sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Voltei ☺

(getty images)
Tenho andado meio ausente da blogoesfera porque têm sido uns dias cansativos, fisica e emocionalmente desgastantes. Nas lutas diárias e a fazer damage repair na cabeça e no coração do filhote, o que não me tem deixado nem espaço nem tempo, para pensar em mais nada, excepto em formas de o ajudar a ser feliz e equilibrado.
Agora que tudo está mais tranquilo, tinha que vir aqui, para saber como estão todos vocês e porque gosto de vos ter por cá. Neste momento, vocês são assim como que uma espécie de ligação com mundos diferentes e exteriores ao meu, com dinâmicas díspares das minhas (e outras, nem tanto assim) que é algo de que sinto falta (não fosse eu, um animal social) desde que tive que ficar em casa, sem trabalho.

Tenho muitos updates para fazer e vou já, já cuscar os vossos cantinhos.
Beijinhos a todos :)

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domingo, 25 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011



Por estas bandas, vão ser 2 dias de muita ronha... estou a precisar, urgentemente, de desligar. Esta semana foi, emocionalmente, desgastante. Impõe-se visita ao meu refúgio...

Tenham um excelente fim-de-semana! :)


Nota: este post foi agendado.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Curta, sobre uma grande paixão


"Leio e estou liberto. Adquiro objectividade. Deixei de ser eu e disperso. 
E o que leio, em vez de ser um trajo meu que mal vejo e por vezes me pesa, é a grande clareza do mundo externo." -  Fernando Pessoa

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Coisas para as quais (já) não tenho pachorra #3...

(getty images)

Penso que todos nós conhecemos uma ou outra pessoa a quem eu costumo chamar de "esquisitinha".
As esquisitinhas integram-se na categoria das picuinhinhas, chatinhas, complicadinhas, enjoadinhas, conflituosazinhas e de certa forma, vitimazinhas (o diminuitivo é intencional, tá?).
São aquele tipo de pessoas que torcem o nariz a tudo e a mais qualquer coisa que não seja da sua autoria e o que fazem/dizem, é sempre melhor, do que aquilo que lhes apresentam.

Eu conheço uma ou duas. E acreditem que, quanto mais esquisitas são, pior lhes acontece...tenho para mim, de que atraiem este tipo de situações, que de certa forma, vem validar a opinião que tecem sobre as coisas (damn!): quando vão a um restaurante, são as últimas a serem  servidas (porque nada veio ao seu agrado e são desagradáveis para o empregado. Nem quero pensar no que acontece à comida quando é devolvida à cozinha e volta de novo para a mesa), nas repartições públicas, armam discussões exageradas (embora muitas até sejam merecidas, grrr!) e acabam por ser ignoradas e saiem de lá, furibundas; nas lojas, têm sempre o azar de ser mal atendidas, enfim...
Verdade seja dita que apesar de muitas vezes, terem razão, a forma como expressam o seu descontentamento, faz toda a diferença no resultado final. E são uma tremenda seca, para quem as acompanha (a não ser que se seja igual, claro, o que deve ser lindo de se ver.)
A mim, enganam-me a 1ª vez, porque a seguir, acabo por estar sempre muito ocupada...
Não há pachorra!


P.S.: Ei, não quero com isto dizer que devemos "comer e calar". Não. Pelo contrário. Acho apenas que é importante saber fazê-lo. Afinal de contas, há sempre muitas formas de "levar a água ao (nosso) moinho." , não vos parece?

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Furiosa


Yap... a intuição pode ser uma coisa tramada(aqui).
O filhote voltou de férias,  tranquilo. Estranhamente tranquilo.
Tenho andada atenta aos sinais e afinal, de contas, percebi que só tinha vislumbrado a superficie das águas, porque agora, começam a manifestar-se as correntes ocultas e mais profundas (e mais negras).

