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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tristinhos

(getty images)

O Tobias, estava doente há 3 dias.
O Tobias é (era) o peixinho dourado do meu filhote, oferecido pelas manas.
O Tobias, morreu pela madrugada...dei conta, porque me levantei da cama, algumas vezes para o ir ver.
De manhã, levei o filhote à cozinha, para junto do aquário.
O filhote, chorou muito, com lágrimas gordas, abraçadinho a mim, enquanto repetia:"Ó mamã, o Tobias era o melhor peixe do mundo e de todo o universo!" 
Eu chorei também, com o coração apertadinho.
Preparámos uma caixinha de cartão, forrada com papel-crepe azul (a côr favorita do filhote e, nas palavras dele, para o Tobias se sentir no mar), para o sepultar.
Depois das aulas, fomos até à ribeira que fica perto de casa, com a caixinha de papel-crepe azul.
O filhote quis fazer um discurso. Disse que o Tobias era muito amoroso, que tinhamos tentado salvá-lo, que lhe demos remédios, mas não tinhamos conseguido,  e que percebeu que ele estava muito doentinho e por isso, tinha morrido. Fizemos uma prece, agradecendo à Mãe-Natureza pelo tempo que o Tobias esteve connosco, devolviamos-lhe agora o seu corpo, ficando só com as lembranças de como ele jogava às escondidas por entre as plantas ou como ele subia rápidamente até ao cimo do aquário, na hora da paparoca, e sorrimos.
Despediu-se do Tobias e entregou-o ao céu dos peixinhos (que para ele é o mar e, como a ribeira vai ter ao mar...).
Voltei para casa, com o filhote ao colo.

P.S: Primeiro contacto próximo do filhote, com a morte (suspiro). A ver como ele lida com este sentimento; vou estar atenta nos próximos dias.

***

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

I guess I'm on the right track

(photo by Patrisha Tomson)

Hoje, a caminho de casa, depois de ir buscar o filhote à escola, aproveitámos (como sempre) para pôr a converseta em dia, com as perguntas do costume ("Como foi o teu dia? Portaste-te bem? O que aprenderam hoje?..."), ele interrompe-me e diz:
"Mãe, tenho uma coisa para te dizer e que me fez irritar."
"O que foi?", pergunto-lhe eu, pensando que ele se tinha chateado com a namorada ou com o melhor amigo dele ou...
"Vieram cá uns senhores à escola e deram bilhetes para ir ao circo.", diz-me ele,  com uma expressão meio carregada.
 Suspiro e digo-lhe: " Ai sim? Deixa lá ver."
"Não podes ver. Eu rasguei o bilhete."
"Então? Porquê?", respondo-lhe eu, surpreendida.
"Porquê? Porquê, mamã? Então tu não sabes que eu não gosto de ver os animais no circo, presos nas jaulas, coitadinhos. Eles não podem correr, nem brincar como eu!", diz-me ele, muito vermelho.
Eu sorrio e digo: "Pois é filho, é uma crueldade e devia ser proibido. Também não gosto nada. Já sabes o que penso sobre esse assunto."
"E sabes pior? As pessoas têm que dar euros para entrar e ver animais tristes...eu não dou, não gosto de ver animais tristes e por isso rasguei o bilhete. Ficas chateada?"
Eu sorrio muito, baixo-me, afago-lhe o cabelo e digo-lhe: "O que é que achas? Pareço-te chateada?"
Ele sorri de volta, abraça-me e lá continuamos o nosso caminho.

São conversas como estas, que me fazem perceber que estou no bom caminho  e no meu propósito de criar e educar um ser humano melhor. E me deixam orgulhosa, também :)

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Do meu cão

(imagem da série "Game of Thrones")

Há alturas, em que a saudade dele aperta. É quase uma dôr física. Saudades do focinho dele, dos olhos meigos, da expressão meio selvagem. Da sua tontice enquanto cachorrinho (ai, tantos disparates e sobressaltos), da sua altivez e porte digno, quando adulto. 
Das cheiradelas, a meio da noite, quando ele entrava no meu quarto e depois de se certificar que estava tudo bem, saía, deitava-se no hall e soltava uma respiração mais profunda (e que eu achava sempre que era um suspiro de alívio). Da sua alegria, quando eu chegava a casa. Dos abracinhos que eu lhe dava (e ele consentia), quando eu estava triste. Das beijocas fugazes na ponta do focinho, com o intuito de o irritar, e que ele respondia com um esboço de abocanhar, que me fazia rir às gargalhadas.  Dos nossos passeios nocturnos, sob a luz da Lua ou a fugir à chuva.
Do meu cão-gato que deitava o focinho sobre os meus pés, nas noites frias de Inverno, enquanto via televisão.
Do meu cão-aspirador que apanhava todas as migalhinhas que pudessem haver pela casa. 
Do meu cão-pessoa, que me dava focinhadas de repreensão, direitinhas aos olhos, quando eu uivava para o chatear. Das patadas persistentes e irritantes (na altura, quando passei por uma fase muito complicada e me estava a fechar para o mundo), que me obrigavam a reagir e a sair do marasmo, nem que não fosse para gritar com ele. Do ar aflito com que ele aparecia na cozinha, quando o meu filhote começava a chorar no berço, ainda antes de eu dar conta pelo intercomunicador...
Tenho saudades da visão de beleza pura e selvagem que ele me proporcionava, sempre que o levava para o meio da serra de Sintra e o soltava: ficava extasiada a observar os movimentos dele e sentia sempre que ali, é que ele era verdadeiramente feliz... presenteava-me sempre com um pássaro ou um rato (ao que eu não achava piada nenhuma, mas enfim, era o seu instinto natural de caçador). 
Um companheiro de caminhadas  (o grande responsável por este vício) com uma resistência impressionante e que me dava pica: quanto mais puxava por ele, mais ele aumentava a velocidade. Inteligente ao ponto de perceber que tinha que diminuir a cadência, quando, já no final da minha gravidez, os meus movimentos se tornaram mais lentos...
Presença constante de muitas boas recordações. Foi com ele, que numa bela noite de Outubro, vi uma chuva de estrelas cadentes enquanto acariciava a barriga e falava com o meu filhote, feliz como nunca me tinha sentido antes.

