Para todas as crianças e para todos aqueles que, apesar de todas as adversidades e contrariedades, a mantêm viva, dentro de si :)
quarta-feira, 1 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Dica
Se alguém estiver interessado, garanto-vos que funciona na perfeição.
Em contrapartida, existem fortes probabilidades de se tornarem "invisíveis"...
***
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Children See ... Children Do
Em jeito de resposta, à notícia que hoje circulou pela net e jornais, do espancamento de uma adolescente, pelas suas colegas, e "devidamente" filmado por outro colega.
Muitos dedos a apontar, muitos espelhos "esquecidos" lá em casa, muitos pais distraídos...
Muitos dedos a apontar, muitos espelhos "esquecidos" lá em casa, muitos pais distraídos...
Recuso-me a aceitar que a responsabilidade é da sociedade, da escola, dos amigos, do fascinio das novas tecnologias.
A responsabilidade é dos pais, dos encarregados de educação, do que lhe quiserem chamar.
Sou defensora acérrima dos valores da familia, seja ela tradicional, monoparental, alargada ou alternativa. As nossas bases, como seres humanos e cidadãos, começam lá e se lá, falham, grandes probabilidades existem de que falhemos em todo o lado.
Somos responsáveis por aquilo que criamos, literalmente e não me venham com desculpas de que são influências externas que corrompem a nossa juventude. Todos nós já fomos adolescentes, todos nós fomos tentados, expostos a agressões deste tipo ou até pior. Cada um , saberá do seu trajecto de vida...as nossas cicatrizes lembram-nos o nosso passado, não definem, obrigatoriamente, o nosso futuro.
No entanto, sem valores morais e sociais, jamais deixaremos para trás, a bestialidade que existe em cada um de nós. Perceber os limites, compreender que o que fazemos, traz consequências a médio ou longo prazo, responsabilizarmo-nos pelos nossos actos, faz parte integrante do processo individual de crescimento de cada um de nós.
Entender que o nosso papel é fundamental, na educação das nossas crianças; envolvermo-nos de forma activa, na sociedade, na escola, será concerteza, meio caminho andado para construirmos um mundo melhor ou pelo menos, seres humanos melhores.
Acrescento um comentário que alguém, inteligentemente, fez : "(...) A par de chamar à responsabilidade quem feriu e quem gravou sem acudir, deveriam ser chamados também à responsabilidade os paizinhos dessas bestas, que se não sabem educar, deveriam ser proibidos de exercer o seu direito de paternidade."
Acrescento um comentário que alguém, inteligentemente, fez : "(...) A par de chamar à responsabilidade quem feriu e quem gravou sem acudir, deveriam ser chamados também à responsabilidade os paizinhos dessas bestas, que se não sabem educar, deveriam ser proibidos de exercer o seu direito de paternidade."
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Que saudades de...
...dançar uma valsa... rodopiar no meio de um salão, envolta num turbilhão de euforia, lançar a cabeça para trás e soltar uma gargalhada de puro prazer.
Sim, eu gosto muito de dançar :)
Sim, eu gosto muito de dançar :)
E vocês, também valsam?
terça-feira, 10 de maio de 2011
O pó dos dias (e o que eu gostaria de ter escrito, isto!)
"A vida levanta pó que se farta. É o trabalho, os amigos, os amores insatisfeitos, a rotina que nos engole. São as crianças e o casamento, os pais e os irmãos, os sonhos (e as acrobacias com que nos iludimos), e mais até. Fica no ar, cola-se a nós, respiramo-lo com parcimónia, e entranha-se (bem fundo) como uma sereia que encanta e nos adormece de sossego.
O pó dos dias não nos irrita as mucosas: inflama o nosso olhar e aloja-se, como um vírus que aí encontra um hospedeiro, no modo como deixamos de escutar com o coração e nos contentamos em ouvir. Resignadamente, em ouvir. Mesmo que, para fugirmos dele, como uma melga que se insinua nos ouvidos, levantemos mais pó, e mais pó, evitando que ele assente, devagar, e nos puxe - enfim - para pensar.
O pó dos dias leva a que imaginemos que a vida corre por si. Sem que precise de um mestre de costa ou de um homem ao leme. Conduz-nos para veredas íngremes e para couraças escorregadias. Faz das pessoas vultos, e parece tornar opaco o nosso querer. Ah!, e obriga-nos a lamentar, quase sempre, o quanto desejávamos transformar o pó dos nossos dias numa manhã de sol. Se pudéssemos...é claro.
Nem sempre querer é poder. Muitas vezes, quer-se e não se pode. A diferença está entre querer...e acreditar que se pode.
Sempre que acreditamos, os milagres acontecem. E aquilo que falta a quem quer (e não pode) é um "vai, que eu olho por ti". Alguém que, algures na nossa vida, nos tenha dado a suprema bondade de acreditar naquilo em que acreditamos, e de querer o que nós queremos, que transforma o querer em poder.
Em verdade, o truque esconde-se neste pequeno pormenor: quando se quer, ninguém consegue ir - mesmo que vá pelos seus sonhos - contra todos os que, afirmando que gostam de nós, jamais nos dizem: "vai, que eu serei a tua âncora." Ou: "vai, que eu olho por ti". (Por vezes, dizem mesmo, embrulhado num silêncio cobarde: "se fores, deixo de olhar para ti").
Todos nós precisamos duma âncora para que os milagres aconteçam e, assim, se vença o pó dos dias. e talvez seja isso que a vida tem de mais desconcertante: não são os ventos nem as marés, só as âncoras...nos permitem navegar."
