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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

♥ Dose dupla ♥


1º mimo:


Este selo, oferecido pela C. Spot. (obrigada, linda. Gosto muito de te ler), é muito cusco, porque traz um  longo questionário com ele ;)
Ora bem, vamos lá:

Qual sua meta para 2012?
Realizar-me profissionalmente.

Quem você gostaria de ressuscitar se tivesse poder para isso?
O meu pai (amo-te, pai!).  Faz-me falta, todos os dias.

O que mais lhe faz feliz?
Olhar para o meu filho e perceber que ele é uma criança feliz.

Qual a sua foto favorita?
Não gosto nada que me tirem fotos (fico sempre a fazer caretas ou com cara de cú), mas há algumas de que gosto muito. Esta é uma delas.

Um lugar que você adorou conhecer?
Tantos! Com alguns, tenho ligações especiais, intemporais, outros pelo simples prazer de viajar,  mas por acaso ultimamente, ando com saudades dos Alpes, da neve e do ski.

Qual foi o presente que recebeu e te deixou surpresa?
Hum... eu adoro receber presentes! Principalmente, quando não estou à espera.
Mas houve um que me deixou surpresa: quando alguém me ofereceu um livro e me disse que  tinha tudo a ver comigo; de facto, não tinha e foi uma prova clara de que a pessoa não me conhecia minimamente, o que me deixou um bocadinho triste.

Seu prato favorito?
Os cannellonis vegetarianos do meu amigo Marco.

Você tem o costume pensar o quê quando vai dormir?
Normalmente, revejo o meu dia, peço pelos que me são mais queridos ou pelos que me vêem à cabeça e agradeço ao universo, por esse dia. Normalmente, porque ultimamente, tenho adormecido no sofá e depois, vou a cambalear meio taralhoca, para o quarto.

Qual foi a última coisa que você se deu de presente?
Um telemóvel.

Teve algo que te entristeceu, desapontou ou te tirou do sério, nesse ano que passou?
Sim, tive várias situações. Nessas alturas, costumo pensar: "Epá, a minha vida é uma animação. Não há monotonia."

O que você gostaria de realizar em 2012 e não conseguiu realizar no ano que passou?
Um projecto que ando a alinhavar ;)

Um motivo pelo qual deve ser agradecido?
São muitos: por estar viva, pelo meu filho, pelos amigos que tenho (meus irmãos de coração), pela capacidade de me conseguir levantar sempre que me esbardalho no chão da vida e de continuar a acreditar que amanhã é sempre um novo dia.

5 blogues que ofereço esse selo:
Aqui me confesso
Pensar cor de rosa
Sutilmente... Disfarce

2º mimo:


Oferecido pela querida @lice (obrigada pelo selo e pelo comentário que fizeste no teu post)é um prémio dado ao bloggers com menos de 200 seguidores e tem como instrução especifíca, compartilhar 5 factos sobre nós que os seguidores não teriam forma de descobrir. Aqui  vão eles:
  1. Sou míope que se farta. Não fossem as minhas adoradas lentes de contacto, seria a versão feminina do Mister Magoo.
  2. Não sei andar de bicicleta (pronto, já disse).
  3. Sou maluquinha por pão (principalmente pão saloio quente, com a manteiga a derreter, sabem?) e por queijo (todos), o que é uma grande chatice, porque como é do conhecimento geral, não engordam nada (lá agora)...eheheh!
  4. Não gosto de alturas mas já saltei de paráquedas. E gostei. Pode parecer um contrasenso, mas não é. Um dia que saltem, vão perceber ;)
  5. Tenho uma panca enorme por decoração. Mesmo. Ando sempre a "inventar", cá em casa.
Designar 5 blogues para atribuir o selo. (rufar de tambor) E os nomeados são:

Os Sabores do Vento
Coisas de Feltro
Familia Pumpkin
Gingko: o primeiro capítulo do amor
Sawabona shikoba

