algum tempo atrás, alguém que ainda não me conhece bem,  disse: "Bem, hoje estás rebelde!"
"Eu sou rebelde.", respondi a sorrir. "Mas hoje em dia, sou uma rebelde controlada e mais consciente. Deixei de ser uma rebel without a cause, para ser uma rebel with several causes."

E fiquei a pensar... tempos houve, principalmente na adolescência (é um pressuposto, não?) em que a minha rebeldia era apanágio da minha forma de estar e de viver. Desafiava constantemente a autoridade fosse ela familiar ou social. Era completamente contra, tudo o que me era imposto de forma autoritária (continuo a ser) e reagia muito mal a certezas, verdades absolutas e a tudo o que era considerado normal (hoje em dia, já as aceito como sendo opções váĺidas para as outras pessoas).  Fazia o que me dava na telha, era inconsequente e meio irresponsável.
Claro que a minha relação com os meus pais (principalmente com o meu pai), foi muito afectada e vivemos dias terríveis de conflito. Anos mais tarde, fizemos as pazes e tudo passou, porque o amor que nos unia sempre foi mais forte e de certa forma, muitas coisas positivas sairam desses conflitos, para mim e para eles. O meu pai, que sempre tinha sido autoritário (deformação profissional?), percebeu que mais facilmente chegava a mim, com negociações e com gestos de carinho (aprendeu a dizer "amo-te, filha" e a abraçar à séria, nesta altura). Tornámo-nos nos melhores amigos. Perdíamo-nos em longas conversas, como se tivessemos acabado de nos descobrir um ao outro. Eu entendi que, muitas vezes, o nosso certo torna-se errado quando magoamos os que nos amam e nós amamos.
No meio de tudo isso, tive uma sorte tremenda, porque nunca prejudiquei intencionalmente ninguém e nunca me sabotei como pessoa, nunca caí em vícios nem em grandes tentações. Desses dias, ficou-me um furo extra na orelha e muitos agradecimentos ao enorme anjo-da-guarda que deve tomar conta de mim e que muito deve ter trabalhado, nessa época ;)
Mas...houve um preço. Que eu paguei. E do qual não me arrependo. Fez de mim a pessoa que sou hoje, e ajudou-me a focar no que é realmente importante. E a perceber que na vida há batalhas que devem ser travadas e outras que devem ser abandonadas, porque são estéreis e nada trazem de bom ou construtivo, nem para nós, nem para a sociedade em geral.
Hoje, escolho as minhas causas e mais do que rebelde, considero-me uma eterna inconformada e porque: "Não é sinal de saúde, estar bem adaptado a uma sociedade doente." (Jiddu Krishnamurti)

E vocês? ☺
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Noente"

(photo by Reggie Casagrande)
Pois, já ando a chocar esta, há algum tempo...para variar, vou contrariando até onde posso e depois, lá fico eu de cama, sentindo-me a mais desgraçadinha e miserável das pessoas, mali, mali e mali (há lá melhor altura para sermos piegas?)...eheheh!
Desta vez, é uma virose (como eu gosto quando os médicos nos dizem que estamos com uma virose...acho sempre que no fundo, no fundo, não sabem ao certo o que temos) e foi passada pelo filhote que se safou bem, só com ligeiros sintomas.
Por isso, nos próximos dias planeiam-se grandes passeios pelo sofá e pela cama, alternadamente, muitas horas das minhas séries favoritas e sestas a qualquer altura. 
Ah...e nestas ocasiões, agradeço aos deuses, pelos serviços online dos supermercados e dos bancos que nos facilitam a vida e nos permitem ficar  de molho, sem preocupações de maior ;)

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Selo


Seguindo as regras do selo, cá vão as respostas:

1) Dizer quem te presenteou
A querida Drinha, no seu "Só de pensar..."

