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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aprendo, logo caminho



Há coisas inevitáveis e há outras que não.
As evitáveis, se tivermos bom senso e algum respeito, educação, delicadeza e gentileza de alma, não se dão.
As inevitáveis, começam por ser tentativas de contornar a situação, alentadas por algum sentimento de concórdia e diplomacia, mas que caiem em "saco-roto". Quando não funcionam, a coisa dá-se. Pode ser mais ou menos violenta, mas a partir daí, são definidas posições e já não há espaço para dúvidas (ou manobras). 

Confesso que tenho tendência para esticar muito os meus finais e também sei que não costuma ser a melhor atitude. Mas sofro da síndrome "só-abandono-o-que-já-não-dá-para-mais" e sou muitas vezes, vítima de mim mesma. Adiar o inevitável, nunca dá bom resultado, bem sei. Continuo a ter dificuldade em riscar pessoas da minha vida: não gosto, custa-me sempre imenso, até que chega um dia e, pimba, já foste. 
Todos os dias, aprendo. Aprendo a não deixar as situações chegarem ao limite. Aprendo a respeitar-me mais. E aprendo que nesta vida, quando teimamos em algo que não nos faz bem, corremos o risco de um dia acordar, atolados em lixo emocional tóxico e depois, é o cabo dos trabalhos para limpar o ar.

Mas mesmo assim, aprendo...e isso, meus amigos, é para mim, absolutamente fundamental!


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sábado, 14 de julho de 2012

Life in motion


"When I see I am nothing, that is wisdom.
When I see I am everything, that is love.
And between those two, my life moves."

(Nisargadatta Maharaj)


Quase, quase de volta a estas andanças ou escrevinhanças blogueiras. Porque me apeteceu de novo e tenho saudades vossas...
Beijinhos a todos/as :)

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A metafísica dos TPC ;)

(photo by Flying Colours Ltd)

Filhote, num tom preguiçoso: "Mãe, não consigo fazer isto. "
Eu: "E então? Concentra-te e tenta de novo. Vais ver que consegues."
Filhote: "Não consigo. Estou-me sempre a enganar..."
Eu: "Enganas-te, apagas e voltas a tentar, até acertares."
Filhote : "Ó mãe, vá lá, faz lá."
Eu, a levantar a sobrancelha: "Não percebi."
Filhote, a tentar claramente chantagear-me: "As outras mães também ajudam os filhos."
Eu: "Claro que sim. E eu também te ajudo, mas não posso fazer por ti. Porque esse trabalho é teu, não é meu. Se queres fazer bem, concentra-te e tenta de novo. Tenta as vezes que forem necessárias até acertares. Não vale, ser preguiçoso e não vale, desistir. Se desistires nunca vais aprender. E se outra pessoa fizer por ti, também nunca vais aprender além de que vais estar a enganar os outros, neste caso a tua professora e os teus colegas. Tu é que escolhes."

E de repente, enquanto me ouvia a mim mesma, apercebi-me de que tudo na vida, é assim. 

No final, apesar da minha ajuda, ele optou por ser preguiçoso... Não insisti mais.
Hoje, e como eu conheço bem a professora dele (eheheh), veremos o resultado da sua escolha. Há coisas que eles têm que sentir na pele, para perceber. Não há outra forma.

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domingo, 1 de janeiro de 2012