Agora que já ficaram a saber muito mais sobre mim, é a minha vez de saber mais sobre vocês, ihihihih! Beijinhos :)

***

domingo, 29 de janeiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Selo e convite

Há um ano atrás, nasceu o blogue "Coisas de Feltro", um espaço criado pelas mãos talentosas da minha amiga Cris. 
Hoje, fui por ela presenteada com este selo comemorativo:

Convido-vos a visitarem o blogue e a encantarem-se com as peças que ela faz :)

***

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Coisas que o meu irmão escreve ツ

"Miga Mágica e os Marlboros Maravilhosos

Miga acordou logo pela manhã, quer dizer, tanto podia ser de manhã como de noite, mas a verdade é que pôs o despertador para as sete porque se não pusesse nunca chegaria ao trabalho a tempo, por isso foi logo pela manhã.

O barulho da passarada da sua rua, uma daquelas ruas com nomes de cidades em África que só quem lá viveu é que sabe onde eram, invadia o seu quarto juntamente com a sirene do camião do lixo. Miga deu por si a pensar que quando o camião do lixo vinha depois da meia noite, o barulho incomodava-a e ela tinha que voltar a ligar a televisão para ver o “Die Hard With a Vengeance”, mais uma vez e pensar que quem devia ter ganho era o Simon Gruber. Mas agora que o camião do lixo vinha de manhã, isso também não a satisfazia, afinal de contas ela queria fingir que estava a ouvir as notícias na televisão e aquela sirene misturada com os pássaros incomodava-a.

À medida que lavava o seu cabelo banal com um champô de supermercado pensava no dia que se avizinhava como caixa num hiper, ainda que não fosse uma função para lá de estimulante, Miga sentia-se a fazer parte do quotidiano das pessoas cujos produtos deslizavam pela borracha mal lavada  da caixa, pequenos segredos que faziam blip ao serem reconhecidos pelo leitor e passavam a ser do freguês, porque é que uns comiam Oreos normais e outros eram lambões e compravam das que eram cobertas com chocolate de leite? É que entupir artérias por entupir artérias, o recheio das Oreos já era Crisco com aroma a baunilha e açúcar, não precisava necessariamente de um empurrão. Mas Miga fazia parte de uma pequena elite que sabia o que era Crisco e embora ela tentasse recrutar mais e mais pessoas e quisesse destruir aquele conhecimento estupidamente hermético, ninguém queria saber e além disso, ela odiava as embalagens das Oreos cobertas com chocolate, nunca passavam no leitor e ela tinha que introduzir o código à mão numa maratona digital em que o freguês começava a bufar ligeiramente como se a culpa fosse dela, como se ela quisesse ter que esforçar a vista para introduzir aquela sequência em que invariavelmente se iria enganar.

O som do secador abafou o barulho que vinha da televisão que estava ligada no quarto e ela deu por si à mesa da avó no lar decrépito onde tinha acabado os seus dias, cujos dedos trémulos seguravam um Marlboro Lights mas que ao inalado lhe dava todo um brilho especial ao seu olhar, era como o portal de tempos de outrora, antes do pai de Miga ter derretido a fortuna da família no Bingo do Sporting.

“Ai Miga… vai fazer qualquer coisa a esse cabelo.”, dizia a matriarca ignorada depois de deitar o fumo cá para fora, “Podes estar na penúria mas não ser simplória. No meu tempo era impensável sermos vistas assim!”

“No teu tempo não havia tampões com aplicador…”, respondeu Miga até se aperceber do que tinha dito. A matriarca semicerrou os olhos como uma áspide prestes a atacar, ou pelo menos da forma como nós achamos que elas semicerram os olhos antes de atacar e perguntou “O quê é que disseste?”, Miga aproveitou a deixa e corrigiu “Mal tenho tempo para usar o secador!” e a senhora deu um suspiro de alívio, mas Miga nunca sabia se os lapsos eram entendidos ou não.