Ainda tenho dificuldade em lembrar-me com serenidade do que foi o seu final, e não é assim que eu me quero lembrar dele. Porque ele, deu-me o melhor de si e é assim que eu o vejo: como o melhor cão do mundo. E como o meu primeiro filho.

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sábado, 4 de junho de 2011

Vontade, vontadinha

Aqui, por casa, andamos com uma enooooorme vontade de adoptar um animal de estimação. 
Sempre tive animais de companhia e desde a morte do meu companheiro canino (já vai para 4 anos) que tenho resistido ao desejo de voltar a ter um; ou porque o meu filhote era muito pequeno, ou porque o meu ritmo de vida não o permitia, ou porque o meu ex-companheiro humano se opunha a ter animais em casas...
Anyway, agora que o ex me "desamparou a loja", o ritmo  de vida abrandou, e o filhote está mais crescido, parece-me a altura ideal.
Como moramos num apartamento, um gato seria a companhia ideal, evitando assim ter que sair à rua com ele, e consequentemente deixar o filhote sozinho em casa (não, não o faço, nem para ir colocar o lixo ao contentor). Também podia optar por um animal mais pequeno, mas como também não gosto de ver animais fechados em gaiolas ou jaulas, hamsters, coelhos, chinchilas, pássaros, estão fora de questão.
Sou apologista do "Já que se vai fazer, que se faça bem feito". E por isso, o 1º passo: exames alergológicos para o meu filhote, não vá o diabo tecê-las e ser de repente confrontada com a eventualidade de ter que devolver o novo membro da familia (gesto que abomina e que nos partiria o coração). Os animais não são coisas, são seres a respeitar.
Enquanto aguardo os resultados dos exames, tenho andado a "cuscar" as redondezas e a clinica veterinária que fica aqui perto de casa. Ah...esqueci-me de dizer: não vou comprar (este assunto daria para outro post), mas vou procurar gatinhos que tenham sido abandonados ou que as pessoas tenham para dar.

(A propósito, não entendo porque razão, as pessoas que têm animais que andam na rua, sejam eles, cães ou gatos, não os esterilizam ou castram! Depois é a desgraça que se vê: ninhadas inteiras na rua, abandonadas à sua sorte, na sua grande maioria com destinos terríveis. Muito sofrimento evitado, se as pessoas fossem conscientes e responsáveis. Enfim...(suspiro).)

E enquanto espero, vou-me deliciando com fotos como estas:



Aren't they cute? :)

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Poesia em forma de fotografia

Adoro fotografia. Tenho uma predilecção especial por preto e branco. Ando sempre à cata de outros olhares...
Há um tempo atrás, descobri o trabalho fantástico do fotógrafo Nick Brandt. Fotografa (quase) exclusivamente, África. Numa pequena introdução ao seu trabalho, lê-se: "(...) tendo como objectivo documentar e gravar, um testemunho visual poético dos animais selvagens e lugares antes que eles desapareçam por intervenção humana.(...)".

Fiquei a pensar que, gostaria muito que o meu filho e as gerações vindouras, não fiquem limitados a conhecê-los, somente, através de fotos, por mais belas que elas sejam...

Deixo algumas imagens fantásticas. 
O resto, podem cuscar no site http://www.nickbrandt.com/

©Nick Brandt

©Nick Brandt
©Nick Brandt


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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

The wolf in me


Wolf is my companion; we walk together on our journey.
Wolf is my guardian; he protects me from harm.
Wolf is my strength; in a glimpse he is there for me.
Wolf is my comfort and warmth; I find shelter in his shadow.
Wolf is my spirit, he lives in my soul.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sinto falta do meu...

photo by getty images

"Os cães são o nosso elo com o paraíso.
Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden onde ficar sem fazer nada não era tédio, era paz." -  Milan Kundera

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