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A cabra perfeita: Miranda Priestly,
do filme "The Devil Wears Prada", mas podia ser outra qualquer... | |
Pois. Por estas bandas, também há.
Uma faceta controlada, mas latente, sempre mortinha para vir cá para fora. Não que me orgulhe dela, mas não consigo deixar de lhe achar piada (vou para o inferno, é o que é! Bem, eu até sou friorenta, portanto vem a calhar).
Momentos de cabrice: em regime de part-time ou seja, sempre que alguém se põe a jeito, sim porque isto de ser cabra o dia inteiro, dá muito trabalho (e eu tenho mais coisas para fazer) e diga-se de passagem, não seria justo porque, até os que se põem a jeito, têm sentimentos. Além do mais, arranjam-se muitos inimigos (vá-se lá perceber porquê?) e falsos amigos (o que ainda é pior), e isso é coisa que não faço questão de cultivar.
Grau de cabrice: moderada e imperfeita, pelas razões enumeradas acima.
Requisitos: lingua rápida e afiada, inteligência, sentido de humor, uma dose considerável de sarcasmo, arrogância, poder de encaixe (muito importante; senão corre-se o risco de se ser uma ressabiada em vez de se ser uma cabra), domínio do assunto em questão (não confundir com coscuvilhice) e um lado neurótico latente (ah, pois).
Constatação: só uma cabra consegue reconhecer outra cabra. As cabras não suportam as aspirantes a cabras, não porque sejam de alguma forma inferiores, mas porque, como ainda estão em evolução, a 1ª coisa que têm que aprender é isso mesmo: reconhecer uma cabra e respeitar a sua hierarquia ou estatuto no mundo da cabrice, até que consigam conquistar o seu, normalmente, sempre por mérito próprio e provas dadas de absoluta cabrice (sim, porque isto de se ser cabra, não se aprende na Wikipédia, nem a ouvir a Kathy Griffin, a Joan Rivers ou mesmo o Eddie Izzard, e concerteza que não sai nas raspadinhas).
Permissa: certeza de que há sempre, uma cabra maior.
Conselho: nunca chamem uma cabra de cabra, a não ser que ela o permita ou vos mostre que assim é.
Desmistificações: as cabras também têm coração e capacidade de auto-censura. Não suportam é pseudo-quaisquer-coisas, possidoneiras e afins, mas são facilmente desarmadas (e neutralizadas) pela sinceridade, autenticidade, honestidade e coerência quando as encontram nos outros. Aliás, ficam secretamente felizes porque elas sabem, que se assim fosse, o mundo seria bem melhor e não haveria razão para elas existirem. Palavra de cabra.
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