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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Adenda ao post sobre espiritualidade

Não é bem uma adenda, é mais uma resposta às pessoas que ficaram incomodadas com o texto
O que escrevi, é uma opinião pessoal baseada na minha visão pessoal sobre o tema. Não é, nem pretende ser, de todo, uma verdade absoluta (e já agora, não há verdades absolutas). É a minha verdade. Não é uma verdade fixa, rígida, porque todos os dias aprendo mais. Muito menos se trata de uma forma de me auto-promover (???), como alguém referiu, com o intuito de ganhar seguidores.
Agradeco aos deuses, ao cosmos, ao universo, (e ao meu pai que sempre me disse: "Filha, podemos ser pobres de coisas, mas não temos que ser pobres de espirito") por ter uma mente aberta, inquiridora e sempre sedenta.
Cultivo a diversidade e a liberdade de opiniões. E o que dou (respeito), é o que espero receber. Se assim não for, lamento, mas não perco tempo em diálogos orientados pelo Ego e pela intolerância. Porque essa não é a minha postura, nem aqui, nem na vida real.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dos termos associados à espiritualidade e das suas interpretações


Confesso que há interpretações que me enervam...Às vezes, oiço/leio coisas como por exemplo:

"Ah, o karma é fodido", como se por detrás, estivesse alguma intenção de exercer vingança ou castigo sobre nós e/ou sobre os outros.
Karma é, nada mais, nada menos do que a consequência directa dos nossos actos, é a Lei da Física: "Acção gera reacção", é a Lei do Retorno, é a expressão física do ditado popular: "Quem semeia ventos, colhe tempestades." Não é a vida que nos castiga, ela devolve-nos o que nós lhe enviamos. Como se fosse um espelho. Pura e simples. Perceber, aceitar e corrigir os nossos erros e defeitos é certamente, a melhor forma de deixar de pensar que somos vítimas dos acontecimentos.

O conceito de almas gêmeas, visto sempre num contexto romântico.
Quem acredita em almas gêmeas tem, obrigatoriamente, que acreditar em reencarnação. E se acreditamos em reencarnação, acreditamos então que já vivemos muitas vidas, nas quais conhecemos muitas pessoas, em diferentes corpos, com diferentes sexos e até em outras condições sociais. Entendemos também que essas diversas vidas, serviram para aprender alguma coisa e de reencarnação em reencarnação, fomos fazemos um upgrade às nossas almas (costumo dizer que, aqui e agora, somos a melhor versão de nós mesmos).
Por isso, almas gêmeas, são todas aquelas que vindas do mesmo sitio, decidem reencontrar-se (por um breve ou longo período de tempo) para melhorar esse processo de aperfeiçoamento em que as duas serão beneficiadas (saldarem dívidas kármicas, corrigirem  defeitos ou simplesmente, usufruirem  da companhia uma outra), mesmo que os seus caminhos se voltem a separar. Assim, as nossas almas gêmeas podem ser, os nossos companheiros amorosos, os nossos pais, os nossos filhos, os nossos amigos, os nossos professores, os nossos chefes  e até mesmo aqueles estranhos que às vezes se cruzam connosco na rua e do nada, nos dizem coisas importantes (que naquela altura estamos a precisar de ouvir) e pelos quais sentimos uma profunda simpatia que não sabemos explicar de onde vem.

Gurus, como alguém a quem se segue, cegamente, inquestionávelmente.
Guru não é mais do que um mestre, um professor. É alguém que transmite os seus conhecimentos de forma simples, desprovida de linguagem do Ego, humilde e  com a eterna condição de também, ele mesmo, aprender. Acima de tudo, deve ser alguém que é coerente: as suas palavras estão de acordo com as suas acções. (Por exemplo, não percebo que uma mulher cite/siga um misógino como o Osho, mas isso sou eu que tenho a mania.)
Não é de todo, o ditador dos nossos pensamentos e acções, porque ele mesmo encoraja a que nos questionemos sempre e que reformulemos os nossos pensamentos e consequentemente as nossas acções. É acima de tudo, alguém que nos ajuda a crescer/evoluir e nos dá/mostra mais ferramentas para o fazer.


Regressões, como curiosidade e fait divers, em que todos querem saber se foram alguém importante no passado (figuras históricas, grandes pensadores, artistas, líderes espirituais), como se dessa forma, o esplendor ou a notabilidade do passado pudesse ser transportado para o presente e assim, elevarem-se aos olhos do outro. Talvez seja por isso que ninguém quer ter sido um anónimo.
Pressupõe também, que se acredite na existência da alma.
Deve ser utilizada sempre com o intuito de chegar ao conhecimento efectivo de alguma situação traumática no passado (que ficou "enterrada" na memória  desta ou de outras vidas), com manifestações evidentes no presente e, através do processo de reconhecimento e aceitação, chegar ao  tratamento dessa mesma situação.
É um trabalho sério e delicado e deve ser realizado com muita responsabilidade e entendimento das repercussões futuras da mesma.

Energias, como rótulo definitivo do carácter de cada um.
Da mesma forma que a corrente eléctrica tem flutuações, a energia pessoal também tem. Basta olhar para o que nos acontece ao longo de um dia.
E não são as flutuações (todos somos feitos de trevas e luz), que nos definem como pessoas de boas ou más energias, mas a forma como as identificamos e tratamos ou melhor, pelas escolhas que fazemos, quando as identificamos. Somos responsáveis por elas e se, conscientemente, optamos por um padrão energético específico, não podemos de forma alguma, achar que somos vitimas dele... Ou seja: se dizemos que só atraimos más energias, se calhar, está na altura de perguntar qual a razão e tentar descobri-la, em vez de nos lamuriarmos eternamente do mesmo e de a alimentarmos com os nossos queixumes.
  