2) Partilhar 7 coisas sobre ti
(além das que já estão, ali ao lado):
  1. Adoro filmes antigos (portugueses e não só).
  2. Tenho uma grande "panca" por jazz e música clássica.
  3. Já tive gatos (muitos, durante a infância e adolescência) e um cão(Sky) ,que faleceu há 3 anos e de quem tenho muitas saudades.
  4. Adoro viajar. A melhor viagem que fiz até hoje, foi passear (de carro)pela Europa durante um mês, sem horários nem grandes planos, parando onde nos dava na telha. Recordo principalmente, uma semana de canoagem no sul de França, onde descobri um modo de vida completamente diferente, o prazer de dormir sob a luz das estrelas e o sabor inesquecível de chás improvisados nos bancos de areão do rio que subiamos.
  5. Já trabalhei em áreas completamente distintas...o denominador comum foi sempre o contacto com o público (sim, gosto de pessoas).
  6. Gosto de humor-negro e tenho grande dificuldade em controlar o meu lado irónico e sarcástico.
  7. Estou quase, quase a completar 44 anos.
3) Enviar este selinho

Vou fazer batota e envio o selo a todos os que por aqui passam... :)

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Acerca da tolerância


Considero-me uma pessoa tranquila e tolerante. Tenho os meus momentos de exasperação, mas só quando sou muito pressionada e quando a corda é muito esticada. Sempre fui apologista do "Vive e deixa viver". Não sou violenta e abomino qualquer forma de violência. Respeito opiniões contrárias, desde que fundamentadas. Não as encaro como ataques pessoais. Mas também não embarco em discussões estéreis e inúteis. Não suporto duelos de egos e raramente, respondo a provocações.
No entanto, quando as opiniões e atitudes, espelham uma forma de estar na vida absolutamente distinta da minha, pura e simplesmente, afasto-me. Precisamente porque as respeito e principalmente, porque me respeito a mim. 
E porque muitas vezes, o silêncio é a melhor resposta.
O que me chateia é que (ainda) confundam esta minha atitude com passividade ou presunção...

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Feliz Dia dos Avós!

Para a minha avó Guiomar...(aqui)

E aqui, uma canção tradicional beirã que aprendi com ela e tantas vezes, cantámos, com a ajuda de um adufe, pois então.
Amo-te, avó. Estás sempre no meu coração.

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domingo, 24 de julho de 2011

Siga...

Receber uma mensagem que dizia: "Desculpa, mas não vou poder ir buscar o T. hoje. Não quero que os meus filhos me vejam assim. Explica-lhe e diz-lhe que o amo muito. Depois ligo.", deixou-me completamente balançada.
Nada de novo (a alteração de planos). Perturbador, o estado de espírito de quem a escreveu... Por uns bons minutos, vacilei na resposta. Escrevi e apaguei (demasiado fria), voltei a escrever e voltei a apagar (demasiado "amiga")...
Tive que rever os acontecimentos dos últimos dias, para me situar, e poder responder. Lembrei-me também do carácter da pessoa em questão e da sua faceta manipuladora e narcisista. E apesar de entender e perceber a espiral descendente em que se encontra, também sei que nada posso fazer e nada devo fazer, porque além de não me dizer respeito, não contribui para que ela acontecesse, nem sequer a fomentei ou secretamente desejei; e também me recuso a ser "usada" (mais uma vez) como porto de abrigo, por quem tanto me prejudicou e injustamente tratou.
E sim, é uma questão de sobrevivência.
A resposta, essa foi: "Ok"
Siga!