“Não devia fumar…” disse enquanto tentava agarrar a mão livre da avó numa tentativa de um gesto de carinho, a senhora percebeu e afastou a mão, “Porquê? Ainda me vão matar? Olha, menos uma despesa, ou achas que a vida ainda me aguarda muitas surpresas depois de dez anos aqui dia-após-dia? Tu continuas solteira e deves ficar assim, mas com esse cabelo não admira! E por um lado ainda melhor, eu já mal tive paciência para dois netos, quanto mais aturar os bisnetos vestidos em roupas pirosas enfiados naquelas coisas que parecem ovos , no meu tempo pagava-se a pessoas para nos criarem os filhos.”

“Mas os cigarros só lhe fazem é mal!”, ela reforçou genuinamente preocupada com a mulher enrugada, de baton cor de laranja e muito blush e cujo cabelo amarelo da nicotina tinha alguns vestígios de cinza que flutuavam no ar, libertos pelo tremelicar constante, ela tossiu, voltou a tossir, limpou a boca com um lenço de papel já manchado de laranja, “Já te disse, não estou particularmente preocupada em viver muito mais e estes… são o único luxo a que me posso dar, lembram-me noites de canasta e pequenos cálices de Porto com as minhas amigas a falarmos da vida de alguém que não estava presente.” e ouvindo isto, Miga desistiu pela enésima vez de convencer a avó que fumar lhe fazia mal. Afinal de contas, esta era a mulher que só comia bróculos se os talos tivessem sido tirados minuciosamente.

“Para ti isto é um veneno, mas para mim estes Marlboros são maravilhosos. Além disso são Light, fazem menos mal.”
Miga ainda tentou relembrá-la que agora eram Gold e não Light, mas desistiu antes de começar e com isto regressou à pastelaria do centro comercial “É um Compal de pêra e um pastel de nata.” disse ao senhor por trás do balcão e teve que o gritar porque o barulho da conversa ao redor aliado à máquina do café fazia com que o bis do pedido fosse um ritual. E durante um segundo, ela olhou para a máquina dos cigarros e viu os Marlboros.

Já na caixa, aproximou-se a primeira freguesa, Miga sorriu e perguntou “Tem cartão de cliente?”, a senhora respondeu com um ar distante “Quantos menos as pessoas sabem, mais elas teimam que sabem.”, Miga ficou confusa, então a freguesa agora respondia-lhe com frases do Osho?!?, ela pigarreou e repetiu “Não percebeu, quero só saber se tem cartão de cliente?” e a cliente sorriu ainda que com o mesmo ar distante “A vida é uma piada cósmica…”, face à segunda citação do Osho, Miga encolheu os ombros e começou a passar os produtos pelo leitor e ao ver o creme depilatório de marca branca sorriu “Ah, vais ficar com os pelos nas virilhas encravados, depois quero ver se continuas a citar Osho ou se passas para a Alexandra Solnado.”, a mulher cheirava a uma mistura de neroli com flor de laranjeira e quando tirava as coisas da mala para encontrar a carteira, tirou um maço de Marlboro e Miga ficou estupefacta, os cigarros perseguiam-na.

À hora do almoço, enquanto o Anacleto do talho aquecia um guisado que perfumou a copa inteira deu por ela a ponderar se conseguiria almoçar sem respirar para não ficar atordoada com o cheiro a comida requentada, não é que ela não gostasse de guisado, mas naquele instante a copa cheirava a peixe frito, arroz de tomate, guisado, lulas recheadas, bacalhau com natas e bifinhos com natas. Ela comia sopa de legumas mas estava fria, na sua cabeça se a tivesse aquecido no mesmo microondas,  era como se tivesse macerado todos os outros alimentos no dela.

Anacleto sentou-se ao pé dela e começou o diálogo nervoso do costume, a crise, reality shows, será que o primeiro ministro usa laca e depois perguntou-lhe: “Queres jantar um dia destes?”, ela sorriu e respondeu “Costumo jantar todos os dias, não é uma questão de querer, é um hábito. Mas, sim, porque não!” enquanto ele amassava um maço de Marlboro nas mãos e foi então que Miga visualizou tudo, o vestido que mais parecia um suspiro, a família do Anacleto, os miúdos estrábicos como ele e olhou e disse “Porque não…”, correu para o balneário, trocou de roupa e saiu porta fora sem dizer ai nem ui.