It's my party and I cry if I want to


Disse a mim mesma que não o iria fazer, que não iria escrever sobre resoluções para 2012 mas hoje, dei por mim, a reler posts do ano anterior... foi por esta altura que fiquei desempregada. Um ano passou, e a situação mantem-se. Não tem sido fácil, tenho passado por momentos complicados, muitas vezes, sem perceber muito bem para onde me virar, o que fazer, que direcção seguir...
Se por um lado, o subsídio de desemprego me permite viver de forma mais ou menos decente, o facto é de que nunca na minha vida, estive sem trabalhar. E isto por si só, já é motivo de alguma angústia porque me é difícil estar parada. Por outro lado, durante este ano que passou, acompanhei o crescimento do meu filho de uma forma tão intensa que me tornei ainda mais "mãe-galinha". Descobri o quanto ele me faz falta, a imensa alegria que é ser mãe dele, mesmo quando ele é chatinho e caprichoso e o companheiro fantástico que ele é. Aceito que este interregno me foi proporcionado para que eu pudesse estar (ainda) mais presente na vida dele e para que eu aprendesse a viver/sobreviver com pouco mas, ao mesmo tempo, com tanto.
Mas (e eu também me conheço), a inércia é uma tentação terrível, que mina a vontade e me pode conduzir até à beira do abismo. E se há dias em que luto ferozmente contra ela e consigo, outros há, em que fico acabrunhada, meio-perdida, sem rumo. Têm-me valido os amigos que estão sempre presentes e aos quais sou grata, por estarem no meu caminho.
Este é o ano em que tenho que dar uma volta à minha vida. A verdade é que, não estou a ficar mais nova e o mundo do trabalho, não se compadece seja lá com o que fôr. Além de que, ainda me questiono se voltarei ao mercado de trabalho convencional... Muitas interrogações, muitas dúvidas.
Está na hora de lutar e perceber qual é o meu (real) lugar no mundo.
Este é o meu grande desafio para 2012.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ai, as mães...

(getty images)

Primeiro dia de escola do filhote.
Ontem, começámos com o pé direito: gostei do director, do coordenador, da professora, das AEC's (Actividades Extra Curriculares), da sala de aula (muita luz natural) e do espaço envolvente, cheio de árvores e muito terreno para brincarem, com campos de jogos e pavilhão desportivo. O filhote estava delirante, com os olhinhos a brilhar muito e com a perspectiva de fazer novos amigos e que fez, logo, logo.
Claro que, hoje de manhã, acordou entusiasmado e cheio de pressa para ir para a escola. De tal forma que chegámos, 30 minutos antes da hora porque não dava para travar tanta impaciência, eheheh!
Ao portão, começaram a chegar mais meninos e nesta altura, senti-me completamente posta de parte, porque ele virou-se para mim e disse-me: "Mãe tenho que ir cumprimentar os amigos." Assim, com este "descaramento"...e foi.
Claro que a partir deste momento, percebi que este puto, têm mesmo a quem sair e que dificilmente, ficará intimidado seja com o que fôr. O que é bom. Aliás, é excelente. Não obstante, a minha (grande) costela de mãe-galinha, ressentiu-se e acusou o toque mas só porque sou uma grande piegas...
O que foi engraçado foi perceber que há mães/pais, mais galinhas/galos (?), do que eu. E enquanto os observava, não pude deixar de me questionar se eu mesma não estaria a fazer as mesmas figuras... Acho que não, porque apesar de ser tudo, prezo muito a independência dele e além do mais, não quero que ele comece a escola com o "estigma de menino da mamã". Sei bem o que os miudos podem sofrer quando são demasiado protegidos e o quanto lhes pode ser difícil a adaptação ao mundo cá fora, longe do núcleo familiar.
E pronto, lá ficou ele alegremente a tagarelar com o colega de carteira, enquanto eu me despedia com um abracinho e ele me brindava com um displicente: "Até logo, mamã." Assim...
Ai as mães...são do caraças, é o que vos digo :)

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sábado, 3 de setembro de 2011

Are you happy?


