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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ano Novo, vida nova...

Há que apreciar a "ironia" da frase, nesta altura da minha vida. 
Estou, oficialmente desempregada desde o inicio deste mês. Pela primeira vez.
Como devem calcular (ou talvez não), volto agora a este blogue, após digestão do facto em si. Digestão um bocadinho dificil, muitos pensamentos soltos, decisões e reajustes de "emergência".
Muitas surpresas agradáveis, ou melhor confirmações (os amigos, nunca me falham) e outras, menos agradáveis. A fazer jus á frase: "É nos momentos de crise e tensão que se conhece o verdadeiro carácter das pessoas". O meu, inclusivé.
Provas e testes. Tentações, disfarçadas de soluções fáceis e rápidas.Tudo treta. Tudo falso.
O que tiro disto tudo? Continuo a não estar á venda. Recuso-me a abandonar as minhas convicções e os principios que me têm regido a vida inteira. Os bons. Deito fora, tudo o que já não me faz falta. Limpo as gavetas e preparo-as para coisas novas. Acolho a mudança, de braços abertos. Confio, nem sei bem em quê, mas confio.
Não faço ideia do que me espera. Mas entendo que algo me espera. E que será melhor e mais adequado a mim. Ao que me propûs fazer, quando decidi voltar. Chegou a hora de voltar a caminhar. Há passos importantes a tomar. Já estou a tratar disso. Fica para outro post. 
Até lá, um ano muito feliz para todos, cheio de realizações pessoais. E de Amor, sempre o Amor!!!

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Lutando...

Ontem foi um dia de luta. Luta intensa.
Dia de bater a portas, de disparar em todas as direcções, de tentar, tentar, tentar...
Quem me conhece sabe que não sou de desistir. Sabe que a angústia e a aflição, não me tolhe a vontade por muito tempo. Sabe que permito a sua existência por curtos periodos de tempo, em que me recolho dentro de mim. Sabe também que é nesse momento, que dou a volta e venho cá para fora, com toda a força, e ânimo que todo o meu ser contêm. E que não desisto, nunca!!!
Serei eu uma guerreira, como às vezes me chamam? 
Não creio. Sou apenas alguém que como tantas outras, tem dificuldades na vida e não se deixam acabrunhar nem morrer por isso. Recuso-me a morrer, recuso-me a perder a fé, a esperança.
Procuro sempre perceber as lições a tirar, o que me fez chegar aqui, o que me falta aprender. E se por momentos, fica tudo negro, como se um véu denso se abatesse sobre mim, sei também, que é sempre necessário saber que por vezes, basta levantar uma ponta, para que a luz surja de novo.
Chegará a altura em que todas as p***s das dividas kármicas, estarão saldadas...e nessa altura, poderei respirar de novo. Seja nesta ou noutra vida... 
E já agora, apelo aos deuses, para que me continuem a dar força. Eu trato do resto, pode ser? 

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sábado, 6 de novembro de 2010

Que...


...a força nunca me abandone
Que o meu animo nunca esmoreça
Que o meu sorriso nunca seque
Que os meus ouvidos nunca ignorem
Que os meus olhos nunca parem de buscar horizontes longínquos
Que o meu coração nunca deixe de se comover
Que a amargura nunca habite os meus dias
Que os meus braços sejam sempre solícitos e disponíveis
Que a doçura seja sempre a minha bandeira
Que a minha alma nunca pare de acreditar...

Porque essa é a minha vontade!



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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Conversas comigo mesma...


Gosto destes pedacinhos no final do dia. Pedacinhos só para mim. 
Sento-me na cama, agarro no notebook e começo a dedilhar...
A casa, silenciosa. Gosto de deixar as persianas da janela levantadas. Quando está vento, como hoje, fico a olhar para os ramos dançantes das árvores.
Faço uma retroespectiva do meu dia. Hoje foi um dia bom. Muito trabalho, desempenho de equipa, excelente, bom humor pelo dia fora.
Pequeninas vitórias na vida pessoal: consegui que o pai do Tiago me prometesse que me pagaria parte da divida até ao fim de semana. Sei que é só uma promessa e enquanto não vir a côr do dinheiro, não passa disso. Mas, só o facto de ter conseguido tocar nas cordas que o fazem estremecer, já é uma pequena conquista.
A minha situação financeira está muito, muito dificil. Após 10 meses sem ver um tusto do meu ex, as minhas economias foram-se. O Tiago está a crescer de dia para dia e a roupa dele, não. Já transformei calças em calções e bermudas (ainda bem que estamos no Verão!) Ando sempre á procura de "pechinchas", mas há coisas das quais não abdico e que são absolutamente imprescindiveis e uma delas é a alimentação. Como raramente utilizo carne ou peixe, fica tudo mais barato. Mas depois, há as outras coisas. O meu filho adora livros, tal como eu. Eu sei que há livros baratinhos para crianças, mas sou muito esquisita no que toca á sua escolha.
Gosto de pegar num livro, admirar as ilustrações, ler a história para  perceber se está bem escrita, se é adequada á idade dele e se se pode ler em voz alta. E garanto-vos que a grande maioria (dos baratos) não cumprem nenhum destes requisitos. Por isso, raramente compro estes livros. Prefiro inventar-lhe histórias ou até construirmos uma, com recortes e colagens. Por enquanto dá mas se ele fôr como eu, vai desenvolver uma sede pela leitura tal que...olha, acabei de ter uma ideia: tenho que descobrir onde é a Biblioteca desta terra. Moro aqui há 2 anos e ainda não sei onde fica.