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sábado, 23 de julho de 2011

Rest In Peace, Amy

Amy Winehouse Text Art Canvas, made up entirely from the names of her songs.
Sempre estranhei pessoas que nestas circunstâncias, dizem coisas como: "Não tenho pena nenhuma.", em jeito de "Estava a pedi-las."...
Confesso que me faz muita impressão. Dou por mim a pensar que estas afirmações camuflam outras coisas bem mais sérias que se passam ou passaram na vida dessas pessoas...ou talvez não, talvez sejam só o reflexo da insensibilidade e falta de empatia, para com o sofrimento alheio. E de um certo ressabiamento: como se o facto de se ter atingido a fama e consequentemente uma certa riqueza, lhes fosse ultrajante e altamente ofensivo. Porque se estivessem no lugar dessa pessoa, fariam tudo diferente e não desperdiçariam a vida assim. Acho sempre que estes julgamentos apressados não são, nada mais nada menos do que isso, apressados. E superficiais.
Ah, e depois, cheira-me sempre que, no fundo, no fundo, não gostavam da pessoa em questão, do seu trabalho. Não seria mais fácil admiti-lo? Penso que sim e dessa forma, a malta dá o desconto e releva opiniões azedas.
Da mesma forma , me faz confusão, as opiniões das pessoas que acham que "assim nasce uma deusa no panteão do Rock n' Roll", como se se tratasse de um modelo a seguir, para se ter sucesso e alcançar uma suposta imortalidade...Sejamos realistas: a frase "Live fast and die young", pode ser muito carismática, mas é, essencialmente proveitosa para os que cá ficam (ah pois, a estória dos royalties), não é para os que fazem a passagem.
Quanto ao argumento de que "Não era um bom exemplo",  pois concerteza que não. Mas também, nós não somos, quando nos portamos de forma  demasiado condescendente, conivente, permissiva e indiferente para o que acontece à nossa volta.
Gosto da Amy Winehouse (da artista) por várias razões: dona de uma voz absolutamente única, um talento enorme, criadora de uma sonoridade invulgar, letras negras e ácidas (algumas proféticas).
Lamento a sua morte da mesma forma que lamento a morte de qualquer pessoa que envereda pelo caminho da auto-destruição, desperdiçando esse dom fantástico que é a vida e no caso dela, o enorme talento. Não julgo, não especulo sobre a culpa/responsabilidade da indústria discográfica, da sociedade, do namorado, do agente, das fragilidades internas(como já li aí pela net) porque, simplesmente, não sei.
Neste momento, empatizo e respeito a  dôr dos pais, dos amigos e das pessoas que lhe eram próximas.
E que a Amy encontre a paz que não consegui encontrar, enquanto cá esteve.

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P.S: apesar de tudo, não consigo deixar de achar "estranho", que outros  como Jim Morrisson, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Kurt Cobain e Brian Jones (o criador dos Rolling Stones), tenham morrido com 27 anos...e aqui, rendo-me ao meu lado "místico".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O som mais lindo ♥


"A child's laugh could simply be one of the most beautiful sounds in the world."
(autor desconhecido)

P.S.: adoro esta foto.


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Um mundo perfeito


Nos últimos dias, volta e meia dou por mim a pensar no que seria um mundo perfeito. Todos nós sabemos que seria um mundo, sem guerra, sem doença, sem fome...
Tenho a plena noção de que há coisas que não consigo mudar, ou porque fazem parte do passado ou porque não estão (só) nas minhas mãos... Mas, há outras que sim, posso mudar. Por isso, fiz assim, uma espécie de lista de coisas que eu quero fazer. Cá vai:
  • arranjar/criar um trabalho com o qual me identifique totalmente e que corresponda à minha missão de vida;
  • reestruturar as minhas respostas a determinadas relações/pessoas com as quais vou ter que conviver para o resto da vida;
  • continuar a acreditar que o nosso exemplo, as nossas acções, falam tão ou mais  alto, do que as palavras ou melhor, que os nossos gestos têm que ser coerentes com as nossas palavras, seja em que aspecto fôr;
  • continuar a envolver-me de forma activa, na reformulação de noções e mentalidades no que diz respeito à ecologia, direitos humanos e animais, ética, educação e solidariedade.

Pode parecer ambicioso (ou esquizóide), mas sonhadora como sou, não conseguiria viver sem acreditar que podemos realmente, alterar as coisas, diariamente e individualmente,  apesar de todos os contratempos e de cada um de nós, ser só uma gota no oceano. 
E no limiar do sonho, construir um mundo perfeito :)

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Medida preventiva

Costuma-se dizer que "Para bom entendedor, meia-palavra basta" mas, como andam por aí, tantos maus entendedores, acho que, em jeito de aviso, vou encomendar uma tabuleta destas, para colocar na porta.
Pode ser que funcione.
Acho bem que funcione!
Estou com fé de que vai funcionar...não me apetecia nada, ter que me chatear, outra vez...



Como alternativa, posso sempre encomendar uma a dizer: "DESLARGUEM-ME!"

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10 regras para se ser humano

Este livro, veio-me parar aos olhos e parece-me interessante. Não que eu seja grande fã deste tipo de livros, mas achei "piada" às regras que a autora apresenta. Embora, à primeira leitura, não concorde na íntegra com todas elas (ok... com a 1ª porque acho que se não nos sentirmos confortáveis com o corpo que temos, podemos e devemos alterar esse estado e porque gosto da máxima "corpo são em mente sã"); deixou-me suficientemente curiosa para ler o resto (além de que, mais uma vez, são os livros que me escolhem e aparecem-me na altura certa). 
A ver se o consigo encontrar nas livrarias.