Por causa da minha sinusite crónica e depois de desistir da abordagem da medicina tradicional, farta de me entupir de medicamentos que, sim, atenuavam os sintomas mas que em contrapartida me presenteavam com outros tantos efeitos secundários (aumento de peso, infecções ginecológicas e até alterações hormonais), decidi consultar um homeopata.
Na altura, recordo-me que já vivia uma fase atribulada no meu casamento e o dito cujo, fez questão de me acompanhar, mesmo durante a consulta (mais tarde, percebi que não era preocupação pelo meu bem-estar, mas pelo que eu poderia dizer acerca dele e do nosso relacionamento).
Confesso que não estava preparada para a abordagem holística da minha maleita e fiquei extremamente surpreendida com as perguntas que o médico me fez. Engasguei (coisa rara em mim), quando ele me perguntou porque é que eu me queria sentir bem...
"Hã?", disse eu, "Porque sim." (que é sempre uma resposta pseudo-inteligente quando se quer evitar um assunto ou não se tem opinião formada.)
Ele sorriu e voltou a insistir.
"Porque quero viver em plenitude.", respondi eu.
"E porquê?"
"Porque só assim se pode ser feliz,"
"E para si, o que é ser feliz? O que é que faz, para se sentir bem?"
"Bolas, este homem não desiste, e já me está a enervar", pensei eu.
A verdade é que, na altura, fiquei paralisada e a única resposta que me saiu, relacionava-se com o meu filho recém-nascido e com coisas que fazia com ele.
De imediato, senti o olhar fixo de reprovação do meu companheiro. Deveria ter sido um wake up call para mim mas, na verdade, nós só vemos o que queremos ver e quando o queremos ver. Também deveria ter funcionado da mesma forma para ele, mas isso seria algo impensável para um narcisista puro.
O médico não insistiu e deu a consulta por terminada, após uma série de recomendações alimentares e do medicamento preparado especificamente para mim (e que se veio a revelar bastante eficaz na redução dos sintomas).
Saí de lá, a remoer na pergunta, ignorando por completo a voz crítica do meu companheiro. Nessa altura senti que uma semente tinha sido deitada à terra e que uma janela muito pequenina se tinha aberto no meu cérebro... e que, mais tarde, se escancarou de par em par.

Tudo isto para dizer, que muitas vezes não nos apercebemos de que estamos infelizes e acomodados, e que é preciso ser confrontado com uma pergunta simples, para que o nosso mundinho seguro e hermético, caia como um castelo da cartas. 
E quando assim é, eu opto sempre por mudar, custe o que custar.
E aqui vos confesso que, até hoje, nunca me arrependi.


P.S.: recordei-me desta situação ao ler o blogue da Drinha e este post, em particular.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Surpresas desagradáveis


Já vos aconteceu, sentirem-se tão ultrajados, tão ultrajados, com determinados comentários ou opiniões que, no primeiro instante, ficam paralisados, espantados e mudos? Como se as palavras que acabaram de ouvir fossem um verdadeiro soco no estômago, um golpe inesperado que provoca uma autêntica dor física?
Confesso que, poucas vezes senti isso. Talvez porque nunca me preocupei com a opinião alheia e com o "diz que disse". Mas tudo isso muda, quando o autor é alguém que nós conhecemos (?), com quem lidamos e com quem até já vivemos uma estória de amor e que é pai do nosso filho.
Olhar para essa pessoa, como se o vissemos pela primeira vez, como um perfeito desconhecido, daqueles que se dedicam ao diz que disse, é, no mínimo, estranho.
Passado o impacto inicial, em que a minha boca ficou literalmente aberta de surpresa, a raiva e a indignação tomam conta de mim:
"Mas quem é que este idiota pensa que é? A última coca-cola do deserto, não é certamente! E não o é para mim, há muuuuuuuuuito tempo. E essa opinião que teceu sobre mim, só mostra o quanto desconhece da minha pessoa e revela o que ele, na realidade, é! Porque quer se queira quer não, e para o bem ou para o mal, nós vemos os outros à nossa imagem e semelhança. E quando o verniz da polidez estala, a verdadeira essência e natureza das pessoas, é revelada. Para o bem e para o mal!"
E digo-lhe tudo isso e mais alguma coisa, com a força da tempestade que se formou no meu estômago e que se escapa, agora pelas minhas palavras. Carregadas de indignação e sentindo-me absolutamente humilhada por este estafermo. Sem insultos (deuses, como estou controladita, e só vocês sabem o quanto me custou não os proferir!) e sem lhe dar tempo para responder.
Ponto de ruptura. Assumidíssimo. Sem volta a dar.
E agora, que ele não me ouve: "P*** que o pariu!"

P.S.: este post tinha publicação adiada, até à  verdadeira assimilação dos factos. Agora, funciona como lembrete, porque tenho a tendência para esquecer e há coisas que não devemos esquecer. Seguir em frente, sim, esquecer, não. Porque corro o risco de ser posta na mesma situação, daqui a uns tempos...

