"Pai, a Minha Sombra és Tu
A cadeira está vazia, um corpo ausente
não aquece a madeira que lhe dá forma
e não ouço o recado que me quiseste dar
nem a tua voz forte que grita meninos
na hora de acordar.
Ouço o teu abraço, no corredor em gaia
e os olhos molhados pela inusitada despedida.
O sol foge
mas o crepúsculo desenha a sombra que
tenho colada aos pés
ou o espelho, coberto com a tua face
pai, digo-te
a minha sombra és tu."
Jorge Reis-Sá, in "A Palavra no Cimo das Águas"
não aquece a madeira que lhe dá forma
e não ouço o recado que me quiseste dar
nem a tua voz forte que grita meninos
na hora de acordar.
Ouço o teu abraço, no corredor em gaia
e os olhos molhados pela inusitada despedida.
O sol foge
mas o crepúsculo desenha a sombra que
tenho colada aos pés
ou o espelho, coberto com a tua face
pai, digo-te
a minha sombra és tu."
Jorge Reis-Sá, in "A Palavra no Cimo das Águas"
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