(Suspiro)...Os  ultimos meses têm sido assim: a improvisar. Confesso que me tenho safado... E o meu sentido de humor, tem-me impedido de cair na mais profunda das depressões. O ouvido do meu melhor amigo, também.
Fazendo as contas...o dia até que não foi mau de todo :)))
Ah, e não precisam comentar porque isto são conversas comigo mesma.

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dias de luta...

De há um tempo para cá, a minha vida tornou-se numa luta constante. Um exercicio de equilibrismo. Uma volta na montanha-russa das emoções.
Se por um lado, reconquistei paz interior por outro, sou constantemente confrontada com puros actos de egoísmo e desinteresse. Acreditem que não me afectariam se me fossem dirigidos a mim, pessoalmente.
Mas envolvem a pessoa mais importante da minha vida : o meu filho. E outra pessoa que já foi muito importante e que, inutilmente lutei para que se mantivesse como tal, apesar do nosso afastamento romântico : o pai do meu filho.
O nosso relacionamento terminou, como tantos outros relacionamentos, de tantas outras pessoas. Sempre fomos amigos e desejava preservar essa amizade porque afinal de contas, tinhamos um projecto em comum e ao qual estaremos ligados para o resto das nossas vidas.
O tempo, veio-me mostrar o quanto ainda sou ingenua em relação ás pessoas. O afastamento inevitável, como casal, tem vindo a acontecer em relação ao nosso filho também. E se nos primeiros tempos, ele se tornou um pai presente (mais do que alguma vez tinha sido), aos poucos, foi-se afastando. Deixando-me entristecida, revoltada e indignada. Como era possível , ele esquecer-se do filho ?!
Engoli o orgulho , porque estava em causa o bem-estar do meu filho e  depois das minhas insistências e conversas (sempre de fugida, porque estava sempre ocupado), consegui que as saídas fossem retomadas.
Menos mal. Mas a ""luta" deixou-me profundamente decepcionada, com este homem que eu considerava amigo. A frase: "Divorciem-se, mas não se divorciem dos filhos", só funciona para o meu lado.
Dificil também, é filtrar qualquer ressentimento ou frustração quando o meu filho me faz perguntas sobre a ausência do pai. Há algum tempo que fiz uma promessa: nunca mentir ao meu filho, nunca "dourar a pílula", nunca justificar ou desculpabilizar as atitudes do pai. Limito-me a responder de forma simples e sem emitir juizos de valor.
Mas fico com o coração apertadinho, sempre que ele faz birra porque não quer ficar com o pai... Doi-me mais do que qualquer coisa que possam imaginar. E fico quase sem vontade de argumentar, mas insisto, insisto sempre:
"O pai telefonou a dizer que está cheio de saudades tuas. E que quer passear contigo. Não tens saudades do pai?"
"Não e estou zangado com o pai", responde ele.
"Então, porque não dizes isso ao pai, quando ele te vier buscar? "
"Vou dizer que estou zangado e que não quero passear com ele, coisa nenhuma"
"Boa, faz isso. Quando estamos zangados, devemos dizer ás pessoas, porque senão elas não percebem porque é que estamos com uma cara tão feia, como a que tu tens agora."
"Eu não tenho cara feia, vês?" E um sorriso ilumina-lhe o rostinho, sinal que a crise já passou.
Por enquanto, tem sido fácil lidar com estes momentos de tristeza dele, mas ele vai crescer e a sua percepção também. E este homem que é pai dele, parece não ter qualquer tipo de preocupação com isso. Acho que na cabeça dele, os papeis já foram atribuidos:
A mãe é a que educa, que ensina , que chama a atenção, que repreende, a CHATA.
O pai é gajo PORREIRO, que o leva a passear, ao cinema, á praia e quando ele for mais crescido, para a noite e para as miudas.
Não podia estar mais errado. Eu sou a chata sim, mas porque eu estou lá, presente, constante, atenta, preocupada. Mas também sou a palhaça, a contadora de histórias, a biologa de jardim, a que joga á bola, a que adora fazer bolinhas de sabão, construir castelos de areia, inventar canções tontas e aprender os nomes dos super herois de agora...
Porque, por ele, sou criança outra vez sem medo do ridiculo...
E por ele, despoletei uma nova "batalha": estabelecimento do poder paternal.
E isto é o que mais me custa: perceber que no final, as pessoas têm que lutar por...dinheiro.
Odeio isto. Mas tenho que o fazer.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tentar sempre


"As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram, para aqueles que se magoam e para aqueles que buscam e tentam sempre."  - Clarice Lispector



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domingo, 23 de maio de 2010