Passou na tabacaria, comprou um maço de Marlboro e meteu-se num cabeleireiro, quando saiu, de cabelo loiro e triunfante, acendeu um cigarro, engasgou-se e deixou-o cair. Acendeu outro, inalou, travou, exalou e disse para si mesma, “Tinhas razão avó… sempre tiveste razão…”

Anos depois, Miga casou com um cromo financeiro, não era giro, tinha uma conversa de seca, o sexo parecia misturado com dois comprimidos de Tramal Retard e havia dias que lhe apetecia dar um tiro na cabeça, mas naquele dia quando o viu a fixá-la à medida que ela deslizava pelo varão, ela soube que era o homem com quem ela iria casar, mas isso… é uma história para outra altura. E tudo isto graças a um maço de Marlboros Maravilhosos."

Daqui e com continuação aqui

***

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Queriam saber, não queriam?


Está bem, eu conto...recebi este mimo em forma de selo, da querida Drinha.

As suas regras são :

1. Qual o segredo que tu guardas a sete-chaves para todos aqueles que te  conhecem?
Ah, eu sou uma desbocada...e para aqueles que realmente me conhecem, não tenho segredos. Porque foi e é, um direito conquistado :)

2. Se tivesses 48 horas de vida , o que tinhas obrigatoriamente de fazer?
Há algum tempo atrás respondi a esta pergunta. Ontem, voltei a lê-la e não mudo uma vírgula.
Ora leiam: http://anaeavida.blogspot.com/2010/05/acerca-da-morte.html

3. Passar este selinho a dois blogs.
Vou quebrar a regra e passar a 7 blogs. Porquê? Porque gosto muito de vos ler:)
Ora, tomem lá e desvendem os vossos segredos, vá :
  • à minha Luísa, no "O sol dos dias"
  • ao meu Eolo, no "Sabores do Vento" 
  • à Benedita, no "Aqui me Confesso!..."
  • à Jota, no "papel de parede"
  • à Susie de Sonho, no "Pensar cor-de-rosa"
  • à Bianca, no "Sutilmente...Disfarce..."
  • à Querida, no "Querido, estende o cão e vai passear a roupa!"

(E agora, tenho que vos avisar a todos)



*** 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Uma coisa que quero aprender...

...a fazer, são os meus próprios cadernos ou sketchbooks :)
Se vocês gostam de escrever, desenhar, fazer anotações, rabiscar, concerteza que já ouviram falar em sketchbooks. Eu, sou apaixonada por eles. Tenho um, além de alguns cadernos vulgaríssimos, cheios de coisas que fui escrevendo ao longo da vida, caixas com fotografias, bilhetes de viagens, cinema, espectáculos, recadinhos de amigas e namorados, cartas, postais de aniversário e de sitíos que visitei, enfim... um baú de memórias e um pouco da minha estória pessoal.
De há uns tempos para cá, tenho andado a pensar em compilar tudo isso de uma forma mais metódica, talvez cronológica. Talvez para que o meu filhote os possa ler um dia... (Isto deve ser da idade, eheheh!).
Mas, não quero utilizar cadernos já feitos, formatados. Quero fazê-lo de um jeito mais pessoal, em que eu possa contar a minha estória, não só através das palavras e fotos, mas também através de algo em que eu ponha a minha essência, o meu carinho, as minhas mãos.
Foi mais ou menos nessa altura que conheci a Isabel e o trabalho maravilhoso que ela faz com os seus cadernos (além de outras coisas lindas que saiem dela). E agora, a Isabel decidiu partilhar com quem estiver interessado, o mundo mágico dos sketchbooks, em forma de workshop.
Querem cuscar? Ora vejam:

http://encadern-arte.blogspot.com/
http://encadern-arte.blogspot.com/
          

http://encadern-arte.blogspot.com/

http://encadern-arte.blogspot.com/
http://encadern-arte.blogspot.com/
 
http://encadern-arte.blogspot.com/

Para mais informações, vão até ao blogue do Encadern-ARTE  e encantem-se com o que pode sair das vossas mãos.
***

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Adenda ao post anterior


Mas, giro, giro, foi receber um telefonema dele, assim que acabei de colocar o post anterior! :)))))

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sábado, 3 de setembro de 2011

Are you happy?