Raios partam, esta m***a!!!
Quando é que o paizinho se começa a comportar como um adulto e entende que as guerras dos adultos, aos adultos pertencem (embora estas, só existam na cabeça dele, porque verdade seja dita, não me podia estar mais a borrifar para ele, do que estou)?
Quando é que o paizinho vai entender que o filho é para ser respeitado, enquanto ser humano? Um ser humano em construção, frágil e com poucas defesas...
Quando é que o paizinho vai perceber que o filho não é um repositório de coisas mal resolvidas e frustrações pessoais, como se fosse um caixote do lixo? (Quantas vezes, tive que me controlar e morder a língua, para não deixar escapar nenhum comentário desagradável sobre ele? Se eu consigo, ele também consegue, não?)
E que não é, de forma alguma, a extensão do seu umbigo, nem sequer tem que igualar os feitos desportivos do papá?
Quando é que o paizinho entende que o filho se chama X e ele se chama Y  ou seja, são dois individuos distintos?
Quando é que o paizinho vai entender que o filho não nasceu para concretizar os sonhos e as expectativas fantasiosas do pai?
Quando é que o paizinho vai perceber que uma criança (seja ela qual fôr) é um ser sagrado, a ser preservado na sua inocência e no tempo certo que tem para crescer?
Quando é que o paizinho vai perceber que o filho não é um bibelot ou um troféu para mostrar aos amigos?
Quando é que o paizinho vai perceber que NÃO lhe é permitido, NEM tolerado, NEM consentido que flixe a cabeça do filho?
Quando é que o paizinho vai perceber que, apesar da minha postura conciliadora e civilizada , viro bicho quando mexem com o meu filho?
Quando é que o paizinho vai perceber que eu não sou igual à 1ª ex-mulher e não lhe vou permitir que sabote o meu filho, seja de que forma fôr?
Ah, espera...deve ser quando eu me passar dos carretos. A valer!
Que idiota, idiota, idiota!!!
E sim, estou absolutamente furiosa!
A arrancar os cabelos brancos que ele (também) me deu,  a fazer uso da capacidade apneica que tenho vindo a desenvolver, também graças a ele e a ouvir isto, para ajudar à festa. ARGHHHH!

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Chamem-me pindérica que eu não me importo

Tenho uma certa aversão a centros comerciais, confesso. Principalmente, aos fins de semana. Só me apanham lá, para ir ao cinema e quando preciso fazer uma compra específica (normalmente, que já foi  planeada com alguma antecedência).
Pois bem, ontem lá fomos ao cinema e como chegámos cedo, depois do café da praxe, acabámos por ir cuscar o preço das... galochas. Sim, sim, das galochas, que eu prometi ao filhote que lhe comprava umas para ele e outras para mim (a propósito, mal posso esperar para voltar a ter umas, eheheheh!). Ter filhos pequenos tem destas vantagens: podemos voltar a ser crianças, sem qualquer tipo de constrangimento.


Resultado: fiquei chocada com o preço das ditas cujas, para adultos! Na última loja em que entrei, sai a balbuciar: "Esta gente droga-se! 50 euros por umas galochas?! Umas coisas de borracha que se metem nos pés?! Depois admiram-se que o pessoal vá à loja dos chineses."
Lá vou eu ter que ir dar mais umas voltinhas, porque as galochas (com ou sem marca) serão minhas... aliás, nossas! :D

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(getty images)

Hoje, com a ventania que está por estes lados, um chapéu de chuva decente e a cantar o "I believe I can fly...", dá para criar uma versão pós-moderna da Mary Poppins (humpf).
Anyway, tenham um domingo fantástico :))))

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sábado, 17 de setembro de 2011

My kind of thought

(getty images)

"Anyone who stops learning is old, whether at twenty or eighty. 
Anyone who keeps learning stays young. 
The greatest thing in life is to keep your mind young. 
Henry Ford.


Tenham um excelente sábado !!! :)


