quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Repararam?

Apesar da azáfama que foi a minha manhã, foi impossível não reparar que já cheira a Primavera.
E as árvores já estão em flor! 
Confesso que, durante alguns momentos, perdi-me (e encontrei-me) neste encantamento, ignorando em absoluto, as pastas, os formulários e  a restante tralha que transportava nas mãos...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A propósito de velhos amores...

Pergunto-me muitas vezes, porque é que a palavra "arrependimento", acompanha o final das relações? Porque é que temos que nos arrepender de ter estado com determinada pessoa?  Não era o que desejavamos, na altura?
Não viviamos para o minuto em que estavamos com ela? Não fomos felizes e loucos, juntos? Não rimos por tudo e por nada?  Não sentiamos o sangue a correr mais rápido, quando o/a viamos chegar?

E depois (sim, há sempre um depois), não foi precisamente á custa (e às vezes, muito "à custa"), dessa pessoa que percebemos o que não queriamos para nós?
Falo por mim: perceber o que não quero, é de extrema importância e quase sempre, me foi trazida pelos outros. Doi, doi sempre, mas é-me absolutamente necessária. Por isso, nunca me arrependi...porque aprendi sempre, e cresci. Claro que podia ter sido mais suave, mas comigo nunca foi. Vivo o amor com muita intensidade. Sinto tudo, muito...portanto o desamor (não falo de ódio), também é muito intenso. O luto é sempre penoso e demorado. Até ao dia em que acordo e, pura e simplesmente percebo que a ligação (a invisivel), desapareceu.
Sem arrependimentos, nem amarguras.
Valeu pelo que valeu, e os sorrisos existiram e encheram quartos e campos...e ensinaram-me a amar melhor.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

My garden


"A single rose can be my garden. A single friend can be my world"
 Leo F. Buscaglia.

I realize that mine, as become a beautiful one with exquisite scents and colours :)

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

É impressão minha...

ou as pessoas, de vez em quando, ficam maluquinhas de todo e meio atarantadas, como se tivessem perdido o norte???

Acho que o "tio" William é que tinha / tem razão...


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Haja pachorra!

Após uma conversa de hora e meia, em que o meu interlocutor, floreava frases e escolhia cuidadosamente as palavras com o claro intuito de não se expôr demasiado, fui acusada de ser "mázinha".
Adoro (!) o termo, principalmente quando ele é utilizado como último recurso e quando a argumentação se esgotou. 
"Mázinha?", perguntei-lhe eu. "Mas porquê? Limitei-me a responder á primeira pergunta directa que fizeste ao longo desta conversa toda."
"Sim, és mázinha. Podias ter dito logo, desde o inicio que não estavas disponível."
(Grrrrrr...cerrar de dentes e a paciência que normalmente me caracteriza, a voar para o espaço).
"Olha, vais-me desculpar mas, no ínicio da nossa conversa, se bem te lembras, disse-te que me podias perguntar o que quisesses. Que estavas á vontade para o fazer, não foi?"
"Foi.", respondeu-me ele.
"Pois, então, porque não o fizeste?"
"Ah, as coisas não são tão simples assim...", sussurrou ele.
"Ai não? Então e aquela conversa  toda de que concordavas que as pessoas deviam ser directas e honestas, e assim não perderem tempo, nem  fazerem-se passar por aquilo que não são?"
"Pois, tens razão. Mas não é simples. Não sejas má.", responde o moço.
(Eu, possessa): "Pois, mas para mim é simples. E sabes que mais?  É tão simples, tão simples que não me apetece falar mais contigo. Fica para próxima encarnação."
E pronto. E ponto.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Enjoying life as it cames



Psicologicamente preparada para a "seca" no Centro de Emprego, o meu livro de Murakami enfiado no saco, munida de muita paciência, sou, inesperadamente, atendida em menos de uma hora! 
Ainda deu tempo para ir ao centro da vila e comer a sandocha que tinha trazido de casa, sentada num banco a olhar para a serra :)
E a serra é mesmo mágica... e "perdi-me"  por lá, outra vez.


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sábado, 22 de janeiro de 2011

Saber pedir

"Ask and it will be given to you; seek and yel shall find; knock and it shall be opened unto you" - Matthew, 7:7

Nunca esta frase me pareceu tão certa. 
Verdade que detesto pedir, seja o que fôr, para mim. Para os outros não tenho quaisquer reservas ou impedimentos. Sou descarada até.
Já para mim, é sempre um sufoco, uma falta de á-vontade, um constrangimento que me paralisa, faz-me gaguejar e embrulhar o discurso. Complexo de superioridade (ai, o ego), provavelmente... E pobreza envergonhada, também.
Mas nos últimos tempos, e face á situação em que me encontro, todos os pudores estão a desaparecer...eheheh. E o constrangimento também. Sou honesta e directa. Não peço aquilo que quero, mas aquilo que necessito.
E querem saber? Resulta. Todos os pedidos têm sido atendidos.  Soluções têm sido encontradas. A minha sobrevivência e a do meu filho tem sido assegurada, desta forma.
Grata a todos que de forma directa ou indirecta, com o vosso carinho, apoio e amor, têm estado presentes.
E que fazem reacender, em mim, a chama da esperança.

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Em busca de mim...

Sem desculpas, nem justificações injustificadas, de volta á meditação diária. 
Restabelecendo rotinas, por escolha própria. Disciplinando-me. Clarificando a mente e retirando obstáculos. Abrindo caminhos...
Responsabilizando-me e tomando as rédeas. O tempo de me deixar chegar ao limite, esgotando as reservas energéticas ao ponto de ficar dormente e paralisada, chegou ao fim. Já não me basta a minha rocha na serra que só visito de tempos a tempos. Não. Agora tenho que zelar por mim, diariamente. Porque o equilibrio é fundamental, e nesta fase da minha vida, imprescindível. 
Esta é uma das decisões para 2011. Outras se seguirão.
Namasté.
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