Por causa da minha sinusite crónica e depois de desistir da abordagem da medicina tradicional, farta de me entupir de medicamentos que, sim, atenuavam os sintomas mas que em contrapartida me presenteavam com outros tantos efeitos secundários (aumento de peso, infecções ginecológicas e até alterações hormonais), decidi consultar um homeopata.
Na altura, recordo-me que já vivia uma fase atribulada no meu casamento e o dito cujo, fez questão de me acompanhar, mesmo durante a consulta (mais tarde, percebi que não era preocupação pelo meu bem-estar, mas pelo que eu poderia dizer acerca dele e do nosso relacionamento).
Confesso que não estava preparada para a abordagem holística da minha maleita e fiquei extremamente surpreendida com as perguntas que o médico me fez. Engasguei (coisa rara em mim), quando ele me perguntou porque é que eu me queria sentir bem...
"Hã?", disse eu, "Porque sim." (que é sempre uma resposta pseudo-inteligente quando se quer evitar um assunto ou não se tem opinião formada.)
Ele sorriu e voltou a insistir.
"Porque quero viver em plenitude.", respondi eu.
"E porquê?"
"Porque só assim se pode ser feliz,"
"E para si, o que é ser feliz? O que é que faz, para se sentir bem?"
"Bolas, este homem não desiste, e já me está a enervar", pensei eu.
A verdade é que, na altura, fiquei paralisada e a única resposta que me saiu, relacionava-se com o meu filho recém-nascido e com coisas que fazia com ele.
De imediato, senti o olhar fixo de reprovação do meu companheiro. Deveria ter sido um wake up call para mim mas, na verdade, nós só vemos o que queremos ver e quando o queremos ver. Também deveria ter funcionado da mesma forma para ele, mas isso seria algo impensável para um narcisista puro.
O médico não insistiu e deu a consulta por terminada, após uma série de recomendações alimentares e do medicamento preparado especificamente para mim (e que se veio a revelar bastante eficaz na redução dos sintomas).
Saí de lá, a remoer na pergunta, ignorando por completo a voz crítica do meu companheiro. Nessa altura senti que uma semente tinha sido deitada à terra e que uma janela muito pequenina se tinha aberto no meu cérebro... e que, mais tarde, se escancarou de par em par.

Tudo isto para dizer, que muitas vezes não nos apercebemos de que estamos infelizes e acomodados, e que é preciso ser confrontado com uma pergunta simples, para que o nosso mundinho seguro e hermético, caia como um castelo da cartas. 
E quando assim é, eu opto sempre por mudar, custe o que custar.
E aqui vos confesso que, até hoje, nunca me arrependi.


P.S.: recordei-me desta situação ao ler o blogue da Drinha e este post, em particular.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pelos olhos das outras pessoas


Não é engraçado, perceber como é que as outras pessoas nos veem? Uma amiga que também é blogueira, descreveu-me assim, no seu The Whole of the Moon :

"Ana. She likes photography, black and white mostly. She loves walking barefoot, has a passion for nature and the utmost respect for all living creatures. A mystical being. An activist. Creative in her struggle to raise a child on her own. Sometimes afraid. Sometimes brave. She is much more than meets the eye. She tries to hide most of her inner beauty but somehow we manage to see it. It shines from within her and there's nothing she can do about it."