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ah, pois é! ☺


Ao contrário do que a imagem possa sugerir, não me refiro (só) à comida. Refiro-me a todos os aspectos da nossa vida em geral, principalmente aos que nos fazem sentir bem, connosco mesmos e consequentemente, com os outros.
Pequenas coisas que de pequenas, nada têm, e que são de suma importância para o nosso equilibrio. Passam por coisas como o tipo de alimentação que fazemos, actividade física, a forma como nos relacionamos com as pessoas (sejam elas, família, amigos ou  perfeitos desconhecidos com quem nos cruzamos na rua e/ou na vida), a nossa abertura para o mundo e consciências /mentalidades diferentes, a empatia que geramos à nossa volta...
Bem sei que, nos tempos que correm é difícil arranjarmos tempo para nós próprios (quanto mais, para os outros), quer seja porque estamos imersos (e dispersos) numa profusão de tarefas e obrigações que nos adormecem para o que realmente precisamos (e que nos fazem sentir felizes e plenos); quer seja porque, cada vez mais, se torna complicado fazer planos a médio-longo prazo (ai economia, economia, dás cabo de nós).
E talvez a resposta esteja aqui: deixar de fazer planos para um amanhã distante e passar a fazê-los para o hoje, aqui, agora. Acho mesmo que o segredo é esse: viver um dia de cada vez e conseguir tirar o melhor partido do que se tem, sabendo de antemão que as melhores coisas da vida, não são coisas.
Tremendo desafio e que eu tenho andado a aprender, todos os dias :)

Por isso, acho mesmo que a felicidade começa em casa, na nossa casa, sendo que a casa, somos cada um de nós. E que todos nós, temos a tremenda capacidade de nos redescobrirmos e de vivermos a nossa verdadeira essência, na sua plenitude.
Porque além de sermos aquilo que comemos, também somos aquilo que pensamos.
Ah pois é! ☺

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Acerca da brejeirice


Para quem não conhece o termo (peço já desculpa, pelo tom condescendente), a palavra brejeiro significa "garoto, malicioso, maroto e vadio".
Pois eu cá, confesso que sou brejeira e adoro quem utiliza a brejeirice com graça. Mas aqui, é que reside o busílis da questão: com graça. Graça, na verdadeira acepção  da palavra, com graciosidade, piada, inteligência, sentido de oportunidade e de limites. Mais ainda, se fôr de cariz sexual (como a da imagem, p.e.).
E se uma tirada brejeira pode desbloquear uma conversa, outra, pode acabar com ela, raiando o ordinário e o vulgar (o que eu detesto. Muito.). Claro está que tudo depende do tipo de pessoas com quem nos relacionamos e do grau de intimidade que com elas partilhamos, mas pronto... e há sempre quem goste de se "esticar".
Acho também que a brejeirice é uma característica natural de quem a possui , embora também se possa aprender.

Tudo isto para dizer que, sempre que encontro brejeiros e brejeiras pela frente e com cujo grau de brejeirice me identifico, a conversa descamba sempre para o disparate e para as gargalhadas. 
E muitas vezes, acreditem, é no meio de tanta brejeirice que se descobrem pessoas especiais ;) 

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Ai, as mães...

(getty images)

Primeiro dia de escola do filhote.
Ontem, começámos com o pé direito: gostei do director, do coordenador, da professora, das AEC's (Actividades Extra Curriculares), da sala de aula (muita luz natural) e do espaço envolvente, cheio de árvores e muito terreno para brincarem, com campos de jogos e pavilhão desportivo. O filhote estava delirante, com os olhinhos a brilhar muito e com a perspectiva de fazer novos amigos e que fez, logo, logo.
Claro que, hoje de manhã, acordou entusiasmado e cheio de pressa para ir para a escola. De tal forma que chegámos, 30 minutos antes da hora porque não dava para travar tanta impaciência, eheheh!
Ao portão, começaram a chegar mais meninos e nesta altura, senti-me completamente posta de parte, porque ele virou-se para mim e disse-me: "Mãe tenho que ir cumprimentar os amigos." Assim, com este "descaramento"...e foi.
Claro que a partir deste momento, percebi que este puto, têm mesmo a quem sair e que dificilmente, ficará intimidado seja com o que fôr. O que é bom. Aliás, é excelente. Não obstante, a minha (grande) costela de mãe-galinha, ressentiu-se e acusou o toque mas só porque sou uma grande piegas...
O que foi engraçado foi perceber que há mães/pais, mais galinhas/galos (?), do que eu. E enquanto os observava, não pude deixar de me questionar se eu mesma não estaria a fazer as mesmas figuras... Acho que não, porque apesar de ser tudo, prezo muito a independência dele e além do mais, não quero que ele comece a escola com o "estigma de menino da mamã". Sei bem o que os miudos podem sofrer quando são demasiado protegidos e o quanto lhes pode ser difícil a adaptação ao mundo cá fora, longe do núcleo familiar.
E pronto, lá ficou ele alegremente a tagarelar com o colega de carteira, enquanto eu me despedia com um abracinho e ele me brindava com um displicente: "Até logo, mamã." Assim...
Ai as mães...são do caraças, é o que vos digo :)