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

E hoje, é "dia de neura"


Porque o filhote vai estar fora quase 2 semanas. Duas semanas, sem o meu homenzinho parecem-me neste momento, insuportáveis...
Bem sei que é óptimo que o pai queira passar tempo com ele, que é excelente que o inclua no seu plano de férias, que é fantástico que ele possa passar mais tempo com o pai, sei isso tudo. E fico contente. Pelo filhote e pela relação entre os dois. Este é o meu lado racional que hoje, perde facilmente frente ao meu lado neurótico e de mãe-galinha.
O meu lado neurótico é alimentado por um único e exclusivo sentimento: não confio.
Não confio no pai, não confio na actual e que até há poucos dias era ex-companheira (confusões, confusões), não confio nas opiniões daqueles dois, na falta de  bom-senso que, pelos vistos, não os impede de travar discussões em frente aos filhos, nas directrizes bimbo-intelectualoídes da dita cuja e na tendência para meter a colher aonde não é chamada, nos preconceitos machistas do pai (a do "homem não chora",  e a do "és um maricas", tiram-me do sério), não confio, ponto!
Tenho que o deixar ir porque legalmente, tem esse direito e porque, apesar de tudo, acredito no amor verdadeiro (embora à maneira dele e aqui não critico, porque cada um ama como sabe) que ele nutre pelo filho e que para mim, serve como uma garantia de que o filhote não passará fome (pelo menos enquanto estiver com ele, porque quando não está, já é outra estória).
O meu lado mãe-galinha grita: "Não te queria deixar ir, quero proteger-te sempre, não quero que flixem a tua cabecinha."
E porque sei, acreditem que sei, que quando ele voltar, terei que desembaraçar e desatar todos os nós que se formaram ... (suspiro)
Pronto(s), eu avisei que estava com a neura!

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um mundo perfeito


Nos últimos dias, volta e meia dou por mim a pensar no que seria um mundo perfeito. Todos nós sabemos que seria um mundo, sem guerra, sem doença, sem fome...
Tenho a plena noção de que há coisas que não consigo mudar, ou porque fazem parte do passado ou porque não estão (só) nas minhas mãos... Mas, há outras que sim, posso mudar. Por isso, fiz assim, uma espécie de lista de coisas que eu quero fazer. Cá vai:
  • arranjar/criar um trabalho com o qual me identifique totalmente e que corresponda à minha missão de vida;
  • reestruturar as minhas respostas a determinadas relações/pessoas com as quais vou ter que conviver para o resto da vida;
  • continuar a acreditar que o nosso exemplo, as nossas acções, falam tão ou mais  alto, do que as palavras ou melhor, que os nossos gestos têm que ser coerentes com as nossas palavras, seja em que aspecto fôr;
  • continuar a envolver-me de forma activa, na reformulação de noções e mentalidades no que diz respeito à ecologia, direitos humanos e animais, ética, educação e solidariedade.

Pode parecer ambicioso (ou esquizóide), mas sonhadora como sou, não conseguiria viver sem acreditar que podemos realmente, alterar as coisas, diariamente e individualmente,  apesar de todos os contratempos e de cada um de nós, ser só uma gota no oceano. 
E no limiar do sonho, construir um mundo perfeito :)

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

O poder das palavras


"As palavras são sagradas. Merecem respeito. Se escreveres as palavras certas, numa ordem correcta podes abanar um pouco o mundo." 
Tom Stoppard

Acredito no poder das palavras.
As palavras são a manifestação verbal/fisica das nossas vontades, intenções e sentimentos. São instrumentos poderosos, influenciam e criam as nossas emoções,  são o que nos liga ou afasta dos outros. Com elas, conquistamos, e/ou somos conquistados. Derrotamos e/ou somos derrotados. Amamos e/ou  somos amados. Odiamos e/ou somos odiados. 
E através delas, criamos diariamente, a nossa realidade.
Ter esta consciência, responsabiliza-nos pela forma como as utilizamos. E aqui, como em tudo na vida, funciona a lei do retorno. Se dissermos "eu não sou capaz...", "se eu pudesse...", "eu sou infeliz...", "eu odeio...", certamente que viveremos dessa forma. Se passamos a nossa vida a destilar palavras e frases de ódio e desprezo (mesmo que achemos que estamos carregadinhos de razão), certamente que as receberemos em troca.
Ao utilizar as palavras de forma positiva: "eu posso...", "eu consigo...", "eu quero...","eu gosto/amo..."; estamos a reverter tudo isso, quebrando determinados padrões mentais e, consequentemente, padrões de comportamento.
E assim, podemos viver e construir a nossa vida, em plenitude e abanar o mundo ;)