Deixo-vos um resumo das regras (ainda pensei em traduzi-las e tal, mas não me pagam para isso...ihihih):

"Rule One - You will receive a body. Whether you love it or hate it, it's yours for life, so accept it. What counts is what's inside.

Rule Two - You will be presented with lessons Life is a constant learning experience, which every day provides opportunities for you to learn more. These lessons specific to you, and learning them 'is the key to discovering and fulfilling the meaning and relevance of your own life'.

Rule Three - There are no mistakes, only lessons. Your development towards wisdom is a process of experimentation, trial and error, so it's inevitable things will not always go to plan or turn out how you'd want. Compassion is the remedy for harsh judgement - of ourselves and others. Forgiveness is not only divine - it's also 'the act of erasing an emotional debt'. Behaving ethically, with integrity, and with humour - especially the ability to laugh at yourself and your own mishaps - are central to the perspective that 'mistakes' are simply lessons we must learn.

Rule Four - The lesson is repeated until learned. Lessons repeat until learned. What manifest as problems and challenges, irritations and frustrations are more lessons - they will repeat until you see them as such and learn from them. Your own awareness and your ability to change are requisites of executing this rule. Also fundamental is the acceptance that you are not a victim of fate or circumstance - 'causality' must be acknowledged; that is to say: things happen to you because of how you are and what you do. To blame anyone or anything else for your misfortunes is an escape and a denial; you yourself are responsible for you, and what happens to you. Patience is required - change doesn't happen overnight, so give change time to happen.

Rule Five - Learning does not end. While you are alive there are always lessons to be learned. Surrender to the 'rhythm of life', don't struggle against it. Commit to the process of constant learning and change - be humble enough to always acknowledge your own weaknesses, and be flexible enough to adapt from what you may be accustomed to, because rigidity will deny you the freedom of new possibilities.

Rule Six - "There" is no better than "here". The other side of the hill may be greener than your own, but being there is not the key to endless happiness. Be grateful for and enjoy what you have, and where you are on your journey. Appreciate the abundance of what's good in your life, rather than measure and amass things that do not actually lead to happiness. Living in the present helps you attain peace.

Rule Seven - Others are only mirrors of you. You love or hate something about another person according to what love or hate about yourself. Be tolerant; accept others as they are, and strive for clarity of self-awareness; strive to truly understand and have an objective perception of your own self, your thoughts and feelings. Negative experiences are opportunities to heal the wounds that you carry. Support others, and by doing so you support yourself. Where you are unable to support others it is a sign that you are not adequately attending to your own needs.

Rule Eight - What you make of your life is up to you. You have all the tools and resources you need. What you do with them is up to you. Take responsibility for yourself. Learn to let go when you cannot change things. Don't get angry about things - bitter memories clutter your mind. Courage resides in all of us - use it when you need to do what's right for you. We all possess a strong natural power and adventurous spirit, which you should draw on to embrace what lies ahead. 


Rule Nine - Your answers lie inside of you. Trust your instincts and your innermost feelings, whether you hear them as a little voice or a flash of inspiration. Listen to feelings as well as sounds. Look, listen, and trust. Draw on your natural inspiration.

Rule Ten - You will forget all this at birth. We are all born with all of these capabilities - our early experiences lead us into a physical world, away from our spiritual selves, so that we become doubtful, cynical and lacking belief and confidence. The ten Rules are not commandments, they are universal truths that apply to us all. When you lose your way, call upon them. Have faith in the strength of your spirit. Aspire to be wise - wisdom the ultimate path of your life, and it knows no limits other than those you impose on yourself."

"If Life Is A Game, These Are The Rules", Chérie Carter-Scott

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Selecção natural

Em contagem decrescente para o meu aniversário (e para as férias...weeeee!), e em pleno "inferno astral", só vos tenho a dizer que não está a ser pêra doce...
Se em anos anteriores, tem sido complicado, este então, está a ser uma autêntica prova. (Valham-me os amigos que têm estado sempre presentes!)
De qualquer forma, acredito que o que está a acontecer e tem acontecido, nos ultimos tempos, nada mais são do que acertos e correcções a mim, aos outros e na minha relação com os outros. Como se, me estivesse a despojar do que não me faz falta, do que não me completa, do que me é contrário e até mesmo nocivo. O processo é doloroso, tumultuoso, mas absolutamente necessário.
A hora do "talvez", acabou... Cheguei à fase do "sim", ou "não".
Decisões concretas, posições e relações redefenidas.
Fechar ciclos, deixar ir... para começar o próximo, com mais força.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

To read or not to read...