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sobre os filhos

Hoje é dia de reunião de encarregados de educação, na nova escola do filhote. Vai assim, iniciar uma nova etapa e parece-me que quem está ansioso por estas bandas, é a mãe... De tal forma, que já andei a "pintar" na minha cabeça, cenários possíveis (terríveis, claro!) mas que, sei que não são mais do que projecções dos meus medos em relação ao meu bébé, que nestas alturas, acaba sempre por dar lições à (suposta) adulta, eheheheh!
Por isso, lembrei-me deste texto do Gibran que serve agora como lembrete (para mim) e que vou ter que repetir como se fosse um mantra ;)
 

"Vossos filhos não são vossos filhos.
São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E, embora vivam convosco, a vós não pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Pois eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com Sua força para que suas flechas se projectem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável."

“O Profeta", Gibran Khalil Gibran

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Adenda ao post anterior


Mas, giro, giro, foi receber um telefonema dele, assim que acabei de colocar o post anterior! :)))))

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I (don't) love Paris


O meu melhor amigo, foi de férias, para longe (o estúpido!) e eu sinto terrivelmente a sua falta. E agora, quem é que atura as minhas neuras e se ri com os meus disparates? Quem é que "perde" horas ao telefone comigo, a falar de tudo e de nada? Humpf!

(...)

Anyway, espero que se esteja a divertir muito e que traga muitas estórias para contar :)

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domingo, 11 de setembro de 2011




P.S.: seria "bom" que não precisassemos de passar por tragédias para perceber que, quando nos unimos para além preconceitos, cor de pele, ideologias, idade e sexo, conseguimos ser magníficos e atingimos coisas maravilhosas.
E que no meio do caos e da escuridão, a luz que vem do nosso coração, consegue iluminar a noite...

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quando o sol brilha cá dentro

Praia Grande

O que importa o mau tempo, lá fora, quando o sol brilha cá dentro?
Mesmo com nevoeiro, a praia estava fantástica!
Na carícia da areia e no desfiar da conversa, pontilhada aqui e ali, com gargalhadas, redescobrem-se cumplicidades e cimentam-se afectos.
Dia perfeito, este :)

P-S.: post agendado

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

♥ Lisboa ♥


Quais autênticos saloios (e que me perdoem os saloios), fomos de lancheira, até à minha cidade natal.
Sem pressas, nem correrias, visitámos a avó, descemos até Belém, comemos o pastel de nata da praxe e acabámos o dia a passear nos jardins, junto ao rio.
Lisboa, continua linda!!!

P.S.: este post foi agendado.
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domingo, 4 de setembro de 2011

Post pseudo-sério


Acho piada, aos gajos casados/comprometidos assumidos que se disponibilizam com prontidão e ligeireza, para dar umas cambalhotas.
Acho piada, às justificações/argumentos que utilizam, algumas(uns)  bem imaginativas(os) ou talvez não, para quem já anda a virar frangos há algum tempo.
Acho piada, à solicitude com que se oferecem para ajudar seja no que fôr, mas por email (sim, têm o nosso email porque já nos ajudaram uma vez quando a nossa impressora falhou), não vá a mulher (que por acaso faz parte dos nossos conhecimentos e com quem até trocamos algumas palavras, à entrada de casa e no café ou enquanto os miúdos brincam) ouvir a conversa e suspeitar de alguma coisa.
Mas ainda acho mais piada, quando as respostas não são o que esperam e quando são dadas com a frontalidade e crueza que só se espera de outro... homem?
E a piada que eu acho, ao silêncio que se segue?!? Nem vos digo, nem vos conto;)


P.S. : Nada contra, quando o interesse é mútuo e as pessoas optam conscientemente por fazê-lo, cientes das suas implicações.
Nada contra as investidas, porque o desejo, faz parte da natureza humana: deal with it.
Tudo contra, as reacções e indignações puritanas e pseudo-virtuosas (do género "Como te atreves a...?"): get over it.
E finalmente, em forma de esclarecimento, o termo "gajos", foi usado intencionalmente.