E por último, o uso leviano e fora de contexto, da  expressão "Namasté" (já falei sobre o seu significado, noutro post). 
Está na moda, pelos vistos e há quem a utilize porque sim, mas a mim, que a aprendi, conheci, vivenciei e entranhei, num ambiente de enorme reverência e energia amorosa, ofende-me e incomoda-me que o façam (principalmente, quando ja lhes foi explicada) e a continuam a misturar, promíscuamente, com futilidades.

Em conclusão, quando se abraça a espiritualidade como uma realidade e filosofia pessoal: somos livres de acreditar no que quisermos; se optamos por acreditar em determinada coisa, temos a obrigação de a compreender e respeitar e para isso, temos um cérebro para pensar; as palavras que proferimos (depois de entendidas), devem sair do nosso coração e em sintonia com as nossas acções; os  nossos actos são o reflexo do nosso carácter; somos responsáveis pelas realidades que criamos; e devemos respeitar as opções dos outros (cada um tem o seu próprio caminho) porque são, simplesmente, formas diferentes de expressar a sua espiritualidade.
Em ultima instância, nunca condenar quem opta por não acreditar.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Minha, também ♥
















"This is my simple religion.
There is no need for temples, no need for complicated philosophy.
Our own brain, our own heart is our temple and the philosophy is kindness." -   Dalai Lama




E está tudo dito!
Tenham um óptimo domingo :)

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domingo, 2 de outubro de 2011

Pensamento para hoje (e para todos os dias)

(getty images)

"Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas.
Não se apresse em acreditar em nada, só porque foi dito por um professor famoso.
Não acredite em nada, apenas porque a maioria concordou que é a verdade.
Não acredite em mim.
Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem, através de sua própria experiência, antes de aceitar ou rejeitar algo."

Siddartha Gautama, o Buddha, Kalama Sutra

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Defeito ou feitio?

"When you dream alone it is only a dream, but when many dream together it is the beginning of a new reality. So let us dream together for a happy and lovely world free from all tensions" - Hardeep Singh Batra

Não sei se é defeito ou feitio...o meu optimismo e a tendência para ver sempre o melhor nas pessoas. Às vezes, bem sei, que  acabo por ser meio-ingénua, mas a verdade é que continuo sempre a acreditar nas pessoas, na enorme potencialidade de cada ser humano, recusando-me a achar que são casos perdidos, irremediavelmente partidos.
Creio mesmo que é sempre possível melhorar, modificar, evoluir, transformar...
Nem mesmo as decepções e as desilusões (inevitáveis, né?), me tiraram a capacidade de continuar a acreditar. E o facto de ter conhecido pessoas fantásticas, que em muito se assemelham à minha forma de estar na vida, veio reforçar a minha fé e esperança nos seres humanos.
Poucos mas bons, como se costuma dizer. Sem qualquer tipo de elitismo ou exclusividade. Simplesmente  reconhecimento energético.
E acredito que podemos mudar as coisas.

P.S.: ler aqui

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domingo, 20 de março de 2011

Ontem, foi assim : Full Moon

(photo by Hikari)

"Goddess of the moon
Mother of the earth
We pray to you now,
Bless us with mirth.

And trust in our path
And show us the way
With no harm to any
Bring on these new days.

We dance to you skyclad
In our hearts and souls
With two sacred passwords
To love and to know.

We seek out your blessings
And reveal in your love
Goddess of many
Bright lady above."
(pagan prayer)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Em busca de mim...

Sem desculpas, nem justificações injustificadas, de volta á meditação diária. 
Restabelecendo rotinas, por escolha própria. Disciplinando-me. Clarificando a mente e retirando obstáculos. Abrindo caminhos...
Responsabilizando-me e tomando as rédeas. O tempo de me deixar chegar ao limite, esgotando as reservas energéticas ao ponto de ficar dormente e paralisada, chegou ao fim. Já não me basta a minha rocha na serra que só visito de tempos a tempos. Não. Agora tenho que zelar por mim, diariamente. Porque o equilibrio é fundamental, e nesta fase da minha vida, imprescindível. 
Esta é uma das decisões para 2011. Outras se seguirão.
Namasté.
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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Never give up



"Never give up.
No matter what is going on.
Never give up.

Be compassionate.
Not just with your friends
but with everyone.
Be compassionate.

And I say again,
Never give up.
No matter what is going on around you.
Never give up.
Never give up.
Never give up."

(Dalai Lama)




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Acerca da morte


Ontem, em forum facebokiano, perguntava-se o que faria se soubesse que iria morrer amanhã.
Já fiz essa pergunta a mim mesma, várias vezes. A resposta é sempre a mesma, com muito poucas variantes. E, visto que a morte não me assusta (ao contrário da doença) porque entendo que é uma passagem, uma alteração de estado; é simples.
Estando condicionada pelo tempo (1 dia), tentaria juntar todas as pessoas que amo e que estão ou estiveram presentes nesta vida. A todos eles, agradeceria mais uma vez por me terem deixado fazer parte da vida deles e que foi graças a todos eles, mesmo os que me "fizeram mal" que me transformei na pessoa que sou hoje.
Porque as maiores lições e provas de fogo, serviram para construir o meu carácter e re-descobrir a imensa fonte de Amor que existe em mim e que é a minha essência.
E aos meus manos de coração não seriam necessárias palavras, porque já há muito que aprendemos a comunicar sem elas.
E queria ficar ao colo pequenino e  do tamanho do mundo do meu filho...
E diria: " Até já".

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