"If you don't read the newspaper, you are uninformed. 
If you do read the newspaper, you are misinformed." 
  Mark Twain

E por este motivo, confesso que há alturas em que a única utilidade  que encontro  nos jornais, é a forma como limpam as minhas janelas, cá em casa ...:p

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domingo, 17 de julho de 2011

Fazer memórias


Já que o dia amanheceu tristonho, muito ventoso e a minha garganta dá sinais que estou à beira de uma constipação, decidi ficar em casa com o filhote.
Já sei que vai ser um daqueles dias (suspiro) em que a casa vai ficar virada do avesso, mas é nestas ocasiões que se fazem memórias...daquelas repletas de cores, recortes de papel e cola, bolas de sabão, farinha e chocolate, pipocas, miminhos e muita palhaçada :)
Bom domingo, a todos!

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sábado, 16 de julho de 2011

Mudar

Todos sabemos, o actual estado do nosso planeta. Constantemente somos chamados à atenção: basta perceber as alterações climáticas que o planeta está a sofrer, desvastando a fauna e a flora e afectando toda a população humana.
Impossível não nos questionarmos sobre a nossa responsabilidade. Negligente, não alterarmos os nossos hábitos. Coisas simples, gestos diários que passam por fazer reciclagem e alterar a nossa dieta alimentar.
Impõe-se uma certa urgência, porque aproximamo-nos, em ritmo acelerado, do ponto de ruptura.

A (falsa) ideia de que os vegetarianos só comem comida sensaborana e saladas, é completamente desmistificada quando provarem as coisas deliciosas que a culinária vegetariana produz.
Falando da minha experiência pessoal, lembro-me que comecei a tomar esta consciência quando estava a tentar engravidar. Além de não suportar a violência que é exercida nas quintas de criação e matadouros, o facto é que comecei a olhar para os animais no prato, como aquilo que eles realmente são: cadáveres. E mentalmente, criou-se um asco, uma repulsa por este tipo de alimentação. E não quis de forma alguma, alimentar o meu filho, ainda em gestação e na fase mais crucial da sua formação, com cadáveres. Por isso, aos poucos, comecei a alterar a forma como comia e para isso, tive que pesquisar, ler, fazer curso de cozinha vegetariana, consultar e ser orientada por uma nutricionista dessa área.
Comecei a adaptar também, os pratos que cozinhava habitualmente, ao vegetarianismo e a transição foi (e está sendo) feita de forma suave, no meu caso. Continuei a beber leite e seus derivados, assim como ovos (ainda não consegui abolir o uso deles, mas para lá caminho). Sou portanto, ovo-lacto-vegetariana, assim como o meu filho que é uma criança perfeitamente saudável, e que já teve as doenças infantis que todas as crianças desta idade, têm. Noto sim, uma maior rapidez de recuperação.
E não, não é molengão, nem apático (outra falsa ideia) :)
No vídeo, são referidas as razões e os tremendos benefícios para a nossa saúde e para a saúde do planeta, para e ao tornarmo-nos vegetarianos.
Visitem o blogue um curso em sabores, e descubram um mundo novo.
Pensem seriamente no assunto. Está na hora de mudar :)

                          


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sexta-feira, 15 de julho de 2011

B&W passion

Não é novidade nenhuma, a minha paixão por fotografia a preto e branco. Novidade é postar aqui, trabalhos de um dos meus fotógrafos favoritos: Irving Penn (1917-2009).
Enjoy it :)


Vogue's Magazine cover, 1950






Hippie family, San Francisco, 1967
Hell's Angels, San Francisco, 1967

Salvador Dali

Pablo Picasso, 1957

Truman Capote, 1965

Miles Davis

Al Pacino

Nicole Kidman


Gisele Bundchen



"A good photographer is one that communicates a fact, touches the heart, and leaves the viewer a changed person for having seen it." - Irving Penn

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Current status

                

Quero tudo a que tenho direito e mereço...yeah!

