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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Subtileza q.b.


Pois que há alturas em que me questiono se valerá mesmo a pena, continuar a ser subtil...
Quando algo me incomoda, dependendo da sua origem, acuso o toque. Assim, e como sempre optei por ter uma atitude conciliadora, muito na onda "paz e amor", fico-me inicialmente pela observação subtil acerca do assunto, mas que no fundo quer dizer: "não te estiques."
Normalmente, as pessoas inteligentes, percebem. As mal educadas, insistem. Às burras, passa-lhes mesmo ao lado.
Claro que, quando a situação se repete, a coisa dá-se. Confesso que já cheguei a ser estupidamente directa e dura, mas a verdade é que tenho muita dificuldade em lidar com pessoas que não respeitam, nem ouvem a opinião alheia.
Por isso, e depois de lhes ter dado mais uma vez o benefício da dúvida, e o comportamento se mantem, a minha reacção, hoje em dia, é mesmo : "Olha, miga, fala lá para aí, pode ser que alguém se interesse. Assim como assim, o mundo está cheio de pessoas como tu e plateia não te faltará." E vou-me embora...
Pode até nem ser a melhor atitude, mas prefiro isso a recadinhos e indirectas, que me soam sempre a ressabiamento e pouca coragem.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Às pessoas que usam as palavras, como se fossem chicletes

É do conhecimento comum que há sempre grandes probabilidades de
que o balão, nos rebente na cara :D

Ó pessoas, pessoas? Quando é que vocês percebem que há expressões /palavras que não se devem utilizar/misturar em determinados contextos? Já nem falo, do sentimento ou da vibração que delas emana ou do que elas significam, nem da reverência que lhes é devida...já nem vou por aí. Espera...afinal vou!
Se uma  determinada palavra/frase/mantra, expressa o que de mais divino existe em cada um de nós, no universo ou na fé que professamos, porque razão, as misturam com chorrilhos de disparates e discursos banais? Não percebo e também acho que vocês não percebem. Não percebem que assim, só demonstram a vossa ignorância e que não há Santa Wikipédia que vos valha. Parafraseando não sei quem:  "Uma coisa, é uma coisa e outra coisa, é outra coisa."
Querem ver exemplos? Cá vão:

"Deus me perdoe, mas foi muito bem feito! E se Deus quiser, ainda lhe há-de acontecer pior."
Deus há-de querer muito que o sentimento mesquinho da vingança, reine entre os homens, há-de, há-de.
E também é muito bom, ouvir estas palavras por alguém que supostamente, segue os ensinamentos de Deus (católico ou outro), é, é.

"São todos uma cambada de idiotas e trafulhas e deviam ir  todos apanhar no c*. Namasté."
Namasté: "O deus/divindade/vibração divina que reside em mim, saúda o deus/divindade/vibração divina que reside em ti." Há mais traduções, mas a intenção é sempre de reverência, saudação, respeito.
Tem tudo a ver.

"Detesto que [uma opinião qualquer] e odeio [mais outra coisa qualquer]. Baba nan kevalam."
Baba nan kevalam : "Tudo é Amor."
Sentimentos antagónicos, não?

Alguém consegue ver o contrasenso que por aqui vai? Eu quero acreditar que sim...
Pronto, já desabafei e não, não me vou abençoar a mim mesma porque neste momento, não sou digna: acabei de me entregar à má-língua e ao juízo de valores. Vou ali vergastar-me e lavar a língua com uma escova e sabão ou ao contrário, tanto faz. O que conta é a intenção, neste caso, a contrição.

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cabrices e tal...

A cabra perfeita: Miranda Priestly,
do filme "The Devil Wears Prada", mas podia ser outra qualquer...

Pois. Por estas bandas, também há.
Uma faceta controlada, mas latente, sempre mortinha para vir cá para fora. Não que me orgulhe dela, mas não consigo deixar de lhe achar piada (vou para o inferno, é o que é! Bem, eu até sou friorenta, portanto vem a calhar).

Momentos de cabrice:  em regime de part-time ou seja, sempre que alguém se põe a jeito, sim porque isto de ser cabra o dia inteiro, dá muito trabalho (e eu tenho mais coisas para fazer) e diga-se de passagem, não seria justo porque, até os que se põem a jeito, têm sentimentos. Além do mais, arranjam-se muitos inimigos (vá-se lá perceber porquê?) e falsos amigos (o que ainda é pior), e isso é coisa que não faço questão de cultivar. 

Grau de cabrice: moderada e imperfeita, pelas razões enumeradas acima.

Requisitos: lingua rápida e afiada, inteligência, sentido de humor, uma dose considerável de sarcasmo, arrogância, poder de encaixe (muito importante; senão corre-se o risco de se ser uma ressabiada em vez de se ser uma cabra), domínio do assunto em questão (não confundir com coscuvilhice) e um lado neurótico latente (ah, pois).

Constatação: só uma cabra consegue reconhecer outra cabra. As cabras não suportam as aspirantes a cabras, não porque sejam de alguma forma inferiores, mas porque, como ainda estão em evolução, a 1ª coisa que têm que aprender é isso mesmo: reconhecer uma cabra e respeitar a sua hierarquia ou estatuto no mundo da cabrice, até que consigam conquistar o seu, normalmente, sempre por mérito próprio e provas dadas de absoluta cabrice (sim, porque isto de se ser cabra, não se aprende na Wikipédia,  nem a ouvir a Kathy Griffin, a Joan Rivers ou mesmo o Eddie Izzard, e concerteza que não sai nas raspadinhas).

Permissa: certeza de que há sempre, uma cabra maior.

Conselho: nunca chamem uma cabra de cabra, a não ser que ela o permita ou vos mostre que assim é.

Desmistificações: as cabras também têm coração e capacidade de auto-censura. Não suportam é pseudo-quaisquer-coisas, possidoneiras e afins, mas são facilmente desarmadas (e neutralizadas) pela sinceridade, autenticidade, honestidade e coerência quando as encontram nos outros. Aliás, ficam secretamente felizes porque elas sabem, que se assim fosse, o mundo seria bem melhor e não haveria razão para elas existirem. Palavra de cabra.

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