Deixou-me com um sorriso nos lábios. Daqueles grandes :)

***

sábado, 20 de agosto de 2011

Extra bónus

E depois da caminhada (que derrotou a neura, com uma grande pinta!), eis que recebo o telefonema da Lu que ainda arranjou tempo para nos encontrarmos, antes de regressar a Madrid:
"Estás em casa?"
"Não, mas estou perto."
"Encontramo-nos no café ao pé de tua casa?"
"Estou a ir para lá, agora..."
Risos. Cúmplices, porque estas sintonias estão a tornar-se comuns, entre nós. De tal forma que, hoje apeteceu-me usar um anel que ela me ofereceu o ano passado (e de gosto muito) e que me faz sempre sentir que fico mais perto...
E a "minha" Vera, também vem. Muitos abraços, conversetas, parvalheira, gargalhadas, cantoria em altos berros ao som da M80 (somos tão cotas, meus deuses!), pelas curvas da serra de Sintra em direcção às Azenhas do Mar, para buscar a matriarca da família.


E o resto, fica guardado nos nossos corações. Tal como a saudade que já sentimos uma da outra...somos umas "tontas".

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Selo


Seguindo as regras do selo, cá vão as respostas:

1) Dizer quem te presenteou
A querida Drinha, no seu "Só de pensar..."

2) Partilhar 7 coisas sobre ti
(além das que já estão, ali ao lado):
  1. Adoro filmes antigos (portugueses e não só).
  2. Tenho uma grande "panca" por jazz e música clássica.
  3. Já tive gatos (muitos, durante a infância e adolescência) e um cão(Sky) ,que faleceu há 3 anos e de quem tenho muitas saudades.
  4. Adoro viajar. A melhor viagem que fiz até hoje, foi passear (de carro)pela Europa durante um mês, sem horários nem grandes planos, parando onde nos dava na telha. Recordo principalmente, uma semana de canoagem no sul de França, onde descobri um modo de vida completamente diferente, o prazer de dormir sob a luz das estrelas e o sabor inesquecível de chás improvisados nos bancos de areão do rio que subiamos.
  5. Já trabalhei em áreas completamente distintas...o denominador comum foi sempre o contacto com o público (sim, gosto de pessoas).
  6. Gosto de humor-negro e tenho grande dificuldade em controlar o meu lado irónico e sarcástico.
  7. Estou quase, quase a completar 44 anos.
3) Enviar este selinho

Vou fazer batota e envio o selo a todos os que por aqui passam... :)

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sábado, 16 de julho de 2011

Mudar

Todos sabemos, o actual estado do nosso planeta. Constantemente somos chamados à atenção: basta perceber as alterações climáticas que o planeta está a sofrer, desvastando a fauna e a flora e afectando toda a população humana.
Impossível não nos questionarmos sobre a nossa responsabilidade. Negligente, não alterarmos os nossos hábitos. Coisas simples, gestos diários que passam por fazer reciclagem e alterar a nossa dieta alimentar.
Impõe-se uma certa urgência, porque aproximamo-nos, em ritmo acelerado, do ponto de ruptura.

A (falsa) ideia de que os vegetarianos só comem comida sensaborana e saladas, é completamente desmistificada quando provarem as coisas deliciosas que a culinária vegetariana produz.
Falando da minha experiência pessoal, lembro-me que comecei a tomar esta consciência quando estava a tentar engravidar. Além de não suportar a violência que é exercida nas quintas de criação e matadouros, o facto é que comecei a olhar para os animais no prato, como aquilo que eles realmente são: cadáveres. E mentalmente, criou-se um asco, uma repulsa por este tipo de alimentação. E não quis de forma alguma, alimentar o meu filho, ainda em gestação e na fase mais crucial da sua formação, com cadáveres. Por isso, aos poucos, comecei a alterar a forma como comia e para isso, tive que pesquisar, ler, fazer curso de cozinha vegetariana, consultar e ser orientada por uma nutricionista dessa área.
Comecei a adaptar também, os pratos que cozinhava habitualmente, ao vegetarianismo e a transição foi (e está sendo) feita de forma suave, no meu caso. Continuei a beber leite e seus derivados, assim como ovos (ainda não consegui abolir o uso deles, mas para lá caminho). Sou portanto, ovo-lacto-vegetariana, assim como o meu filho que é uma criança perfeitamente saudável, e que já teve as doenças infantis que todas as crianças desta idade, têm. Noto sim, uma maior rapidez de recuperação.
E não, não é molengão, nem apático (outra falsa ideia) :)
No vídeo, são referidas as razões e os tremendos benefícios para a nossa saúde e para a saúde do planeta, para e ao tornarmo-nos vegetarianos.
Visitem o blogue um curso em sabores, e descubram um mundo novo.
Pensem seriamente no assunto. Está na hora de mudar :)