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Situações surreais

 
São aquelas que me têm acontecido ultimamente...
Primeiro, é o meu ex e pai do meu filho que me procura para desabafar sobre o fim do seu actual relacionamento.
Depois, é a actual ex do meu ex (que mal me dirigia a palavra, provavelmente porque se sentia, erradamente, "responsável" pelo fim do nosso), que faz o mesmo.
A única coisa que eu quero, é que me deixem em paz...
Alguém, lá em cima, está a pôr-me à prova, só pode.
Ou então, como diz o meu amigo M. :"Andas a queimar karma."
"Haja alegria!", é o que vos digo... ;)
 
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

O poder das palavras


"As palavras são sagradas. Merecem respeito. Se escreveres as palavras certas, numa ordem correcta podes abanar um pouco o mundo." 
Tom Stoppard

Acredito no poder das palavras.
As palavras são a manifestação verbal/fisica das nossas vontades, intenções e sentimentos. São instrumentos poderosos, influenciam e criam as nossas emoções,  são o que nos liga ou afasta dos outros. Com elas, conquistamos, e/ou somos conquistados. Derrotamos e/ou somos derrotados. Amamos e/ou  somos amados. Odiamos e/ou somos odiados. 
E através delas, criamos diariamente, a nossa realidade.
Ter esta consciência, responsabiliza-nos pela forma como as utilizamos. E aqui, como em tudo na vida, funciona a lei do retorno. Se dissermos "eu não sou capaz...", "se eu pudesse...", "eu sou infeliz...", "eu odeio...", certamente que viveremos dessa forma. Se passamos a nossa vida a destilar palavras e frases de ódio e desprezo (mesmo que achemos que estamos carregadinhos de razão), certamente que as receberemos em troca.
Ao utilizar as palavras de forma positiva: "eu posso...", "eu consigo...", "eu quero...","eu gosto/amo..."; estamos a reverter tudo isso, quebrando determinados padrões mentais e, consequentemente, padrões de comportamento.
E assim, podemos viver e construir a nossa vida, em plenitude e abanar o mundo ;)

P.S: a minha palavra favorita é "Amor". E a vossa?

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terça-feira, 12 de julho de 2011

O meu propósito de vida


Ao contrário do Linus, não penso muito nisso... hoje em dia, fico atenta mas, essencialmente, deixo que a vida aconteça e tento sempre tirar o melhor partido do que ela me traz... :) 
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Acerca da confiança


Há laços invisíveis que nos unem ás pessoas e que  são a pedra basilar de qualquer tipo de relação.
Um dos que eu considero mais importantes, é o da confiança. Quando este laço é quebrado, cria-se em mim, um enorme vazio, uma terrível sensação de desamparo, de tristeza, de perda.
Associo sempre isto,  à imagem de um vaso. Um vaso lindo de que nós gostamos muito e que de repente, se espatifa no chão e se quebra em mil pedacinhos.
Teimosa como sou,  volto sempre a colar todos os pedacinhos. Mas a verdade é que, depois de reconstruido, o vaso já não é o mesmo. E embora me esforce, não consigo ver a beleza que tanto admirava inicialmente. Talvez porque o vaso foi consertado a duas mãos, quando o deveria ter sido a quatro ou mais; ou porque  nem sequer devia ter sido quebrado...
O que acontece a seguir é que acabo por redefenir parâmetros dessa relação : passa a ficar "situada" em determinado patamar e só de lá sai, depois de  provas dadas. E não é por orgulho, é por amor-próprio.

E porque muitas vezes, as coisas acontecem como têm que acontecer e  adiar o desfecho de determinadas situações é, muitas vezes, o reflexo do nosso egoísmo (mesmo que seja com boa intenção)  e de uma certa covardia.
Mas, honestamente, doi sempre.
Sigaaaaa!...