P.S: a minha palavra favorita é "Amor". E a vossa?

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Acerca da confiança


Há laços invisíveis que nos unem ás pessoas e que  são a pedra basilar de qualquer tipo de relação.
Um dos que eu considero mais importantes, é o da confiança. Quando este laço é quebrado, cria-se em mim, um enorme vazio, uma terrível sensação de desamparo, de tristeza, de perda.
Associo sempre isto,  à imagem de um vaso. Um vaso lindo de que nós gostamos muito e que de repente, se espatifa no chão e se quebra em mil pedacinhos.
Teimosa como sou,  volto sempre a colar todos os pedacinhos. Mas a verdade é que, depois de reconstruido, o vaso já não é o mesmo. E embora me esforce, não consigo ver a beleza que tanto admirava inicialmente. Talvez porque o vaso foi consertado a duas mãos, quando o deveria ter sido a quatro ou mais; ou porque  nem sequer devia ter sido quebrado...
O que acontece a seguir é que acabo por redefenir parâmetros dessa relação : passa a ficar "situada" em determinado patamar e só de lá sai, depois de  provas dadas. E não é por orgulho, é por amor-próprio.

E porque muitas vezes, as coisas acontecem como têm que acontecer e  adiar o desfecho de determinadas situações é, muitas vezes, o reflexo do nosso egoísmo (mesmo que seja com boa intenção)  e de uma certa covardia.
Mas, honestamente, doi sempre.
Sigaaaaa!...

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domingo, 10 de julho de 2011

Catarse


Evitar a dôr, é um mecanismo natural de autodefesa de qualquer um de nós. Acho mesmo que é um instinto básico. E que está ligado ao sentimento do medo.
Hoje fui confrontada com um e que tenho andado a evitar (porque ainda não me sentia preparada e achava que não estava suficientemente forte): regressar a lugares que foram palco de um grande amor.
Perceber que passaram a ser só isso mesmo, lugares, e que a dôr que a eles estava associada já não existe, foi tremendamente libertador!
Hoje descobri que, na sua maioria, os lugares maus ou bons, só existem na nossa cabeça, no nosso subconsciente. Nós é que os impregnamos e  moldamos com as nossas alegrias, medos ou temores. Depois de sublimarmos esses sentimentos, o equilibrio volta a ser reposto e descobrimos que a mudança aconteceu dentro de nós.
E isso, foi muito bom!

Quanto às lembranças, essas ficarão para sempre mas, deixaram de ser dolorosas. :)

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Estou sempre lá, mas...

