domingo, 3 de julho de 2011

Pequeno prazer, para hoje


Aproveitando que o dia continua cinzento, frio e ventoso  e o filhote não está (suspiro), estão reunidas as condições ideais para pôr a leitura em dia.
A todos, um bom domingo :)

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Coisas para as quais (já) não tenho pachorra #2...

 

Pessoas demasiado racionais...
Daquelas que são tão certinhas e responsáveizinhas, qu'inté enervam.
Que estudam (tentam) cada sentimento, que analisam até à exaustão cada frase e cada palavra, que só riem na altura apropriada, ou a que elas  consideram como apropriada,
Daquelas para quem, tudo é muito complicado, muito dificil... tudo tem que ser bem estudado, meticulosamente organizado e nada pode fugir ao plano estabelecido.
Perdem tanto tempo, na busca da perfeição , que a deixam passar ao lado.
Não porque não a vejam mas porque, ao aperceberem-se da sua chegada, recolhem-se aos seus aposentos pensantes e ficam lá tanto tempo, que quando finalmente decidem alguma coisa...a perfeição (ou algo semelhante a ela), já bazou.
E depois, queixam-se que são incompreendidas e até mesmo, alvo dos invejosos que gostariam de ser brilhantes como elas mas não são. Ao invés, os outros, são pessoas estranhas porque choram e riem quando lhes apetece, abraçam os outros indiscriminadamente e dizem disparates sem sequer se envergonharem disso.
Definitivamente não entendem os outros, mas também nada fazem para os entender.
Sabem que mais? Inicialmente, vocês até são giras, com um certo ar de geek, e com um discurso interessante, mas depois: "Não há pachorra para vos aturar."

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sábado, 2 de julho de 2011

Defeito ou feitio?

"When you dream alone it is only a dream, but when many dream together it is the beginning of a new reality. So let us dream together for a happy and lovely world free from all tensions" - Hardeep Singh Batra

Não sei se é defeito ou feitio...o meu optimismo e a tendência para ver sempre o melhor nas pessoas. Às vezes, bem sei, que  acabo por ser meio-ingénua, mas a verdade é que continuo sempre a acreditar nas pessoas, na enorme potencialidade de cada ser humano, recusando-me a achar que são casos perdidos, irremediavelmente partidos.
Creio mesmo que é sempre possível melhorar, modificar, evoluir, transformar...
Nem mesmo as decepções e as desilusões (inevitáveis, né?), me tiraram a capacidade de continuar a acreditar. E o facto de ter conhecido pessoas fantásticas, que em muito se assemelham à minha forma de estar na vida, veio reforçar a minha fé e esperança nos seres humanos.
Poucos mas bons, como se costuma dizer. Sem qualquer tipo de elitismo ou exclusividade. Simplesmente  reconhecimento energético.
E acredito que podemos mudar as coisas.

P.S.: ler aqui

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Selo

Recebi este selo da querida Bianca, do blog Sutilmente... Disfarce..., uma nova amiga e adorei, Bia :)
As regras são:

1. Linkar a pessoa que lhe presenteou com o selinho:
Sutilmente...Disfarce...

2. Indicar 6 amigas para repassar o selinho:

3. Exibir o selinho no seu blog.
Está em cima e nos Carimbos no Passaporte :)

4. Avisar as indicadas.
Avisadas, antes de postar.

5. Responder as perguntinhas:

* O que marcou sua infância que te deixa saudade:
Muitas coisas, porque tive uma infância feliz...mas principalmente as férias grandes, na quinta dos avós, onde tinha toda a liberdade do mundo, para saltar, brincar e sujar-me. Como era "menina de cidade", os meus primos encarregavam-se de me tornar numa autêntica "gaiata do campo", rapidamente.
Recordo os passeios de burro e cavalo, de jogar às escondidas nos campos de milho, dos piqueniques, das sestas no palheiro, do cheiro da lenha queimada, fazer queijo, grinaldas de flores e saquinhos de alfazema com a avó, dar comida aos animais da quinta, espantar-me com os coelhinhos recém-nascidos, assistir  ao parto de cabritinhos, apanhar morangos, cenouras, uvas e amoras, descobrir sapos e peixes-cabeçudos (girinos) no rio, passar horas a observar formigueiros e dos serões ao ar-livre, contemplando as estrelas e ouvir as risadas e as conversas dos pais e dos avós... Muitas saudades, mesmo!

* O que mais te apaixona no teu filho?
Tudo!!! Principalmente o brilho dos olhos do meu filho...que me faz sentir completa, plena e feliz.

* Qual foi o momento mais difícil nos primeiros dias como mãe?
Fisicamente, o desconforto da costura  (o filhote nasceu de cesariana) e emocionalmente, ter percebido que o meu casamento, terminou nessa altura.

* E o momento mais feliz após o nascimento do baby?
Muitos, mas principalmente, no preciso instante em que  ele nasceu, o colocaram sobre o meu peito e eu senti o cheiro dele. Chorei de pura felicidade e disse-lhe: "Hoje é o primeiro dia dos resto das nossas vidas, meu amor. Benvindo!"

* Qual era sua segunda opção de nome para o bebê? E se fosse menino (a)?
Santiago. Se fosse menina, Beatriz.
Mas sempre soube, que seria um menino :)

* Pretende ser mãe novamente? Se sim, quando? Se não, por que?
Não faz parte dos meus planos, voltar a ser mãe. 
Porque já tenho uma idade "avançada" (lol).