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domingo, 10 de julho de 2011

Catarse


Evitar a dôr, é um mecanismo natural de autodefesa de qualquer um de nós. Acho mesmo que é um instinto básico. E que está ligado ao sentimento do medo.
Hoje fui confrontada com um e que tenho andado a evitar (porque ainda não me sentia preparada e achava que não estava suficientemente forte): regressar a lugares que foram palco de um grande amor.
Perceber que passaram a ser só isso mesmo, lugares, e que a dôr que a eles estava associada já não existe, foi tremendamente libertador!
Hoje descobri que, na sua maioria, os lugares maus ou bons, só existem na nossa cabeça, no nosso subconsciente. Nós é que os impregnamos e  moldamos com as nossas alegrias, medos ou temores. Depois de sublimarmos esses sentimentos, o equilibrio volta a ser reposto e descobrimos que a mudança aconteceu dentro de nós.
E isso, foi muito bom!

Quanto às lembranças, essas ficarão para sempre mas, deixaram de ser dolorosas. :)

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sábado, 9 de julho de 2011

A vulnerabilidade do amor


"Love anything and your heart will be wrung and possibly broken. If you want to make sure of keeping it intact you must give it to no one, not even an animal. Wrap it carefully round with hobbies and little luxuries, avoid all entanglements. Look it up safe in the casket or coffin of your selfishness.
But in that casket, safe, dark, motionless, airless, it will change. It will not be broken; it will become unbreakable, impenetrable, irredeemable.
To love is to be vulnerable."
- "The Four Letters", C.S.Lewis 

Pois...sem dúvida alguma, sr. C.S.Lewis. 
E por mais "truques" que se possam inventar, não há outra forma de viver a vida e o amor, na sua plenitude. Pelo menos, não para mim. Apaixono-me pelas pessoas e pelas coisas em que me meto ou dedico, aceitando toda a vulnerabilidade que daí possa advir. Não me consigo dar por metades: ou dou tudo ou não dou nada.
Coração partido? Muitas vezes.
Arrependi-me? Não, nunca. Porque aprendi sempre alguma coisa, inclusivé a perceber o que não queria para mim. E isso, já é alguma coisa, não? ;)

Ah...e recuso-me terminantemente em transformar-me numa mulher seca, amarga e despeitada, daquelas que passam o tempo a lamentar o que lhes aconteceu ou a vomitar (sim que a mim, parecem-me sempre vómitos cheios de fel) frases azedas.  Ponto.

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Planos, planos, planos...

(photo by Stefanie Hielb)
Hoje, acordámos tão preguiçosos, tão preguiçosos que ainda estamos a decidir o que vamos fazer... sobre a mesa, estão propostas como : fazer plasticinas e pinturas com aguarelas, ir até ao parque e levar as bicicletas ou fazer uma mini-caminhada adequada à idade do filhote.
Provavelmente, e como de costume, iremos fazer...tudo.
Ehehehehhe!
Bom sábado, a todos :)
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Há que manter o sentido de humor :D



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Casa arrumada


Adoro este texto do Carlos Drummond de Andrade.  Expressa na perfeição, a minha definição de casa/lar.
Foi "roubado", ao blog da Bia                       


"(...) Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar."

Carlos Drummond de Andrade

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Acerca da agressividade e outros que tais