photo by Arwen Midge

A vida já me ensinou algumas coisas.
Uma delas foi de que, apesar de todos os nossos esforços e boa vontade, nem sempre conseguimos ajudar os outros.
Já lá vai o tempo, em que eu encarava cada pedido de ajuda, cada injustiça para com terceiros,  como sendo uma missão pessoal. Aos poucos, tornei-me numa autêntica "Nossa Senhora dos Aflitos", um pouco à maneira de "todos os ais são meus".
E, se nessas alturas conseguia ajudar as pessoas (porque lhes emprestava a minha força e determinação), o facto é que com o tempo, os resultados não eram os desejados...porque, sei agora, era uma imposição minha e não algo que tivesse sido interiorizado pelas pessoas em questão. Em vez de as ensinar a pescar, pescava eu por elas.
E as decepções eram sucessivas. As expectativas frustradas. Não entendia porque é que as pessoas que eu tentava ajudar, se deixavam cair no mesmo ciclo vicioso. 
Culpa do meu ego e da minha arrogância que me incapacitavam de aceitar as pessoas como elas realmente eram. Exigia que fossem melhores, porque sabia que o podiam ser.
Foi preciso "penar" (e ultrapassar o tremendo desgaste a nivel emocional e pessoal que estas situações provocam)  para começar a perceber que não conseguimos ajudar ninguém que não queira ser ajudado.   
O primeiro passo é sempre esse: querer ser ajudado, ter a consciência de que se precisa de ajuda e procurá-la. Só quando se chega a esta fase é que estamos prontos para ser ajudados e só nessa altura é que devemos ajudar. Até lá, todas as nossas intenções serão logradas e cairão em saco roto.
Por isso, hoje em dia, eu estou sempre lá, sempre disponível, pronta, solícita mas...o pedido de ajuda tem que ser verbalizado. Continuo a conseguir ler nas entrelinhas, consigo ver os sinais, mas não me chego à frente sem autorização (salvo situações muito excepcionais).
"Ask and it shall be given (...)"

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Enjoying life as it cames



Psicologicamente preparada para a "seca" no Centro de Emprego, o meu livro de Murakami enfiado no saco, munida de muita paciência, sou, inesperadamente, atendida em menos de uma hora! 
Ainda deu tempo para ir ao centro da vila e comer a sandocha que tinha trazido de casa, sentada num banco a olhar para a serra :)
E a serra é mesmo mágica... e "perdi-me"  por lá, outra vez.


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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ano Novo, vida nova...

Há que apreciar a "ironia" da frase, nesta altura da minha vida. 
Estou, oficialmente desempregada desde o inicio deste mês. Pela primeira vez.
Como devem calcular (ou talvez não), volto agora a este blogue, após digestão do facto em si. Digestão um bocadinho dificil, muitos pensamentos soltos, decisões e reajustes de "emergência".
Muitas surpresas agradáveis, ou melhor confirmações (os amigos, nunca me falham) e outras, menos agradáveis. A fazer jus á frase: "É nos momentos de crise e tensão que se conhece o verdadeiro carácter das pessoas". O meu, inclusivé.
Provas e testes. Tentações, disfarçadas de soluções fáceis e rápidas.Tudo treta. Tudo falso.
O que tiro disto tudo? Continuo a não estar á venda. Recuso-me a abandonar as minhas convicções e os principios que me têm regido a vida inteira. Os bons. Deito fora, tudo o que já não me faz falta. Limpo as gavetas e preparo-as para coisas novas. Acolho a mudança, de braços abertos. Confio, nem sei bem em quê, mas confio.
Não faço ideia do que me espera. Mas entendo que algo me espera. E que será melhor e mais adequado a mim. Ao que me propûs fazer, quando decidi voltar. Chegou a hora de voltar a caminhar. Há passos importantes a tomar. Já estou a tratar disso. Fica para outro post. 
Até lá, um ano muito feliz para todos, cheio de realizações pessoais. E de Amor, sempre o Amor!!!

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Happiness

"Happiness cannot be traveled to, owned, earned, worn or consumed.
Happiness is the spiritual experience of living every minute with love, grace and gratitude."  
Dennis Waitley

And let me add that real happiness lies on small, simple things.
So let us be happy!

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Maratonas matinais


Depois de uma noite quase em branco com o filho doentinho, acordar tarde, fazer pequeno almoço, almoço para escola (o fiilhote é vegetariano e os vegetarianos, não comem só sopa e saladas, eheheh), escola, beijos, muitos beijos e chegar ao escritório... ufa!
Wonder Woman, roi-te de inveja!!!!

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Recompensas maiores

Após um dia de trabalho exigente, algo conturbado mas que no final teve um balanço positivo (com direito a elogios do chefe e tudo), nada me soube melhor que ter o meu filho à minha espera(!) com os braços abertos e um sorriso gigante (daqueles que alimentam a nossa alma, sabem?), estampado no rosto !!!
Ah...para onde foi o cansaço? :)))

getty images


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Here's to you!


Life loves to be taken by the lapel and told: 
"I'm with you kid. Let's go!"
Maya Angelou

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