                          


***

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Casa arrumada


Adoro este texto do Carlos Drummond de Andrade.  Expressa na perfeição, a minha definição de casa/lar.
Foi "roubado", ao blog da Bia                       


"(...) Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar."

Carlos Drummond de Andrade

***

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Selo

Recebi este selo da querida Bianca, do blog Sutilmente... Disfarce..., uma nova amiga e adorei, Bia :)
As regras são:

1. Linkar a pessoa que lhe presenteou com o selinho:
Sutilmente...Disfarce...

2. Indicar 6 amigas para repassar o selinho:

3. Exibir o selinho no seu blog.
Está em cima e nos Carimbos no Passaporte :)

4. Avisar as indicadas.
Avisadas, antes de postar.

5. Responder as perguntinhas:

* O que marcou sua infância que te deixa saudade:
Muitas coisas, porque tive uma infância feliz...mas principalmente as férias grandes, na quinta dos avós, onde tinha toda a liberdade do mundo, para saltar, brincar e sujar-me. Como era "menina de cidade", os meus primos encarregavam-se de me tornar numa autêntica "gaiata do campo", rapidamente.
Recordo os passeios de burro e cavalo, de jogar às escondidas nos campos de milho, dos piqueniques, das sestas no palheiro, do cheiro da lenha queimada, fazer queijo, grinaldas de flores e saquinhos de alfazema com a avó, dar comida aos animais da quinta, espantar-me com os coelhinhos recém-nascidos, assistir  ao parto de cabritinhos, apanhar morangos, cenouras, uvas e amoras, descobrir sapos e peixes-cabeçudos (girinos) no rio, passar horas a observar formigueiros e dos serões ao ar-livre, contemplando as estrelas e ouvir as risadas e as conversas dos pais e dos avós... Muitas saudades, mesmo!

* O que mais te apaixona no teu filho?
Tudo!!! Principalmente o brilho dos olhos do meu filho...que me faz sentir completa, plena e feliz.

* Qual foi o momento mais difícil nos primeiros dias como mãe?
Fisicamente, o desconforto da costura  (o filhote nasceu de cesariana) e emocionalmente, ter percebido que o meu casamento, terminou nessa altura.

* E o momento mais feliz após o nascimento do baby?
Muitos, mas principalmente, no preciso instante em que  ele nasceu, o colocaram sobre o meu peito e eu senti o cheiro dele. Chorei de pura felicidade e disse-lhe: "Hoje é o primeiro dia dos resto das nossas vidas, meu amor. Benvindo!"

* Qual era sua segunda opção de nome para o bebê? E se fosse menino (a)?
Santiago. Se fosse menina, Beatriz.
Mas sempre soube, que seria um menino :)

* Pretende ser mãe novamente? Se sim, quando? Se não, por que?
Não faz parte dos meus planos, voltar a ser mãe. 
Porque já tenho uma idade "avançada" (lol).

Agora é com vocês...Beijinhos.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

♥ A quoi ça sert l'amour? ♥

Partilho convosco, um video pequenino e simplesmente delicioso, sobre o amor.
Adoro estes videos de animação e "colecciono-os", já há algum tempo.

 

P.S: Hoje, graças à Família Pumpkin, adicionei mais um (ver aqui)...  