Confesso que tenho sérias dificuldades em lidar com a agressividade e com pessoas agressivas.
Já nem falo das que o são fisicamente (não as tolero)... refiro-me a pessoas que dão respostas agressivas e descabidamente violentas quando são contrariadas ou acham que o estão a ser, ou porque estão num dia mau (o que seria de todos nós, se andassemos a descontar nos outros, os nossos problemas e frustações? E que culpa têm os outros, disso? Como não o faço com ninguém, também não permito que o façam comigo.). A minha primeira reacção é sempre de surpresa e a seguir, consoante o grau de intimidade com a pessoa em questão, de mágoa ou indiferença.
Acredito no diálogo franco, no salutar debate das ideias, mesmo que não sejam coincidentes com as minhas. Não sou, de todo, uma expert em matérias distintas e por isso, só opino sobre aquilo que realmente sei, que vivenciei, que estudei. Por dois motivos: não gosto de ser apanhada em falso e também não me considero pretensiosa ao ponto de achar que sei tudo.
Não gosto de quem argumenta infundadamente e principalmente, de quem se contradiz após uma ou outra rasteira que eu lhe possa lançar (sim, eu sei que não é bonito, mas há alturas em que são merecidas e há quem goste de se pôr a jeito).
Não suporto paternalismos e também não gosto de respostas passivo-agressivas porque me colocam na posição de agressor que, de todo, não sou. Não faz parte da minha forma de estar na vida, nem da minha essência como ser humano. E porque, consequentemente, colocam o meu interlocutor no papel de auto-infligida vítima para o qual, tenho menos pachorra ainda.
Ah, e gosto de frontalidade, honestidade e coerência.
A principal razão pela qual não gosto de respostas agressivas é que, apesar de já me considerar muito mais sensata e tolerante, têm a capacidade de trazer ao de cima, o que de pior (ainda) existe em mim... o meu lado-negro, se assim lhe quiserem chamar. Manifesta-se através da violência verbal, do sarcasmo frio e duro. e de uma certa crueldade.
E não gosto. Nada.
Tempos houve, em que me deixava dominar completamente por ele, e inevitávelmente, caia em confrontos violentos. Tinha sempre a perfeita noção do resultado final (uma grande m****) e pouco me importava com isso. O que importava era ganhar. E se para isso , tivesse que magoar fosse quem fosse, tudo era válido. Nada bonito de se ver ou sentir. No entanto, após o embate, ficava nauseada e profundamente triste.
A vida e o tempo, mostraram-me o quanto era cruel e egocêntrica: paguei o preço de todas as minhas arrogâncias.
Hoje em dia, só em casos extremamente graves e em que as pessoas ultrapassam todos os limites que eu considero como toleráveis (pelo caminho vou dando indicações claras de que se estão a esticar), é que eu o deixo à solta. Normalmente, prefiro virar costas, respirar fundo 30000 vezes e literalmente, borrifo-me para o assunto e para a pessoa em questão.
Não será correcto? Talvez não.
Não é muito "iluminado"? Concerteza que não.
Mas poupa-me imenso tempo e permite-me focar em coisas que realmente valem a pena.
E a vida continua.

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Dia perfeito

Hoje está um dia perfeito para fazer uma caminhada mais "puxada".
Depois de um pequeno-almoço reforçado, enxotei a preguiça (e a neura), preparei a mochila e lá vou eu...


Tenham um dia perfeito, também!

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Feliz aniversário


Um mestre é sisudo, grave e carrancudo...;)
Feliz 76º aniversário, Dalai Lama!

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Coisas que me irritam #4

(photo by Plattform)
E esta é daquelas que me irritam profundamente: crianças, no carro, sem cinto de segurança e/ou sem cadeira ou banco elevatório (video aqui).
Confesso que não consigo compreender quem os transporta desta forma, seja nos carros dos pais, familiares ou até nos autocarros da escola (sim, já vi isto acontecer!).
E a desculpa de que "vamos só até ao fundo da rua, não vale a pena...", não cola. Não mesmo! 
Pode ser "aborrecido" ter que andar a mudar a cadeira de um carro para o outro (na semana passada, tive que chamar um taxi para viajar com o filhote e sim, levei a cadeira comigo), e obrigar os miudos a colocar o cinto  é "chato" (só obrigamos se eles não estiverem habituados, não será?); mas considero absolutamente inadmissível, este acto grosseiro de negligência.
Fico possessa.

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terça-feira, 5 de julho de 2011

Reencontrar as raízes


Gosto de fazer compras no mercado local do bairro onde estou a viver.
Provavelmente, é igual a tantos outros mercados locais.  
Mas cada ida lá, transforma-se numa autêntica viagem à minha memória sensorial e emocional:  agradam-me  os cheiros (sim, até o do peixe), as cores, a gentileza franca e despachada das vendedoras e o seu vocabulário tipico.
Confesso que recordo sempre o do meu bairro, Campolide, onde nasci e vivi 26 anos.
Lembro-me dos rituais todos e das conversas com a srª Augusta e a sua cesta de doces, que me dava sempre uma cavaca em troca de conversa, da bancada da florista que usava sempre um cravo atrás da orelha, das expressões brejeiras das peixeiras...
E gosto de cheirar as frutas (é assim que as escolho, pelo cheiro), de tocar e poder escolher os legumes... hábito que mantenho quando estou no supermercado. Aliás se não poder tocar e/ou cheirar, não compro (manias!).
Acima de tudo, o que gosto mais, é perceber que já me conhecem... e sentir que estou a criar raízes.
E isso agrada-me
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segunda-feira, 4 de julho de 2011