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sábado, 3 de setembro de 2011

Are you happy?


Por causa da minha sinusite crónica e depois de desistir da abordagem da medicina tradicional, farta de me entupir de medicamentos que, sim, atenuavam os sintomas mas que em contrapartida me presenteavam com outros tantos efeitos secundários (aumento de peso, infecções ginecológicas e até alterações hormonais), decidi consultar um homeopata.
Na altura, recordo-me que já vivia uma fase atribulada no meu casamento e o dito cujo, fez questão de me acompanhar, mesmo durante a consulta (mais tarde, percebi que não era preocupação pelo meu bem-estar, mas pelo que eu poderia dizer acerca dele e do nosso relacionamento).
Confesso que não estava preparada para a abordagem holística da minha maleita e fiquei extremamente surpreendida com as perguntas que o médico me fez. Engasguei (coisa rara em mim), quando ele me perguntou porque é que eu me queria sentir bem...
"Hã?", disse eu, "Porque sim." (que é sempre uma resposta pseudo-inteligente quando se quer evitar um assunto ou não se tem opinião formada.)
Ele sorriu e voltou a insistir.
"Porque quero viver em plenitude.", respondi eu.
"E porquê?"
"Porque só assim se pode ser feliz,"
"E para si, o que é ser feliz? O que é que faz, para se sentir bem?"
"Bolas, este homem não desiste, e já me está a enervar", pensei eu.
A verdade é que, na altura, fiquei paralisada e a única resposta que me saiu, relacionava-se com o meu filho recém-nascido e com coisas que fazia com ele.
De imediato, senti o olhar fixo de reprovação do meu companheiro. Deveria ter sido um wake up call para mim mas, na verdade, nós só vemos o que queremos ver e quando o queremos ver. Também deveria ter funcionado da mesma forma para ele, mas isso seria algo impensável para um narcisista puro.
O médico não insistiu e deu a consulta por terminada, após uma série de recomendações alimentares e do medicamento preparado especificamente para mim (e que se veio a revelar bastante eficaz na redução dos sintomas).
Saí de lá, a remoer na pergunta, ignorando por completo a voz crítica do meu companheiro. Nessa altura senti que uma semente tinha sido deitada à terra e que uma janela muito pequenina se tinha aberto no meu cérebro... e que, mais tarde, se escancarou de par em par.

Tudo isto para dizer, que muitas vezes não nos apercebemos de que estamos infelizes e acomodados, e que é preciso ser confrontado com uma pergunta simples, para que o nosso mundinho seguro e hermético, caia como um castelo da cartas. 
E quando assim é, eu opto sempre por mudar, custe o que custar.
E aqui vos confesso que, até hoje, nunca me arrependi.


P.S.: recordei-me desta situação ao ler o blogue da Drinha e este post, em particular.

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Pensamento para hoje


"Keep me away from the wisdom which does not cry, the philosophy which does not laugh and the greatness which does not bow before children."  Kahlil Gibran

Tenham um excelente sábado! :)

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Encantamento diário

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Pois, que posso eu dizer ou escrever após dois dias fantásticos de "regresso de filho"?
Pouco ou quase nada, excepto que redescobri a doçura e o enorme prazer que a companhia dele me proporciona, e o encanto que as mais pequenas coisas têm quando estamos juntos.
Chegámos ao final deste dia, com a casa de pantanas, joelhos esfolados e roupas enlameadas mas muito,  muito felizes. E claro, cansados.
Ah, e amanhã vou ensinar-lhe a fazer...uma fisga; com a promessa de que não acertamos nem em seres vivos, nem em propriedade alheia. A ver se não me arrependo...
E, ala pr'a caminha que há que carregar baterias para amanhã ;)

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bom dia, beautiful people :)


Acordar com as mãozinhas do filhote no rosto, abrirmos a janela de par em par e encontrar o sol a brilhar, resplandecendo nas gotas de chuva que restaram da noite passada, é qualquer coisa de fantástico!!!

Life is sweet :)

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