***

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Reflexão após o dia de eleições

E pronto, já temos novo Primeiro Ministro.
Tem uma tarefa bem difícil pela frente, tal foi o estado em que o anterior,  deixou o nosso país. (A propósito, assistir ao seu discurso demissionário foi , no minimo, surreal, digno de case study psicológico). Não que este, me seja particularmente simpático, mas acho que lhe devo dar o benefício da dúvida (a ver vamos).

Não posso deixar passar o quanto o grau de abstenção destas eleições (entre 39,3 % a 43,7 %), me deixou perplexa, indignada e (confesso) irritada.
O voto é um direito e um dever que assiste a todos os cidadãos, que em democracia permite a todos nós, escolhermos os nossos representantes, aqueles que consideramos que melhor defenderão os nossos interesses e o nosso país. Assim, e tendo nós passado por 6 longos anos de derrocada económica, estando a viver uma situação catastrófica na sociedade em geral, como é que tantos e tantos portugueses preferem "borrifar-se" para as eleições? E depois, são os 1ºs a protestar e a odiar de morte os dirigentes do país.

Responsabilizo os políticos e os partidos em geral, que se encontram desacreditados e foram incapazes de apresentar propostas capazes de mobilizar os portugueses.
Não entendo os abstencionistas porque continuam a enterrar a cabeça na areia, de forma autista e irresponsável.
Provavelmente terá sido, o bom tempo que se fez sentir ontem e que os impeliu a ir para a praia...Pffffff!

Deixo-vos com o Jorge Palma... "Ai Portugal, Portugal"
                                                                                                                            


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mudança

"I think it's naive to pray for world peace if we're not going to change the form in which we live." - Godfrey Reggio
"Be the change you want to see in the world." - Mahatma Gandhi
E aqui é que está o busílis da questão...de que adianta, orarmos e pedirmos por algo, se não modificamos diariamente, o que nos incomoda? De que adianta, proclamarmos isto e aquilo e depois, não "utilizarmos" para nós mesmos, o que defendemos publicamente? 
(É por estas e outras razões, que estou fartinha de pseudo-gurus e pseudo-lideres, cujos traços comuns, além do magnetismo e carisma , são a falta de coerência e a desonestidade. Esta tirada é muito pessoal, dado que co-habitei com um, por largos anos.)
As mudanças, podem e devem ser feitas por todos, começando pela nossa vida pessoal. Não precisamos de espectadores, a não ser os que estão directamente envolvidos e a esses, também se pede que sejam participantes. Será fácil? Provavelmente, não. Mas menos fácil, é conviver diariamente com o "lixo emocional" que muitas vezes, vamos descuidando, lá num canto  da nossa vida. E este lixo,  enquanto não devidamente reciclado, deixa vestigios persistentes e resistentes a um mero espanadar de ideias. Há que abrir as janelas, deixar o sol entrar, sacudir bem os tapetes e começar tudo de novo.
Analisar comportamentos e padrões que nos impedem de ser felizes e de nos relacionarmos plenamente com os outros. Entender e abraçar os nossos medos e frustrações. Abrir a cabeça , os olhos e o coração, a novas perspectivas, ideias, formas de viver, reformular conceitos e critérios, é fundamental para conseguirmos mudar o que deixou de ser necessário, e se tornou obsoleto e grosseiro. 
Mudar o individuo para mudar a sociedade.
Evolução, minha gente, é a palavra  de ordem. 
Consciencialização, é a ferramenta. 
E "Para a frente, é que é caminho.", é a frase que me rege :) 
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segunda-feira, 14 de março de 2011

Ser a outra...



A propósito de "ser a outra" e do Censos 2011, partilho convosco um texto com o qual me identifico muitissimo. 
Visitem o blogue Sabores do Vento, para palavras do (e não, ao) vento.
Obrigado, Eolo por tão sábias palavras  :)

P.S: o aparente "nonsense" da 1ª frase é absolutamente intencional.

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