segunda-feira, 31 de maio de 2010









 

"Don't wait for a light
to appear at the end
of the tunnel,
stride down there
and light the
bloody thing yourself."

Sara Henderson



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domingo, 30 de maio de 2010

Críticos e orgãos


A figura do "critico" sempre me fez muita confusão.Principalmente os que revestem o seu discurso com frases pseudo-intelectuais. Muitas vezes, desconfio que não leram/ouviram/viram o objecto da sua critica. Outras vezes, fazem criticas por encomenda.Mas o que deixa preplexa, é a ligeireza com que debitam autênticas pérolas de idiotice.
Isto a propósito de uma critica que li sobre a condução de uma sinfonia de Mahler, pelo maestro Zubin Mehta. A certa altura, lia-se : "Zubin Mehta faz como ninguém, a música fluir sendo conduzida organicamente..."  
Organicamente? Como é que um maestro conduz uma orquestra organicamente? Com os orgãos? E neste caso, com qual deles? Com os rins, intestinos (suspeito...), coração, cerebro, ou se calhar só com os olhos? Estão a imaginar a cena: uma orquestra sinfónica, o maestro que em vez de usar a batuta, utiliza os olhos, e todos os instrumentistas a olharem atentamente para ele e para a partitura.... Hilariante, não?
Pelo amor de Deus, porque não se limitam a dizer que "Gostei muito. A condução sensivel/furiosa/brilhante/apaixonada/emotiva etc, do maestro tal..." ? Provavelmente porque não pareceriam especialistas e analistas credenciados. E então complicam, exageram o seu discurso, como se desta forma se intelectualizassem o suficiente, para serem levados a sério.
Para quem gosta de ouvir música, porque ela lhe dá prazer e proporciona uma panóplia de estados de espirito distintos, estes comentários são, pura e simplesmente, ridiculos.
Para se apreciar música, é necessário, acima de tudo, sensibilidade. Claro que conhecimentos académicos, ajudarão a explorar e descobrir novas perspectivas.E os sentidos também se educam, pois concerteza.
Mas estes ditos senhores, fazem questão de que a música, neste caso, clássica, seja uma coisa de elites e chamam-lhe erudita. Como se só alguns tivessem sensibilidade e capacidade de a entender e apreciar.
Deixem-se de tretas. Música é música. A linguagem mais universal que conheço.
Sejam mais pedagógicos e menos herméticos. Façam-na chegar a toda a gente e já agora, de vez em quando, leiam aquilo que escrevem.

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sábado, 29 de maio de 2010

"Tenderness...


...and kindness are not signs of weakness and despair, 
but manifestations of strength and resolution." 
Kahlil Gibran

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A sabedoria simples das crianças


De quando em quando, o meu filho premeia-me com tiradas absolutamente fascinantes.
A caminho do colégio, pergunta-me:
"Mamã, as pessoas más estão doentes, não é? Doentes do coração, não é?"
Sorrio e sem me dar tempo para responder, ele diz: 
"Coitadinhas, têm o coraçáo partido, por isso é que são más. Não funciona, está estragado".
"Sim filho, de certa forma estão doentes", digo eu, ainda sem saber muito bem como explicar este conceito a um rapazinho de 4 anos.
"E se fizermos miminhos e dermos beijinhos, o coração fica bom?"
"Sim, provavelmente começa a ficar bom. E sabes, devemos mesmo ter pena dessas pessoas porque muitas delas, nunca tiveram nem beijinhos, nem miminhos e por isso é que o coração delas, ficou doente."
Olho para o seu pequeno rostinho e vejo os olhos a iluminarem-se ainda mais.
Ele sorri e diz: "Então, temos que dar muitos beijinhos e miminhos a toda a gente, para não serem más."
O meu coração fica quentinho ao ouvi-lo.
E agarro-o e devoro-o com beijos misturados com as suas gargalhadas...

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Metade - Oswaldo Montenegro



Livros e pés descalços


Há algum tempo atrás, uma amiga perguntou-me:
"Já reparaste que sempre que pegas num livro para ler, te descalças?"
"Hã ?? Não, nunca tinha reparado..."
"Pois." , respondeu ela, "Mas fazes sempre isso."
"Maluquices", disse-lhe eu, a rir.

Mais tarde, esta observação veio-me á cabeça. E de forma estranha, comecei a perceber que repetia este gesto de forma inconsciente. 
Adoro andar descalça. Aliás é a primeira coisa que faço quando chego a casa. Não por preocupações com a limpeza da casa ou pela altura dos saltos. Simplesmente porque adoro sentir os pés esparramados no chão, os dedos completamente abertos...E depois, porque sendo "aérea", faço desta forma a ligação com a Mãe-Terra... No geral, é algo que me proporciona prazer. 
E o mesmo se passa com a leitura. Na adolescência, tornei-me numa "devoradora furiosa" de livros e agora, que penso nisso, percebo que sempre o fazia, descalça.
Okay, já entendi: associo livros e pés descalços a prazer. 
Té, está explicada a maluquice!

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Never give up



"Never give up.
No matter what is going on.
Never give up.

Be compassionate.
Not just with your friends
but with everyone.
Be compassionate.

And I say again,
Never give up.
No matter what is going on around you.
Never give up.
Never give up.
Never give up."

(Dalai Lama)




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Acerca da morte


Ontem, em forum facebokiano, perguntava-se o que faria se soubesse que iria morrer amanhã.
Já fiz essa pergunta a mim mesma, várias vezes. A resposta é sempre a mesma, com muito poucas variantes. E, visto que a morte não me assusta (ao contrário da doença) porque entendo que é uma passagem, uma alteração de estado; é simples.
Estando condicionada pelo tempo (1 dia), tentaria juntar todas as pessoas que amo e que estão ou estiveram presentes nesta vida. A todos eles, agradeceria mais uma vez por me terem deixado fazer parte da vida deles e que foi graças a todos eles, mesmo os que me "fizeram mal" que me transformei na pessoa que sou hoje.
Porque as maiores lições e provas de fogo, serviram para construir o meu carácter e re-descobrir a imensa fonte de Amor que existe em mim e que é a minha essência.
E aos meus manos de coração não seriam necessárias palavras, porque já há muito que aprendemos a comunicar sem elas.
E queria ficar ao colo pequenino e  do tamanho do mundo do meu filho...
E diria: " Até já".

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