"Chega-te a mim e deixa-te estar", Eduardo Sá
Nota: o negrito é de minha autoria.
Desafio Literário
Recebi este desafio da Utena que aceitei com carinho, porque adoro livros. No entanto, foi-me difícil fazer escolhas, porque tenho gostos muito dispares e (confesso), uma péssima memória. Aí vão as respostas:
1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
É-me difícil escolher só um...porque eu funciono por pancas.
No entanto, há um que já li várias vezes...um da Marion Zimmer Bradley, estão a ver? Que fala de brumas e tal.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Existe pois. Os ultimos do Paulo Coelho que são, definitivamente, uma "seca". . Atenção que ainda, não li o "Aleph"... De qualquer modo, desde há uns anos para cá que deixo que os livros me escolham. E tem funcionado.
3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
"As Brumas de Avalon". E o "Livro do Dessasossego".
4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Assim de repente, o 1º que me veio á cabeça é o "Versículos Satânicos", do Salman Rushdie.
5. Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
A cena final do "Macbeth", do Shakespeare. Terrível, mesmo.
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Opá, descobri a leitura muito cedo e transformei-me numa autêntica devoradora de livros. Lia tudo o que apanhava à mão: banda desenhada, contos infantis, clássicos portugueses, poesia, romances, ensaios, guiões de peças de teatro, inté bulas de medicamentos :)
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
A Biblia. Embora tenha partes muito interessantes, o moralismo que pôr lá reina, incomoda-me, assim como a ideia de pecado que é subjacente a todas as coisas que nos dão prazer e de que Deus é uma entidade exterior a nós. Foi nesta altura que descobri que espiritualidade nada tem a ver com religião.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Além dos que já referi acima, gosto muito das obras do Eça (quase todas), Shakeaspeare (amo de paixão), "Cem anos de solidão" (Gabriel Garcia Márquez), "O Principezinho" (Saint-Exupéry), "Sherlock Holmes" (todos, do Conan Doyle), "Auto dos Danados" (António Lobo Antunes), "Presságio de Fogo" (M. Zimmer Bradley), "Pendragon Cycle" (Stephen Lawhead), "Poems" (Emily Dickinson), etc...
9. Que livro estás a ler neste momento?
Dois: "Chega-te a mim e deixa-te estar", do Eduardo Sá e "Dicionário de mitos", de Carlos Garcia Gual.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário.
Cá vai a lista das "vitimas", sem nenhuma ordem específica:
Cá vai a lista das "vitimas", sem nenhuma ordem específica:
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Dias menos bons
![]() |
photo by ©Andreea Ardelean |
Há dias dificeis...
Dias em que a letargia se instala, lentamente. Adormecendo-me a vontade e em que me transformo numa espécie de robot.
Dias em que a letargia se instala, lentamente. Adormecendo-me a vontade e em que me transformo numa espécie de robot.
Dias em que só as funções básicas funcionam e tudo o resto, fica lá fora.
Dias em que me fecho dentro de mim e alheio-me do mundo.
Permito-me a mim mesma, esses dias. Sei que fazem parte do processo. O facto de o saber, torna-os um pouquinho mais fáceis.
Nestes dias, fico sem horizontes, sem metas, sem caminhos, sem perspectiva.
Deixo-me ficar, assim, imóvel, estática, dormente. Quase como se estivesse fora do corpo.
Não gosto destes dias. Nestes dias, não gosto de mim.
Mas luto. Luto sempre.
Contrariando a inércia, afastando a depressão. Agarro-me a qualquer coisa: ao sorriso do meu filho, às palavras de um amigo, ao sol que me entra pela janela, ao canto próximo de um pássaro.
Mas luto. Luto sempre.
Contrariando a inércia, afastando a depressão. Agarro-me a qualquer coisa: ao sorriso do meu filho, às palavras de um amigo, ao sol que me entra pela janela, ao canto próximo de um pássaro.
E saio. Saio sempre.
Talvez porque continuo a acreditar. Ou talvez porque o meu instinto de sobrevivência fala sempre mais alto. Ou talvez porque nunca desisto.
Mas saio. E volto sempre, mais forte.
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domingo, 1 de maio de 2011
Dia das Mães
![]() |
| Gustav Klimt |
Para todas as Mães, biológicas ou de coração, incluindo as mães-drastas, um dia muito feliz !!!!
Mimem os vossos filhos, dêem-lhes muito amor, muitos puxões de orelhas, muitas conversas, muitos abracinhos. E nunca se divorciem dos filhos, nunca desistam deles.
Porque eles são nossos, para o resto da vida e nós deles.
Quando o meu filho nasceu, ainda na sala de parto e o aconcheguei no meu peito, disse-lhe: "Este é o primeiro dia do resto da nossa vida. E a partir de hoje, estarei sempre aqui, para ti, meu amor". E naquele momento, começou a nossa estória.
Este é o compromisso que tenho com ele. E sendo eu, uma mãe leoa, é um compromisso levado a sério :)
Medos, inseguranças, receios, tudo desapareceu. Todo o meu mundo se transformou. Porque por ele, viro o mundo de cabeça para baixo. Por ele, reformulo todas as ideias seguras, Com ele, chateio-me, perco a paciência e aprendo a ser melhor. Por ele e com ele, cresço.
E é um deslumbramento, uma descoberta diária, a coisa mais maravilhosa que me acontece.
E sou infinitamente grata, pela tremenda dádiva que o Universo me concedeu quando me tornei Mãe.
Um grande beijo para todas as Mães.
(texto redigido a 2/5/2010)
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