Agora é com vocês...Beijinhos.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Desconfio...


Desconfio de que vou "morrer solteira"...
Com o passar dos anos, tornei-me tão exigente que é difícil encontrar alguém que me "dê a volta", por assim dizer.
A minha exigência nada tem de neurótico ou idealista. Tem a ver com valores morais, inteligência (adoro homens inteligentes) e comportamentos no dia-a-dia. E a vontade de viver um amor tranquilo. 
Não confundam o termo "tranquilo", com morno, enfadonho, desprovido de paixão, sem discussões... Refiro-me aquele tipo de amor feito de partilha, cumplicidade, gargalhadas (sentido de humor, é fundamental), ternura, carinho, companheirismo, bem querer, respeito pelo outro. É esse tipo de amor que me faz falta.
Mas, os espécimes masculinos que tenho conhecido ultimamente, têm-se revelado tão básicos, levianos e superficiais que perco logo o interesse inicial. E se por um lado, seriam excelentes "para-o-que-é-que-é", como diz a minha amiga L., o facto é que, no final, iria ficar tremendamente frustrada. Não me chega, não me é suficiente.
Assim sendo, estou "condenada" à minha condição de solteira, o que não desagrada totalmente porque, lá diz o ditado que "mais vale só do que mal acompanhada" e eu, nunca fui mocinha de me atrapalhar muito. :)

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Um perto muito perto

(photo by Nika Fadul)

"Há pessoas que são, para nós, como os poetas: põem palavras onde, antes, só havia sentimentos. Mas, antes, falei-vos dos alquimistas. Que não só interpelam o que sentimos, como lhe respondem. Com gestos. De surpresa.
São gestos que, parecendo um tudo-nada, tocam cá dentro e fazem do "perto muito perto" com alguém, um sentimento de liberdade que se perde de vista. A esses gestos - que nos revolvem - podemos chamar, simplesmente, comunhão. Ou, timidamente, amor.
Comunhão é  autenticidade e transparência. De braço dado. E a quatro mãos. Só ela interpela o que sentimos com gestos de surpresa e põe palavras onde, antes, era quase um ermo nos nossos sentimentos.
É das experiências de comunhão que nasce a fé: a fé na vida, nas pessoas, no futuro, ou em tudo o que nos transcende (e que, por mais que vinque a nossa pequenez, nos desafia a crescer, nos ilumina e protege).
As relações de comunhão são tão sublimes (e preciosas) que, por mais fugazes (ou por mais remotas) que tenham sido, nos guiamos por elas na procura de outras experiências semelhantes, para sempre. 
E protegem-nos: dos desalentos e das decepções, da dor e da tristeza, do azedume e do mal. (...) Como se fossem um regresso (a um Paraíso  que parecia perdido) e, ao mesmo tempo, um lugar que se sente, se saboreia ou se visita pela primeira vez."

"Chega-te a mim e deixa-te estar.", Eduardo Sá


P.S: para os meus irmãos de coração.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Coisas que me irritam #3

getty images

Pessoas que não pensam...

Aderir, porque sim. Partilhar, porque sim...sem nos darmos ao "trabalho" de ler o que partilhamos ou aderimos, parece-me ser de uma leviandade tremenda. Com boa intenção, concerteza que sim, mas leviandade na mesma. E "de boas intenções está o Inferno cheio" (para quem acredita em Inferno).
Quando nos envolvemos em alguma causa, devemos fazê-lo de coração mas, convêm que também utilizemos o cérebro (para alguma coisa, somos dotados de um).
Utilizar a regra dos "5 w" (who - quem, what - o quê, where - onde, when - quando, why - porquê) é capaz de ser uma boa, para minimizarmos o risco de cair em ratoeiras e compactuarmos com comportamentos que nos são estranhos. Nada disto se aplica, se gostarmos de fazer parte da "carneirada"...
E não, não tem nada a ver com o meu post anterior. De todo.
Pronto(s), já desabafei.


P.S: este post, embora se refira às pessoas que partilham ligações com apelo e links, nas redes sociais, de forma compulsiva, visa todas as outras que nunca se questionam sobre o que ouvem, lêem e vêem.

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"A dor mente"

Hoje, começa a campanha online pela causa da esclerose múltipla em Portugal. A Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), lança esta campanha com o video "Tenho mas não todos os dias" e destina-se a homenagear todas as pessoas  portadoras desta doença assim como, a angariar fundos para desenvolvimento da pesquisa de soluções terapêuticas.
Como participar: basta irem até á página da SPEM, no Facebook (http://www.facebook.com/SPEM#!/SPEM.Portugal) e clicar "gosto/like" no video. Poderão também ir ao canal do YouTube da SPEM (http://www.youtube.com/user/MsSPEM), e procederem da mesma forma. e assim estarão a contribuir com 2€.
Tão simples quanto isto.


                 

Sobre a Esclerose Múltipla:
A EM, uma patologia que hoje afecta cerca de 6 mil portugueses e mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo, é uma doença do foro neurológico na qual o sistema imunitário ataca a mielina. Atualmente é a doença que mais incapacita os jovens adultos em todo o mundo, afectando mais as mulheres do que os homens. Os sintomas mais comuns, que surgem normalmente entre os 15-40 anos, têm um impacto negativo na visão, mobilidade, causam dormências, fadiga e provocam desequilíbrios.
(fonte: SPEM)
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