Na onda de aparvalhamento em que me encontro hoje, apeteceu-me blogar (pouco) sobre esse animal tão incompreendido que é o rato.
Pois, estava eu á janela, nas traseiras de casa quando subitamente, apercebo-me de um leve movimento proveniente de um arbusto. Fico à coca, muito quieta (por aqui, passeiam muitos pardais e melros e até patos-bravos os verdadeiros, os genuínos), para ver se não afuguento o animal que lá se esconde.
Népia. Mais uns segundos de expectativa e eis que surge, o culpado do estremecimento vegetal: um rato. E não era um rato qualquer. Era um senhor rato, enorme e gordo, vulgo ratazana.
"Ai, que nojo!", devem estar vocês a dizer/pensar.
Pois, entendo.
Mas este rato era "charmoso", movia-se com delicadeza e muito subtilmente. Confesso que lhe achei piada. Provavelmente porque ele estava lá, no jardim, e eu cá, dentro de casa. Ou porque a moca de sono, me impedia de me mexer. e fazer alguma coisa produtiva. O facto é que fiquei um bocado, a admirá-lo.
E depois, pensei: "Tá bem, eu percebo a aversão e o nojo, mas não terão os ratos, também direito á vida?"
E foi aí que percebi, que tinha que ir dormir, antes que a minha capacidade intelectual e racional ficasse irremediávelmente afectada pela privação de sono.
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| (photo by David King) |
P.S: se tiveram paciência para ler o texto, poderá significar que, ou gostam muito de mim (o que muito me satisfaz), ou que gostam de textos "para encher chouriços" (de que este, é um claro exemplo).
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